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SL Benfica 3-4 CP Gijón: Gijón derrota Benfica e recupera o trono europeu

Diogo Nunes · 4 min

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Na tarde de domingo e perante mais de dois mil espetadores nas bancadas do pavilhão número um do complexo desportivo das águias, Benfica e Gijón disputaram uma final extremamente equilibrada e de grande promoção ao hóquei em patins feminino. Naquele que foi o primeiro jogo decisivo entre portuguesas e espanholas, o Club Patín Gijón levou a melhor, tendo vencido por 4-3.

O Benfica, tal como acontecera na meia-final, não começou bem e num lance de insistência, que aparentou ser precedido de falta sobre Marlene Sousa, Julieta Fernández fez o 1-0. As encarnadas responderam e quase que chegavam ao empate. Valeu Elena González.

Disputados cerca de seis minutos de jogo, Marta González viu um cartão azul por ter feito um enganchamento sobre Inês Vieira. Marlene Sousa, encarregada da marcação do livre-direto, não desperdiçou e empatou a partida.

Rubén Muñoz, a cumprir a segunda temporada ao serviço do Gijón, conquistou a sua primeira Euroliga desde que chegou à equipa catalã
Fonte: BnR/Carlos Silva

Num encontro que se demonstrava equilibrado, as duas guarda-redes iam brilhando, mas devido a um ressalto ganho pelas espanholas junto da baliza encarnada, María Díez fez o 2-1. Logo a seguir, María Díez viu um cartão azul por uma falta dentro da sua grande área. “Maca” Ramos, com uma grande chance para restabelecer o empate, stickou por cima.
Em situação de superioridade numérica, o Benfica não teve nenhuma oportunidade de realce, tendo até sido o Gijón a dispor da melhor chance, que foi negada por Maria Vieira.
O tempo ia correndo e o Benfica ameaçando, mas a bola não entrava. “Maca” Ramos, Marlene Sousa e as irmãs Lopes iam deixando as águias perto do empate.

A faltarem cerca de nove minutos para o intervalo, “Maca” viu-lhe um golo ser anulado devido a uma falta cometida antes do esférico ter feito balançar as redes de Elena González. Por seu lado, o Gijón, mais tranquilo em rinque, apenas atacava pela certa, mas isso não impedir as espanholas de criar perigo. Por duas vezes, a equipa da região da catalunha ficou perto do terceiro golo da tarde.

Finalizada a primeira parte, o Gijón foi a vencer por 2-1 para os balneários. Contudo, consoante o que ambos os conjuntos haviam apresentado em pista, o empate seria o resultado mais justo. Porém, as bolas que contam são as que entram e as espanholas fizeram as redes balançar em duas ocasiões e o Benfica apenas numa.

Se o Benfica começou mal a final, regressou muito bem das cabines, pois, numa situação de contra-ataque de três para um, Rute Lopes, servida por Marlene Sousa, apontou o 2-2. Pouco depois, as águias tiveram uma grande hipótese para passar para frente, mas foi o Gijón a voltar para a dianteira, devido a um golo de Marta González. Na resposta, Marlene Sousa esteve pertíssimo de restabelecer a igualdade, mas acabou por stickar por cima.
Os golos vieram animar o começo da segunda metade. Benfica e Gijón disputavam um jogo aberto, bom para o público, mas mau para os treinadores, visto que, qualquer equipa poderia marcar a qualquer momento.

Perto da marca dos dez minutos da segunda parte, após alguns lances de insistência, Marlene Sousa abriu o livro com golaço de fino recorte, fazendo o 3-3. Logo a seguir, o Benfica poderia ter passado para a frente, mas “Maca” Ramos não conseguiu bater Elena González. Volvidos dois minutos, numa jogada em que o ressalto voltou a ficar à mercê da equipa espanhola, Marta González bisou na partida.

Neste exato momento, o Benfica chegava ao 2-2
Fonte: BnR/Carlos Silva

A vencer, o Gijón optava por fazer ataques mais longos, o que era prejudicial para o Benfica, que procurava nova igualdade.

Já com menos de dez minutos para o fim, Anna Casarramona esteve perto de fazer o quinto, mas depois de tirar Maria Vieira da frente, enrolou o esférico ao travessão.
O tempo passava e o Gijón, cada vez mais fechado, ia dificultando a tarefa ás atletas encarnadas que, a nível defensivo, continuavam com sorte, pois, com cerca de quatro minutos para o final, viram Casarramona voltar a acertar na barra.

Até ao final do encontro não houve grandes oportunidades de golo para nenhum dos lados e apesar de um “forcing” do Benfica nos últimos momentos, o marcador não se voltou a alterar.

Assim, o Club Patín Gijón conquistou, na sua sétima final, a Euroliga feminina pela quinta vez na sua história e aumenta, ainda mais, o domínio das equipas espanholas nesta competição, onde venceram onze das doze edições. Para além disto, uma velha máxima desta prova continua viva. Apenas por uma vez, a equipa organizadora da fase final venceu a competição. Sendo que a equipa felizarda foi, exatamente, o Club Patín Gijón.

A FIGURA:

Fonte: BnR/Carlos Silva

Marlene Sousa – Se no jogo da meia-final esteve uns furos abaixo do esperado, hoje de tudo. Jogou, fez jogar e abriu um livro com um belíssimo golo. Infelizmente, não foi o suficiente.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: BnR/Carlos Silva

“Maca” Ramos – Foi determinante na passagem à final. Em vinte e quatro horas muito mudou. Muitos furos abaixo do que havia apresentado na véspera.

CONFERÊNCIA BnR:

Conferência de imprensa de Paulo Almeida:

Conferência de imprensa de Sara González e Rubén Muñoz:

Foto de Capa: BnR/Carlos Silva

Diogo Nunes

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