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Barcelos vence Porto em segunda parte frenética

Diogo Nunes · 5 min

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Cabeçalho modalidadesO jogo que abriu a primeira jornada da segunda volta do campeonato nacional de hóquei em patins colocou frente a frente os históricos OC Barcelos e o FC Porto, para mais um clássico da modalidade. Num pavilhão municipal de Barcelos quase cheio, a única zona com espaço era a reservada a adeptos dos dragões.

O Óquei, que não pode contar com Álvaro Morais “Alvarinho” devido a estar emprestado pelo Porto, conseguiu virar o jogo e vencer os azuis e brancos por 4-3.

Numa primeira parte pouco emotiva, o encontro esteve bastante equilibrado, com ambas as equipas a procurarem ataques mais longos, o que raramente resultava em lances de perigo para as redes adversárias. Apenas em alguns momentos do jogo havia algum lance de maior perigo, na maior parte das vezes de seticadas de meia distância, embora nada que causasse grande incómodo a Ricardo Silva ou a Nélson Filipe, guarda-redes do Barcelos e do Porto, respetivamente.

Chegado o período de intervalo, não era de estranhar que o marcador continuasse a zeros. Espelho de uns primeiros vinte e cinco minutos de jogo equilibrados, sem grandes oportunidades de perigo e onde, tanto o Barcelos como o Porto, pouco arriscaram na procura do golo. Restava agora esperar que a segunda metade do jogo fosse muito melhor que a primeira, o que se confirmou.

A segunda parte começou de modo bem mais interessante que a primeira. Logo aos sete segundos, o Barcelos cometeu a sua 10ª falta. No livre direto correspondente, Hélder Nunes não vacilou e abriu o ativo.

O Óquei reagiu e foi à procura do empate, o que não demorou muito a surgir. Pouco depois dos primeiros três minutos do segundo tempo, Luís Querido, capitão do Barcelos, passou a linha de meio campo e disparou um míssil, que só parou no fundo das redes da baliza portista. Estava feito o empate.

A festa do povo, os golos, finalmente começava a aparecer e, pouco depois do empate dos da casa, o Porto voltou a passar para a frente do placard. Após um contra-ataque de três para dois, Hélder Nunes aproveitou uma descoordenação da defensiva do Barcelos para fazer o 2-1 para os dragões.

Depois de uma primeira parte sem qualquer golo, assim como sem grandes oportunidades de perigo, bastaram quase cinco minutos da segunda parte para se marcarem três. Para além deste fator determinante para o resultado e maior ligação do público ao jogo, o ritmo era alto e as oportunidades para as duas equipas sucediam-se. Todos os ingredientes estavam a postos para uns restantes vinte minutos muito emocionantes.

Pouco depois do segundo golo dos azuis e brancos, o Barcelos beneficiou da 10ª falta portista. Luís Querido, jogador especialista em lances de bola parada, tentou bisar no encontro, mas Nélson Filipe, com uma enorme defesa, evitou novo empate no marcador.

Em desvantagem, o Óquei era a equipa mais perigosa no ringue. Era a partir dos sticks de Luís Querido e Reinaldo Ventura que o Barcelos conseguia criar mais perigo, muito através de seticadas de meia/longa distância. Todavia, o guarda-redes portista respondia bem e mantinha os dragões na frente. Por outro lado, o conjunto de Guillem Cabestany optava por um jogo mais cerebral, circulando a bola sem criar grande perigo para a baliza de Ricardo Silva. Apenas em situações de contra-ataque, que eram raras, conseguia pregar mais sustos à equipa da casa.

À entrada para os últimos dez minutos de jogo, o Barcelos beneficiou de novo lance de bola parada, desta feita de uma grande penalidade. Foi Reinaldo Ventura, antigo capitão portista, o escolhido para marcar o penalti. Contudo, Nélson Filipe fez uma grande defesa e, com a caneleira esquerda, voltou a evitar o 2-2. Todavia, cerca de dois minutos depois, o Óquei conseguiu chegar ao empate, em virtude de uma bela jogada coletiva, onde Miguel Vieira “Vieirinha”, ele que recentemente voltou a ser apontado ao Benfica, assistiu Hugo Costa para o 2-2.

Com o novo empate no jogo, o Barcelos manteve o bom momento e, galvanizado pelo público, foi à procura de passar, pela primeira vez, para a frente do marcador. A procura por novo golo resultou na 15ª falta do Porto, que teve origem numa falta de Hélder Nunes ao tentar travar Luís Querido, numa saída para o contra-ataque.

Jogadores do Barcelos celebram o 2-2, concretizado por Hugo Costa. Fonte: Barcelos Popular
Jogadores do Barcelos celebram o 2-2, concretizado por Hugo Costa.
Fonte: Barcelos Popular

O “Rei” Reinaldo Ventura voltou a ser o escolhido para bater o livre-direto. Primeiro, começou por simular uma seticada direta e depois, ao ver o lado da luva esquerda de Nélson Filipe aberto, foi para aí mesmo que enrolou a bola, colocando pela primeira vez no jogo o Barcelos na frente do placard.

A faltarem poucos minutos para o terminus da partida, o terceiro golo do Óquei mexeu imenso com o jogo e o Porto, na ânsia de recuperar a bola, cometeu um erro fatal. Numa jogada de ataque, não reparou que o Barcelos defendia apenas com três e após uma recuperação de bola da parte de Ventura na tabela de fundo, o próprio colocou a bola em Zé Pedro, que estava sozinho na área contrária com Nélson Filipe, que fez o 4-2 no jogo.

Apesar do quarto golo do Barcelos, o Porto não baixou os braços e, a trinta e quatro minutos do fim, beneficiou da 15ª falta do Óquei. Tal e qual como no livre-direto da 10ª falta, Hélder Nunes não desperdiçou e reduziu para 4-3, o que dava origem a suspense para os últimos vinte e oito segundos. No entanto, nada mais aconteceu e o Barcelos acabou mesmo por vencer o encontro.

Vitória justa do Barcelos que, na minha opinião, foi melhor que o Porto, que numa altura crucial, onde vencia por 1-0, tentou aproveitar lances de contra-ataque, que raramente ocorreram, para tentar aumentar a vantagem e ir à procura do 2-0. Por sua vez, o Barcelos, depois de conseguir chegar ao 2-2, não se ficou por aí e foi à procura da felicidade, ou seja, dos três pontos, o que conseguiu conquistar.

Na próxima jornada, que decorrerá a meio da semana devido às competições europeias, o Barcelos viaja até Oliveira de Azeméis para defrontar a Oliveirense, enquanto o Porto antecipou o seu jogo e, em vez de jogar dia 22, joga já na próxima quarta-feira, em casa, contra a Juventude de Viana.

Foto de capa: Barcelos Popular

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Diogo Nunes

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