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DIAS POSITIVOS PARA A COMITIVA PORTUGUESA
A chuva foi a convidada de serviço no final do quarto dia de provas no Atletismo, no Estádio Olímpico de Tóquio. Ao mesmo tempo, Liliana Cá estava em prova na final do lançamento do disco. Na segunda tentativa, a portuguesa conseguiu a marca de 63.93 metros, que deu um grande alento e uma possibilidade de subir ao pódio da especialidade.
Contudo, começou a chover de forma torrencial. Liliana tomou balanço no círculo de competição, mas, devido ao piso molhado, acabou por cair. Primeiro, a organização considerou o lançamento nulo, mas foi rapidamente cancelado e a prova foi adiada por alguns minutos. A precipitação deu tréguas, mas a atleta lusa ficou lesionada na queda.
Depois disso, vieram três nulos. Na que seria a sexta e última tentativa, Liliana Cá abdicou do lançamento e ficou num honroso quinto lugar, valendo mais um diploma Olímpico para Portugal. A competição de Lançamento do Disco foi vencida pela americana Valarie Allman, seguida da prata de Kristin Pudenz e, a fechar o pódio, ficou a cubana Yaime Pérez.
Liliana Cá termina prova de lançamento do disco no 5. lugar com o melhor ensaio a 63.93 metros. Soma mais um diploma Olímpico para a #EquipaPortugal #LetsGoPortugal pic.twitter.com/Nm2F0qJKwc
— COP (@COPPORTUGAL) August 2, 2021
Nas eliminatórias, Lorene Bazolo foi eliminada, depois de passar às meias-finais dos 200 metros femininos. A corredora portuguesa terminou com o 20.º melhor tempo da geral e ficou pelo caminho sem bilhete para a final.
Marta Pen, por sua vez, passou às meias-finais dos 1500 metros, depois de um protesto do Comité Olímpico, visto que a sua adversária a obstruiu na prova. Primeiro, tinha ficado no 10.º lugar, mas ganhou o recurso e vai marcar presença na fase seguinte e lutar pela final.
Ainda nas categorias de velocidade, Cátia Azevedo apurou-se diretamente para as semifinais dos 400 metros. A portuguesa terminou a segunda série de apuramento no terceiro lugar, com um tempo de 51,25 segundos.
Francisco Belo, esperança lusa no Lançamento do Peso, fez a 16.ª melhor marca no geral e a sétima melhor no Grupo A de acesso à final. Os 20.58 metros não foram suficientes para que o atleta passasse à final da especialidade.
Pedro Pichardo apura-se diretamente para a final do triplo salto, no 1.º lugar da qualificação, com a marca de 17.71. Saiba mais na app da #EquipaPortugal #LetsGoPortugal pic.twitter.com/3pZicNvzaP
— COP (@COPPORTUGAL) August 3, 2021
No Triplo Salto, Pedro Pablo Pichardo apurou-se diretamente para a final com a marca de 17,71 metros. Além de ter garantido o apuramento na segunda tentativa, também conseguiu o melhor salto de toda a qualificação, dividida em dois grupos de 16 atletas cada.
Pelo caminho ficou Nélson Évora, a contas com uma lesão na virilha, sentida na primeira tentativa. O campeão olímpico de 2008 disse, assim, adeus às provas olímpicas. Tiago Pereira não foi além dos 16,71 metros e também não conseguiu a passagem à final do Triplo Salto.
O DIA DE KARSTEN WARHOLM, DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU!
Estes Jogos Olímpicos têm sido uma competição cheia de grandes feitos. Em cada edição, existe um momento que promete ficar para a história e o que se passou na final dos 400 metros barreiras tem corrido o mundo. Não foi só um atleta a bater o recorde do Mundo e Olímpico, algo que não vemos todos os dias.
Karsten Warholm pulverizou o seu próprio recorde do mundo da especialidade, com o tempo de 45,94 segundos, menos 0,76 que o antigo tempo, que tinha conseguido em julho deste ano. Contudo, o segundo classificado, o americano Rai Benjamin, em circunstâncias normais, teria batido o recorde, com os 46,17 segundos.
Karsten Warholm take a bow!
The #NOR athlete is Olympic champion after smashing his own World Record with a time of 45.94s in the men’s 400m hurdles!@WorldAthletics #Athletics @idrett pic.twitter.com/3i2hhac7w5
— Olympics (@Olympics) August 3, 2021
O brasileiro Alisson dos Santos, caso não existissem os dois homens da frente, também seria o detentor do recorde Olímpico. Terminou com o bronze, mas, tendo em conta o nível da competição, é de louvar. O embalo do norueguês Warholm marcou um dia histórico e nada comum no Atletismo.
Durante o quarto e quinto dias de competição não se existiram mais recordes batidos, mas houve espaço para mais medalhas. Destaque para o grego Miltiadis Tentoglou, que se sagrou campeão olímpico de Salto em Comprimento. Nos 5000 metros femininos, depois de uma recuperação épica, a holandesa Sifan Hassan ficou com o ouro.
Air Duplantis! ✈️
It’s a #gold medal for #SWE‘s Mondo Duplantis in the men’s pole vault final!#StrongerTogether | @Tokyo2020 | @WorldAthletics | @mondohoss600 pic.twitter.com/vxE5ZkW673
— Olympics (@Olympics) August 3, 2021
Para a história, promete ficar a medalha de ouro e completa superioridade de Armand Duplantis no Salto com Vara. O sueco só precisou de 6,02 metros para conseguir o título, mas ainda tentou ir além do seu próprio recorde do mundo, mas falhou as três tentativas nos 6,19 metros.
A fechar o quinto dia de competições, a jamaicana Elaine Thompson-Herah fez a dobradinha nas curtas distâncias. Depois de vencer os 100 metros, foi a vez de ganhar nos 200 metros, com alguma vantagem sobre as adversárias. A ação não pára no Estádio Olímpico, não perca, que o Bola na Rede também não.
Artigo revisto por Joana Mendes













