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Uma goleada daquelas. De quais? | FC Porto 0-5 UD Oliveirense | Hóquei em Patins

Márcio Francisco Paiva · 1 min

Hóquei em Patins
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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“Chapéus há muitos” e goleadas também. Há a goleada de sentido único, há a goleada da equipa que faz três golos a acabar a partida quando o adversário procurava o empate, há a goleada da eficácia. Esta goleada unionista na Dragão Arena foi uma goleada da eficácia. Não se pode dizer que o FC Porto tenha sido sobejamente superior, mas as duas bolas ao ferro (a UD Oliveirense teve uma também), os três livres diretos desperdiçados – por três jogadores distintos – e a incapacidade de bater Edo no cara a cara em mais do que uma ocasião explicam muito do que se passou neste encontro.

Pelo menos, explicam o “0” em “0-5”. Há que explicar a outra parte: o “5”. Aí entra de novo a eficácia oliveirense, incluindo na bola parada, mas entram também a coesão defensiva, a boa exibição do seu guardião, sempre bem quando chamado a intervir, as transições fulminantes e a letalidade de Lucas Martínez, autor de três golos e de uma exibição bastante consistente.

Acima de tudo, nesta partida a UD Oliveirense foi uma equipa eficaz. Atente-se no “eficaz”, mas atente-se também no “equipa”. A jogada do 0-5, por exemplo, é um exemplo perfeito da capacidade que a turma de Edo Bosch teve para se desdobrar nas transições. Mas, sobretudo defensivamente, a agressividade colocada no rinque (os forasteiros terminaram a partida com 16 faltas) a capacidade de defender o coração do seu bloco, quase não permitindo finalizações “fáceis” aos dragões foram fundamentais para a conquista da vitória.

No hóquei, estes resultados surgem com alguma frequência e é de notar que na jornada anterior havia sido a própria UD Oliveirense a ser goleada em casa e a ficar em branco (0-4 ante o SL Benfica). Mas há claramente nos unionistas uma ideia de jogo que, a resultar (é sempre esse o senão), pode ser letal para muitas equipas do campeonato português de hóquei patinado.

Márcio Francisco Paiva

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