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A partida começou da melhor maneira para os azuis e brancos, pois na jogada de saída e após seticada de Hélder Nunes, Ricardo Barreiros, que ao querer retirar a bola da zona de perigo, faz um autogolo. Pouco depois, contra-ataque do portista e depois de uma seticada de Reinaldo Garcia, o esférico bate no stick de Jordi Bargalló e trai Xavier Puigbi.
A Oliveirense não entrava nada bem e o Porto, com alguma sorte à mistura, obtinha uma vantagem excelente para o tempo de jogo disputado. Contudo, a partir do time-out pedido por Tó Neves, logo a seguir aos dois golos, só deu União. Um minuto e meio depois, jogada lateral da equipa da casa e Bargalló colocou a bola no interior da área, onde João Souto desviou a bola para o fundo das redes.
Se os treinadores dizem que os primeiros cinco minutos de cada parte são os mais importantes de cada jogo, os que deram inicio ao Oliveirense-Porto não terão sido de grande agrado para Tó Neves e Cabestany, mas para quem está de fora é algo espetacular.

Fonte: CERS Rink-Hockey
O jogo estava rápido e intenso e com vários lances de perigo, por isso, um golo poderia acontecer a qualquer momento e foi mesmo que aconteceu. Lance de contra-ataque de três para dois e no seguimento de uma defesa de Puigbi, Reinaldo Garcia, sem qualquer oposição, apontou o 3-1. Volvidos alguns minutos, boa circulação de bola por parte do Porto, que deu origem a espaço para Hélder Nunes e este com uma seticada de meia distância, disparou um míssil que só parou no fundo da baliza da Oliveirense. No entanto, logo a seguir, Ton Baliu viu um azul por falta sobre Jepi Selva. Nuno Araújo foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por enviar a bola na trave.
Mesmo com oportunidades para marcar, a equipa da casa não conseguia voltar a fazer balançar as redes adversárias, fosse pelas defesas de Nelson Filipe ou devido aos ferros da sua baliza. Todavia, em superioridade numérica pela primeira vez no jogo, a Oliveirense conseguiu reduziu o marcador através de um golo de Nuno Araújo. Nota para a grande assistência de Pedro Moreira.
Depois do 4-2, a União, embalada pelos seus adeptos, partia rapidamente para o ataque, enquanto que o Porto tentava acalmar o jogo.
A seis minutos da pausa, nova grande oportunidade para a Oliveirense, em virtude de uma falta de Jorge Silva sobre Jepi Selva. No respetivo penalti, Ricardo Barreiros seticou á barra.
Até ao intervalo, a toada baliza vs controlo manteve-se, mas o resultado não se alterarou e o Porto foi para as cabines a vencer por 2-1. Isto, após uma excelente primeira parte, o que deixava enormes perspetivas para a segunda.
As duas equipas entraram bem, tal como nos primeiros 25 minutos, obrigando Puibgi e Nelson Filipe a brilhar.
Aos seis minutos do segundo tempo, iniciativa individual de Pedro Moreira, que o próprio não conseguiu concretizar, mas na insistência, Jordi Bargalló reduziu para 4-3.
O conjunto da casa continuava atrás do golo do empate, mas Nelson Flipe ia evitando o 4-4. Por seu lado, os dragões tentavam controlar a bola, quando em sua posse, atacando a baliza adversária sempre que fosse possível.
Com menos de dez minutos para o términus do jogo, tudo continuava na mesma, Porto na frente por 4-3. Para além do resultado, outro fator importante era que, desde cedo na segunda metade, as duas equipas tinham nove faltas.
Já com menos de 10 minutos para se jogar, Pedro Moreira enrola a bola à entrada da zona do basquete e fez o empate. Nelson Filipe, completamente tapado, acabou por ser surpreendido.
Moreira fez explodir de alegria grande parte dos espetadores presentes no Pavilhão Dr. Salvador Machado, que voltava a empurrar a sua equipa para a meia pista portista e esse apoio teve efeitos quase imediato. A sete minutos e meio do final, o Porto cometeu a sua 10ª falta. Pablo Cancela foi o selecionado para a conversão do livre-direto e não desperdiçou, colocando a Oliveirense na frente. Os dragões responderam de imediato e depois de algumas seticadas de meia distância, Reinado Garcia restabeleceu o empate. Porém, volvidos alguns segundos, a União beneficiou de uma grande penalidade. O experiente Jordi Bargalló não desperdiçou e voltou a restabelecer a vantagem caseira. Nota para que antes da conversão da grande penalidade, Reinaldo Garcia viu um cartão azul. Contudo, a 10ª falta da equipa da casa surgiu logo a seguir e Hélder Nunes fez o 6-6.

Fonte: Facebook FC Porto
Finalizado este período onde foram marcados cinco golos, faltam cerca de seis minutos para se jogar e o fim estava cada mais próximo, sendo que o empate não servia a nenhuma das equipas. Logo, a rapidez e intensidade estavam de regresso à pista e o “fuzilamento” ás balizas continuava.
A menos de dois minutos do fim, um lance na área do Porto deu origem a dois cartões vermelhos para João Souto e Jorge Silva, assim como, dois azuis. Um para Bargalló e outro para Reinaldo Garcia. Igualmente, em virtude do mesmo lance, ocorreram vários desacatos, dentro e fora de pista, que obrigaram à interrupção do jogo.
Retomada a partida, nada se alterou e o no final, o marcador ditou um empate a 6-6.
Terminado o encontro, o resultado acaba por ser mais injusto para a Oliveirense, visto que, teve várias bolas ao poste e ainda desperdiçou um livre-direto e uma grande penalidade.
Assim, devido à vitória caseira do Benfica, os bicampeões nacionais passam para a liderança do campeonato com 62 pontos, seguidos pela Oliveirense com 51 e Porto com 59.
Foto de Capa: UD Oliveirense








