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Paris 2024, Ginástica de Trampolins: Diploma olímpico para Portugal e ouro para Ivan Litvinovich e Bryony Page

Mafalda Ferreira Costa · 2 min

Trampolins

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Um dos maiores destaques da Ginástica de Trampolins é, não só, a presença de Gabriel Albuquerque na final, mas também, a sua excelente prestação. O mais novo da comitiva portuguesa agigantou-se e garantiu uma final histórica para Portugal que, por si só, já seria um ótimo balanço para a sua estreia em Jogos Olímpicos.

O apuramento para a final consiste em dois esquemas de 20 segundos, cada um, pontuados pelo júri, relativamente à dificuldade, execução, tempo de voo e receção. A nota final contabilizada é a maior e os atletas que se conseguirem manter no centro do trampolim durante todo o esquema, ganham pontos extra.

Na qualificação, Gabriel conseguiu 59.579 à primeira tentativa e garantiu o seu apuramento. No segundo esquema, já depois de estar qualificado, caiu e, por isso, teve uma baixa classificação (31.070).

A FINAL: Ivan e Page dominam os trampolins

Na final masculina, sem surpresas, Ivan Litvinovich revalidou o seu título de campeão olímpico de trampolins. Aos 23 anos, impôs-se perante os seus adversários e mostrou que está, claramente, um nível acima, quando comparado com os outros ginastas.

Ganhou com 63,090 pontos, enquanto que os chineses Wang Zisai e Yan Langyu fizeram 61,890 e 60,950 pontos, respetivamente. A China esteve em força nesta final, comprovando a sua qualidade nesta disciplina. O bielorrusso não pôde ver a bandeira do seu país a ser hasteada, uma vez que compete pela equipa neutra, devido às sanções impostas pelo Comité Olímpico Internacional (COI).

Gabriel Albuquerque conseguiu o melhor resultado de sempre para Portugal, terminando a prova no quinto lugar. Obteve a nota de 59,740 pontos e superou o sexto lugar conquistado por Nuno Merino, em Atenas 2004.

Na final feminina, Bryony Page conseguiu, finalmente, superiorizar-se e conquistou a tão desejada medalha de ouro, depois de ter vencido prata no Rio 2016 e bronze em Tóquio 2020. Aos 33 anos, obteve a nota de 56,480 e venceu por 0,420 pontos a bielorrussa, de 19 anos, Bardzilouskaya, que levou a prata com 56,060 pontos. A canadiana Sophiane Methot arrecadou o bronze, não tendo mais do que 55,650 de pontuação. Destaque para a China que não ganhou qualquer medalha na competição feminina, incluindo Zhu Xueyping que, depois de ter sido campeã em Tóquio 2020, terminou na quarta posição.

Mafalda Ferreira Costa

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