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A CRÓNICA: O CAMPEÃO DECIDE-SE NO DRAGÃO ARENA E SÃO OS LEÕES

Partia-se para aquele que poderia ser o ponto final no campeonato nacional de hóquei em patins, no Dragão Arena. Depois de estar a vencer na série por 2-1, o Sporting CP poderia erguer a taça de campeão nacional, caso vencesse esta quarta partida frente ao FC Porto.

Num jogo que não saía de grande pára e arranca inicial, a emoção tomou lugar no pavilhão a partir dos cinco minutos do começo do encontro. Depois de ambas as equipas se verem com um jogador admoestado com cartão azul para cada lado (Di Benedetto e Platero), as oportunidades e os golos começaram a surgir.

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A abrir o marcador com um tiro a média distância, sem qualquer tipo de hipótese de defesa para Girão, foi Gonçalo Alves, O jogador dos azuis e brancos colocou a sua equipa em vantagem, apesar de não ser por muito tempo. Em jeito de resposta, no minuto seguinte, Toni Pérez assistiu e Romero empatou a partida, mostrando que os leões não se iam vergar.

A partir daqui começou o verdadeiro festival de hóquei em patins com as oportunidades a surgir cada vez mais para ambas as formações. Xavier Barroso fez o “gosto ao stick” uns minutos depois e voltou a colocar o FC Porto na frente por 2-1.

Depois de um cartão azul mostrado a Ferran Font, os azuis e brancos tiveram nova oportunidade para aumentar a vantagem, mas Girão disse “presente” ao defender o remate e as recargas de Gonçalo Alves no livre direto.

Possivelmente, foi o presságio do que se iria seguir no restante da primeira metade do encontro com o Sporting CP a conseguir a reviravolta no marcador. Ferran Font deixou dois jogadores do FCP para trás e rematou para o segundo golo, enquanto, na jogada seguinte a Romero mandar a bola à trave da baliza de Málian, no seguimento de um livre direto, Toni Pérez voltou a mostrar serviço e concretizou a “remontada”.

Estava totalmente em aberto o jogo no Dragão Arena e, como hóquei é hóquei, tudo pode acontecer em meros segundos como… A remontada do FC Porto!

Primeiro, foi Rafa a inserir a bola na baliza de Girão e, no seguimento da décima falta cometida pelos leões, foi Gonçalo Alves a consumar a reviravolta a meros segundos do final dos primeiros 25 minutos. O espetáculo estava montado, com sete golos apenas na primeira parte, e esperava-se a mesma ou uma maior intensidade na segunda metade.

E os segundos 25 minutos não poderiam ter começado de forma melhor para a turma de Alvalade. Logo aos quatro minutos da segunda parte, Toni Pérez atirou para o fundo das redes defendidas por Xavi Málian. O jogador do Sporting CP estava num dia “sim” e isso influenciou por completo a exibição coletiva. Estava empatada a partida.

Logo de seguida, foi assinalada a décima falta do FC Porto, foi exibido o cartão azul novamente a Toni Pérez e Gonçalo Alves por protestos, e Romero teve a oportunidade de colocar os leões na frente, mas Xavi Málian (tal como Girão) disse “presente” e defendeu o remate do jogador da equipa verde e branca. Estava a ser um dia de guarda-redes igualmente e mantinha-se o 4-4 no marcador.

Sentia-se o fervor no pavilhão. Para além disso, só a pressão existente de cada lado, o nervosismo, mas a vontade de vencer também prevalecia. As oportunidades continuavam a surgir e os guarda-redes não deixavam ninguém indiferente. A faltarem pouco mais de 12 minutos para o final do encontro, Gonçalo Alves voltou a colocar os portistas na frente, depois de converter uma grande penalidade que Girão não conseguiu defender.

À passagem para os dez minutos finais, com um Sporting CP a ser bastante ostensivo no ataque, Ferran Font assistiu e Telmo Pinto empatou, mais uma vez, o encontro. A incerteza no vencedor permanecia até ao final, com as duas equipas a batalhar com tudo o que tinham.

No entanto, os erros começavam a aparecer, com os nervos a sentirem-se cada vez mais à flor da pele. Os passes não entravam, os sticks “batiam na atmosfera” ao invés de na bola, as movimentações não seriam as esperadas e já trabalhadas, e a pressão era cada vez maior, dado o afunilar do tempo.

Esses mesmos erros, que atacavam as duas equipas, acabaram por surtir efeito no marcador. Foi assinalada uma grande penalidade a favor dos leões que Ferran Font converteu sem dó, nem piedade. A menos de cinco minutos do final, os leões venciam no Dragão Arena por 5-6.

Quem parecia não errar e não acusar pressão eram Xavi Málian e Girão. Os guardiões mantinham-se imperiais nas inúmeras das oportunidades de golo criadas pelos seus adversários. Totalmente implacáveis.

Com apenas pouco mais de um minuto para o término da partida, o técnico portista Guillem Cabestany retirou o guarda-redes da partida e colocou mais um jogador de campo para poder tornar algo viável a concretização do empate e da reviravolta.

E, a oito segundos do final, Gonçalo Alves teve na ponta do stick a derradeira oportunidade de empatar a partida, mas Girão manteve-se implacável.

Nada mais havia a fazer para os dragões e, ao vencer por 5-6 num encontro bastante emotivo entre duas equipas de topo, o Sporting CP é Campeão Nacional da Primeira Divisão de Hóquei em Patins.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/ Bola Na Rede

Sporting CP – Acaba por ser impossível determinar um ou dois jogadores neste ponto, quando o coletivo do Sporting CP acabou por ser fulcral na construção de jogo e do resultado. Todo o envolvente da equipa leonina trabalhou em prol do resultado. Menção honrosa a Gonçalo Alves (FC Porto).  

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Reinaldo García – Esteve algo desaparecido no terreno de jogo. Reinaldo García é um jogador de tremenda qualidade, envolvido no plantel do FC Porto, mas não esteve à altura das exibições que outrora já nos presenteou.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A nível defensivo, os homens de Guillem Cabestany apostavam bastante numa forte pressão ao portador da bola e numa marcação individual bastante cerrada a cada jogador do Sporting CP. Nos momentos ofensivos, “a carne estava toda no assador”, com o FC Porto a tirar partido da rapidez e inteligência dos seus jogadores. 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Xavi Málian (7)

Reinaldo García (5)

Gonçalo Alves (8)

Rafa (7)

Carlo di Benedetto (6) 

SUBS UTILIZADOS

 Giulio Cocco (6)

Ezequiel Mena (6)

Xavier Barroso (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

 Sempre com atenção à parte defensiva e com um último homem para possibilitar a defesa em caso de contra-ataque, o Sporting CP apostou sempre num jogo bastante rápido e combativo, aquando das transições ofensivas, numa constante rotação entre jogadores.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Girão (8)

Matías Platero (6)

Telmo Pinto (7)

Pedro Gil (6)

Toni Pérez (8) 

SUBS UTILIZADOS

 Romero (7)

Verona (6)

João Souto (7)

Ferran Font (8)

José Macedo (6)

Artigo revisto por Joana Mendes

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