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Stuart HC Massamá 4-7 CP Gijón: Stuart vende passagem ao Gijón a peso de ouro

Diogo Nunes · 4 min

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No segundo encontro das meias-finais da Euroliga feminina, o Stuart de Massamá deu uma enorme réplica ao Gijón, equipa das atuais campeãs da OK Liga e vice-campeãs da europa, mas acabou por perder por 7-4.

O Gijón, equipa teoricamente mais forte, entrou melhor, tal como se poderia antever, e ia criando dificuldades a Cláudia Vicente. O Stuart, apesar de não ter grandes oportunidades, tentava ter bola e manter o esférico afastado da sua baliza, procurando aproveitar possíveis erros das espanholas.

A primeira grande oportunidade de golo pertenceu ao Stuart que, com cerca de oito minutos jogados, viu Sofia Moncóvio, a passe de Tânia Freire, ficar isolada perante Elena González que impediu as pretensões da jogadora do conjunto de Massamá.

Os minutos iam passando e o marcador continuava a zeros. No entanto, numa situação que poderia resultar em contra-ataque para o Gijón, Tânia Freire acabou por ver um cartão azul. María Díez, com uma enorme oportunidade para abrir o ativo, não conseguiu bater Cláudia Vicente.

Em situação de superioridade numérica, o Gijón teve algumas chances para marcar, mas a guarda-redes do Stuart manteve o marcador sem nenhuma alteração.

Tânia Freire, capitã do Stuart, foi um dos principais destaques da equipa de Massamá ao apontar dois golos
Fonte: BnR/Carlos Silva

O Gijón estava claramente por cima, mas o Stuart, sempre que conseguia, ia aproveitando alguns erros cometidos pelas catalãs na circulação do esférico. Faltava concretizar essas oportunidades.

Com pouco mais de seis minutos para jogar, o Stuart voltou a ter uma enorme chance para abrir o marcador, mas Ana Catarina não conseguiu marcar. Pouco depois, Tânia Freire, isolada, também não conseguiu finalizar. Não muito depois, num contra-ataque de dois para um, Tânia Freire voltou a perder um novo duelo contra Elena González.

A faltarem menos de cinco minutos para a pausa, num lance onde Cláudia Vicente é mal batida, Sara Roces fez o primeiro golo da partida. A resposta não demorou muito. Com três minutos e dezanove para o intervalo, através de um livre-indireto, Ana Catarina redimiu-se e restabeleceu o empate. Passados dois minutos, o Stuart aproveitou uma das várias bolas perdidas na defensiva do Gijón e a passe de Tânia Freire, Ana Catarina bisou no encontro.

Pouco depois, num lance que obrigou a haver conversa entre os dois árbitros, o Gijón beneficiou de uma grande penalidade. María Díez ainda stickou por cima, mas na recarga voltou a igualar o jogo. Ainda antes da saída para as cabines, Ana Catarina poderia ter chegado ao “hacttrick”, mas Elena González, com uma enorme parada com a luva esquerda, impediu o terceiro golo da equipa do concelho de Sintra.

Terminada a primeira parte, o marcador ditava um empate a 2-2. Resultado surpreendente, tendo em conta a diferença de forças, teoricamente falando, entre Stuart e Gijón. No entanto, o Massamá, a jogar de forma partida, ou seja, em dois-dois, conseguia defender bem, contando, também, com uma bela exibição de Cláudia Vicente, assim como aproveitar algumas das várias oportunidades que teve. Muitas delas precedidas de erros defensivos das jogadoras do Gijón. Equipa que atacava bem, mas deixava muito a desejar no ponto de vista defensivo.

Jogado pouco mais de um minuto na segunda parte, Sara González usou a meia distância e com uma grande stickada colocou o Gijón na frente. Passados alguns minutos, após alguns lances de perigo junto da baliza espanhola, um contra-ataque de dois para um resultou no 4-2. Marta González foi a autora do golo.

O Stuart não desistia e ia conseguindo dispor várias oportunidades de perigo. Porém, a parte da finalização estava a falhar. Exemplo disso foi um lance individual de Ana Catarina, quem mais podia ser, que em cima dos dez minutos do segundo tempo stickou ao lado.
A equipa de Massamá não conseguia reduzir, aumentou o Gijón. Julieta Fernández, assistida por Anna Casarramona, correspondeu afirmativamente a um passe aéreo e apontou o 5-2.

Com cerca de doze minutos e meio para jogar, Sofia Moncóvio assistiu Tânia Freire que, através da execução de um excelente gesto técnico, reduziu para 5-3. Logo a seguir, surgiu a 10ª falta do Gijón. Tânia Freire, mais conhecida por “Pulga” no mundo do hóquei em patins, foi chamada à marcação do livre-direto e acabou por enrolar o esférico por cima da baliza de Elena González.

Ana Catarina Ferreira esteve em grande e coroou a sua exibição com dois golos
Fonte: BnR/Carlos Silva

Já com menos de dez minutos para o final, numa situação de contra-ataque do Stuart, Tânia Freire apontou, acabou com o quarto golo da equipa de Massamá. O jogo estava reaberto. Isto, devido a uma enorme exibição de autêntica superação das jogadoras orientadas por Andreia Barata. Todavia, a réstia de esperança durou pouco, pois, num lance onde Cláudia Vicente voltou a estar mal, Julieta Fernández bisou e fez o 6-4.
Tudo parecia acabado, mas o Stuart não desistia. As jogadoras demonstravam uma enorme vontade em querer alterar o rumo dos acontecimentos, mesmo com o pouco tempo que faltava. Contudo, as forças físicas já não eram muitas e era cada vez mais difícil chegar à baliza do Gijón com critério.

Ainda antes do final, com vinte e três segundos para se jogar, Sofia Moncóvio viu um cartão azul por uma falta junto à tabela. Chamada à responsabilidade, Marta González não falhou e fixou o resultado final em 7-4.

Vitória justa, mas muito difícil, do Gijón, que desta forma tem encontro marcado na final contra a equipa do Benfica. Naquela que será uma reedição de uma semifinal da Euroliga da última época onde, na altura, as espanholas acabaram por levar a melhor, ao terem eliminado as encarnadas no golo de ouro.

A final tem início marcado para as 18:00h.


A FIGURA:

Fonte: BnR/Carlos Silva

Cláudia Vicente – A guarda-redes do Stuart de Massamá esteve mal em dois golos, mas evitou muitos mais. Grande exibição!

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: BnR/Carlos Silva

Anna Casarramona – Uma das jogadoras que mais queria ver nesta Final-Four. No jogo desta tarde começou no banco, tendo entrado no decorrer da partida. É verdade que ainda fez uma assistência, mas pouca influência teve no encontro. Esperava mais.

CONFERÊNCIA BnR:

Foto de Capa: BnR/Carlos Silva

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Diogo Nunes

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