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Paço de Arcos 1-3 Sporting: O leão foi o rei da selva

Maria Serrano · 2 min

Paço de Arcos 1-3 Sporting: O leão foi o rei da selva

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A equipa de seniores de Hóquei em Patins do Sporting CP deslocou-se ao Casablanca para disputar a oitava jornada do campeonato nacional, frente ao Paço de Arcos. Defrontavam-se, assim, duas equipas que estão a voltar às luzes da ribalta e que já somam vários títulos. Esperava-se um clássico lisboeta equilibrado, que pusesse à prova os velhos rivais; os leões procuravam os três pontos para igualar os líderes FC Porto e SL Benfica, enquanto o Paço de Arcos procurava subir na tabela classificativa.

Pudemos assistir a um primeiro tempo de nuances, com claras divisões no domínio do jogo: o Sporting entrou melhor no jogo e, durante os minutos iniciais, jogou com mais intensidade e conseguiu criar oportunidades de perigo, aproveitando o erro do adversário. A equipa da casa deu luta e, em alguns momentos, conseguiu estar por cima, sem dar descanso à defesa verde e branca. Contudo, a equipa leonina mostrou-se disposta a discutir o jogo e trouxe ritmo ao últimos minutos antes do intervalo, procurando ocupar o espaço da área de finalização. Quando tudo parecia apontar para o empate, já no último segundo, é mostrado um cartão azul ao camisola dois do Paço de Arcos; estava montada a oportunidade para o Sporting fazer o 0-1, mas Carlos Martins não foi eficaz na conversão do livre directo. Com o placard a zeros, soou o apito para intervalo. O marcador reflectia o equilíbrio entre as duas equipas.

Os leões foram melhores do que o Paço de Arcos
Os leões foram melhores do que o Paço de Arcos

Com a segunda parte vieram os golos e, logo nos primeiros segundos, Ricardo Figueira inaugurou o marcador, numa altura em que o Sporting jogava em powerplay. Um minuto depois surgiu a resposta dos brancos e azuis, e do stick de Tiago Roquete nasceu a igualdade. Não podia pedir-se um recomeço mais escaldante! Com dois golos a marcar este segundo tempo, ambas as equipas abriram mais o seu jogo, o que trouxe mais emoção aos jogadores, que começaram a arriscar com maior frequência. Estávamos perante um espectáculo de hóquei. Se a primeira parte estava marcada por um jogo fortemente táctico, esta segunda somava contra-ataques sucessivos, que não permitiam ao espectador desviar o olhar. A cinco minutos e 40 segundos do final, João Pinto ampliou a vantagem; estava feito o 1-2. O ritmo de jogo continuava intenso, e a equipa da casa atirou, inclusive, duas bolas à barra; se tivessem sido mais certeiros, talvez o Sporting tivesse tido dificuldades em dar a volta ao resultado, já que o Paço de Arcos apresentava uma defesa mais forte e certamente se iriam fechar para controlar a vantagem. Todos os jogos têm uma dose de sorte e outra de eficácia, e foram os leões que continuaram a acertar na baliza adversária; a dois minutos do fim, é assinalada uma grande penalidade para a equipa visitante, e Poka assinou o hattrick.

Feitas as contas, o Sporting CP foi o merecido vencedor e, num ambiente fantástico proporcionado por adeptos fervorosos, fez a festa! A um jogo tão disputado juntou-se uma moldura humana composta; afinal, vale a pena sair de casa para apreciar a qualidade do Hóquei português.

Maria Serrano

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