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SL Benfica 2-5 UD Oliveirense: Oliveirense conquista Taça de Portugal!

Diogo Nunes · 7 min

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Após um ano frustrante a nível interno, com um erro grave que impediu uma vitória importantíssima na Luz para as contas do Campeonato e a eliminação nos quartos de final da Liga Europeia, a Oliveirense conseguiu terminar a época numa tónica positiva ao ter conquistado, em “casa”, a Taça da Portugal. Tal como há sete temporadas atrás, a União teve pela frente o Benfica na final e voltou a vencer, desta feita por 5-2. 

A jogar no seu pavilhão e com a oportunidade de conquistar um trofeu, a Oliveirense entrou bem, mas o Benfica, muito através de stickadas de meia distância, respondia. Assim, a final da Taça de Portugal arrancou de forma intensa e dinâmica. 

Jogados cerca de quatro minutos, a União quase marcou, mas Bargalló não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Marc Torra. As águias deram um ar da sua graça através de Nicolia, mas Puigbí travou uma forte stickada do argentino. 

Em cima da marca dos sete minutos, a Oliveirense beneficiou de uma grande penalidade, em virtude de uma falta de Nicolia sobre Bargalló. Torra, especialista neste tipo de lances, stickou o esférico junto ao angulo superior esquerdo e fez o 1-0. 

A vantagem do conjunto de Oliveira de Azeméis quase durou apenas alguns instantes, mas apesar da boa movimentação de Nicolia, a stickada do número cinco dos encarnados foi travada pela barra da baliza da formação da “casa”.

Com o passar dos minutos, o equilíbrio continuou a ser um elemento bem presente em pista, mas era notória a dificuldade do Benfica em conseguir descobrir ou criar espaços que permitissem provocar danos à Oliveirense. Equipa que, quando em posse, aproveitava a alta pressão das águias, trabalhando bem os espaços “concedidos” de forma metódica, para chegar com muito perigo à baliza de Pedro Henriques. 

A Oliveirense estava melhor, tanto do ponto de vista ofensivo como defensivo, e com cerca de treze minutos e meio de jogo, na sequência de um mau passe de Lucas Ordoñez, Torra liderou um contra-ataque de três para dois e Jorge Silva, de primeira e a passe de Xavi Barroso, apontou o 2-0. Pouco depois, na recarga a uma stickada de Valter Neves defendida por Puigbí, Ordoñez marcou, mas viu-lhe o golo ser anulado por Paulo Almeida, que considerou que introduziu o esférico na baliza da União com os patins. Algo que através das imagens televisivas é possível conferir que não aconteceu. Golo mal anulado aos vermelho e brancos, visto que o ex-Barcelona finalizou o lance com o stick.

O golo invalido à formação encarnada galvanizou os ânimos benfiquistas, mas apesar da velocidade e intensidade impostas, assim como alguns bons lances, a bola não entrou na baliza defendida por Puigbí.

A menos de cinco minutos da pausa, contra-ataque de três para dois lançado por Pedro Henriques e Nicolia, a passe de Adroher e com a baliza deserta, atirou a contar a reduziu a desvantagem do Benfica para 2-1. Momentos depois, Ordoñez quase restabeleceu a igualdade, mas acabou por enrolar o esférico por cima da baliza da União.

Não marcaram ás aguias marcou a Oliveirense. A pressão alta da formação benfiquista, que até estava a dar resultados desde há alguns minutos, voltou a falhar e Barroso aproveitou para fugir à marcação de Ordoñez. Desta maneira, isolado perante Pedro Henriques não falhou e assinou o 3-1. Estava resposta a vantagem dos comandados de Renato Garrido. Volvidos alguns momentos, Pablo Cancela, através de uma iniciativa individual, quase marcou, mas a bola não quis entrar. 

Terminada a primeira parte, a Oliveirense vencia o Benfica por 3-1. Resultado justo em virtude da exibição da União, organizada a defender e eficaz a atacar, que estava a colocar muitas dificuldades ás águias. Com um bloco baixo e bastante sólido, quase não permitiam espaços para a sua baliza. Porém, quando no ataque, a formação vice-campeã nacional era exímia no aproveitamento da pressão alta dos encarnados, que somente funcionou durante alguns minutos, para ir construindo e avolumando o marcador. 

Nicolia foi o mais inconformado do Benfica na final da Taça de Portugal
Fonte: União Desportiva Oliveirense/Simoldes – Hóquei em Patins

A segunda metade arrancou de forma intensa, tendo sido a Oliveirense o conjunto mais perigoso. Construindo vários lances de golo de forma coletiva, enquanto que Benfica vivia das iniciativas individuais de Nicolia e Diogo Rafael. 

Perto da marca dos trinta minutos, as águias quase reduziram a diferença no resultado, mas Adroher não conseguiu aproveitar um erro brutal de Bargalló, pois isolado perante Puigbí, picou o esférico por cima da baliza da União. Momentos depois, boa circulação de bola por parte da Oliveirense e na ressaca de um lance individual de Barroso, Torra, com a “redondinha” completamente à sua mercê, disparou um míssil que só parou no fundo das redes encarnadas. Estava feito o 4-1. 

Com o jogo perfeitamente controlado, a formação de Oliveira de Azeméis não desarmava a defender, estando sempre muito fechada e perto da sua baliza, tendo passado a atacar só pela certa. Preferindo fazer a gestão do esférico e estender ao máximo todos os lances de cariz ofensivo. O Benfica, por seu lado, demonstrava vontade em dar a volta ao rumo dos acontecimentos, mas não conseguia encontrar soluções, a não ser através de iniciativas individuais, para chegar com perigo ás redes de Puigbí.

Jogados cerca de trinta e sete minutos do encontro, Vieirinha cometeu a 10ª falta do conjunto benfiquista, depois de uma infração sobre Xavi Barroso. Marc Torra, quem mais, avançou para a marca do livre-direto, mas acabou por enviar a bola ao poste esquerdo da baliza de Pedro Henriques. 

Já com menos de nove minutos para o fim da partida, numa fase em que a Oliveirense jogava a campo inteiro e obrigava o Benfica a dar ainda mais espaços entre as suas linhas, Pablo Cancela, servido por Pedro Moreira através de um passe quase costa a costa, ficou isolado perante o guardião das águias, mas não conseguiu finalizar. Passados alguns minutos, foi Pedro Moreira a ficar em excelente posição, mas acabou por stickar em cheio ao poste esquerdo da baliza benfiquista. 

A faltarem pouco mais de três minutos para se jogar, Nicolia acabou por ver um cartão azul na sequência de uma falta sobre Barroso. Desta feita foi o próprio Barroso a assumir a conversão do livre-direto, tendo stickado direto. Porém, Pedro Henriques defendeu e manteve as já poucas esperanças das águias intactas. 

Em situação superioridade numérica, a Oliveirense procurou, sobretudo, controlar a posse de bola, enquanto que o Benfica, mesmo com menos um jogador em pista, não deixava de querer marcar o mais rapidamente possível. 

A menos de um minuto do fim, a União chegou à 10ª falta em virtude de uma simulação de Bargalló. Ordoñez foi o escolhido para a conversão do livre-direto, tentou a habitual picadinha, mas acabou por stickar ao poste. Instantes depois, a formação encarnada beneficiou de uma grande penalidade devido a uma falta de Barroso sobre Ordoñez. No respetivo penalti, Nicolia stickou colocado junto ao poste direto e reduziu o marcador para 4-2. 

Segundos depois de reduzida a diferença no resultado, Nicolia viu um cartão azul após uma falta sobre Torra. Bargalló assumiu a conversão do livre-direto e através de uma picadinha, a meias com alguma sorte, selou a vitória da Oliveirense e a conquista da Taça de Portugal de 2018/2019.

Finalizada a final, a Oliveirense venceu o Benfica por 5-2 e voltou a conquistar a prova rainha do hóquei em patins português. Título que lhe escapava desde a época de 2011/2012 quando derrotou, precisamente, as águias no derradeiro jogo da prova por 3-1.

Vitória justa da melhor equipa em pista e que soube sempre estar no comando das operações, sendo muito eficaz a atacar mas, também, a defender. Sabendo aproveitar os espaços concedidos pelo modelo defensivo das águias, como cerrar fileiras para impedir lances de perigo junto à sua baliza. 

Assim, com este triunfo, a Oliveirense conquistou a quarta Taça de Portugal do seu historial, depois dos trofeus erguidos nos anos de 1997, 2011 e 2012.

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 3-Albert Casanovas, 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 7-Jordi Adroher; Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 9-Lucas Ordoñez e 74-Vieirinha; Banco: 10-Marco Barros (GR) e 44-Miguel Rocha

UD Oliveirense: 88-Xevi Puigbí (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 74-Pablo Cancela, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia; Banco: 26-Domingos Pinho (GR)

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva Photography / Bola na Rede

Marc Torra-Na imagem com Jorge Silva, Torra é um dos motores da equipa da Oliveirense e foi decisivo na conquista da Taça de Portugal. Nem parece que esteve parado cerca de um mês. 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Jordi Adroher – Apesar da sua maior mobilidade em relação ao tradicional jogador de área, Adroher pouco ou nada conseguiu dar ao ataque benfiquista no jogo da final.

Foto de Capa: FPP – Federação de Patinagem de Portugal

Diogo Nunes

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