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SL Benfica 5-4 CP Voltregà: Reviravolta nos instantes finais coloca Benfica na final

Diogo Nunes · 4 min

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No jogo que deu início ás meias-finais da Euroliga feminina, o Benfica e Voltregà proporcionaram um bom espetáculo de hóquei em patins. Numa partida onde as espanholas estiveram grande parte do tempo na frente, uma grande parte final das jogadoras encarnadas colocou o Benfica na final de amanhã.

O Benfica até parecia ter entrado melhor, mas com pouco mais de um minuto jogado, num lance de contra-ataque, Berta Tarrida inaugurou o marcador.

A perder, as encarnadas tentavam reagir ao golo sofrido muito cedo, mas a tarefa de entrar na defensiva espanhola não estava a ser nada fácil. A única oportunidade realce, foi uma bola que o Voltregà não cortou e Inês Viera enrolou para a defesa de Teresa Bernadas.

Perto dos seis minutos de jogo, Marlene Sousa arrancou ainda antes do meio campo e, atrás da baliza, enganou a defensiva espanhola e deixou o esférico para à marce de Rute Lopes que não desperdiçou. Na resposta, o Voltregà não perdoou e por intermédio de Berta Tarrida voltar a passar para a frente. Pouco depois, um novo empate esteve perto, mas Teresa negou o segundo tento das águias.

Inicio de jogo complicado para o Benfica, pois, embora fosse a equipa com mais chances de golo, a bola não estava a entrar. Por outro lado, o Voltregà estava a ser muito mais eficaz, tendo conseguido aproveitar as reais oportunidades de perigo de que dispôs.

Não esteve bem durante grande parte do jogo, mas na parte final da partida, quando a equipa mas precisava, a magia de Marlene Sousa apareceu, tendo sido determinante
Fonte: BnR/Carlos Silva

Jogados pouco mais de dez minutos de jogo, Marlene Sousa recuperou a bola a meio campo e seguiu isolada para a baliza espanhola, mas não conseguiu fazer o golo do empate. Quase de seguida, “Maca” Ramos apostou numa stickada de meia distancia, mas Bernadas voltou a impedir a igualdade. As oportunidades sucediam-se e logo depois, foi a vez de Marlene Sousa voltar a falhar o empate. Marlene continuava a tentar e segundos depois, enviou o esférico à barra.

O Voltregà estava a sofrer, mas nas poucas vezes em que conseguir sair para a meia pista adversária, alguns ressaltos, por pouco, não as faziam chegar ao terceiro golo. Numa dessas situações, após um lance em que Inês Viera poderia ter criado muito perigo para a baliza espanhola, Adriana Gutierrez ganhou a bola na sua meia pista e fez o 3-1.
Com dois golos por recuperar, Paulo Almeida pediu um “time-out” para dar instruções ás suas atletas e essa pausa quase que resultava, mas Rute Lopes não conseguiu bater Bernadas. Sem conseguirem marcar, as jogadoras das águias pareciam começar a demonstrar algum stress, pois, estavam a usar e abusar, cada vez mais, de stickadas de meia distancia que, das duas uma, ou passavam por cima ou eram facilmente paradas pela guardiã espanhola. Faltava critério.

Chegado o intervalo, o Benfica era quem tinha tido mais oportunidades e quem estava por cima, mas a grande eficácia do Voltregà e, sobretudo, Teresa Bernadas, estavam a fazer diferença no desfecho da primeira semifinal.

Regressadas dos balneários, a equipa encarnada estava determinada em reduzir a desvantagem existente no marcador e foram cinco as oportunidades construídas nos dois primeiros minutos, mas a bola teimava em não entrar na “porteria” adversária.

Passados cinco minutos de massacre, o Voltregà começou a conseguir ter posse de bola e por duas vezes ficou perto do quarto. Numa valeu Maria Vieira, noutra faltou acertar no esférico.

Em cima da marca dos sete minutos do segundo tempo, Rita Lopes sofreu uma falta na grande área espanhola. A sua irmã, Rute, ainda permitiu a defesa a Teresa Bernadas, mas na recarga, com uma grande execução técnica, reduziu a desvantagem para 3-2. Pouco depois, uma grande iniciativa individual de “Maca” Ramos só não terminou em golo, porque Teresa Bernadas assim não o permitiu. Não marcou o Benfica, marcou o Voltregà. Num enorme lance de sorte, Inês Viera fez autogolo e voltou a colocar as espanholas com dois golos de vantagem.

A situação de jogo não estava nada fácil para o Benfica, pois, perdia por dois golos e não estava a ter critério a nível ofensivo, stickando mal houvesse oportunidade de visar a baliza adversária. Por outro lado, o Voltregà estava bastante confortável em pista, conseguindo ter bons períodos de posse de bola, o que ajudava a fazer correr o tempo.

Teresa Bernadas, guarda-redes da equipa espanhola, foi a grande figura do Voltregà
Fonte: BnR/Carlos Silva

Já dentro dos últimos dez minutos, o Voltregà teve uma enorme oportunidade para selar o jogo, mas Maria Vieira manteve o Benfica ligado à partida e tudo mudou.

Com pouco mais de seis minutos para o final, “Maca” Ramos pegou na bola, tirou duas jogadoras da frente e enrolou a bola de forma rasteira para o terceiro golo do Benfica. Que que grande jogada individual! Passados dois minutos, foi a vez de Marlene Sousa pegar no esférico, fazer a sua magia e disparar rasteiro para o empate. Pouco depois, nova jogada de Marlene Sousa e ao ver “Maca” Ramos livre de marcação, colocou-lhe a bola e a chilena disparou para o fundo das redes. O Benfica passava para a frente do marcador.

Os dois minutos finais foram de grande “suspense” e nervos, com as duas equipas a terem oportunidades para voltar a marcar. No entanto, as guarda-redes foram mais fortes e o Benfica conseguiu apurar-se pela segunda vez na história para o jogo decisivo da Euroliga feminina.

A FIGURA:

Fonte: BnR/Carlos Silva

“Maca” Ramos – Foi decisiva. Sempre que entrou em pista, entrou bem e numa altura de grande dificuldade voltou a colocar o Benfica dentro do jogo e já perto do final marcou o golo que garantiu a passagem à final.


O FORA-DE-JOGO:

Fonte: BnR/Carlos Silva

Maria Vieira – Teve intervenções decisivas, mas deixou a sensação de ter podido fazer mais em alguns golos do Voltregà.

CONFERÊNCIA BnR:

Foto de Capa: BnR/Carlos Silva

Diogo Nunes

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