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Estamos perto de mais um novo ano e a chegar à marca dos 365 dias, mas não podemos acabar o ano de 2019 sem antes vermos quem foram os melhores dos melhores nas mais diversas modalidades. Há sempre o/a atleta que marcaram devido à sua performance ao longo de todo o ano ou até aqueles momento que ficará gravado na memória de todos os amantes de desporto.
Assim, reunimos uma lista daqueles que foram os melhores na modalidade em que estão inseridos e de todos os momentos decisivos, brilhantes, bizarros, de orgulho, de superação e de tristeza estão todos aqui selecionados só para ti. Um ano de 2019 que ficará para a história por muito que deu a Portugal, seja ele a nível de clubes portugueses ou à seleção, e que queremos que seja sempre assim.
ANDEBOL
A Figura do Ano – Masculino

Seleção Nacional Portuguesa – Depois de uma seca de 14 anos, a seleção nacional de andebol masculino carimbou um lugar do Campeonato da Europa de 2020.
Depois de várias tentativas, este foi o ano em que os atletas portugueses assumiram a responsabilidade e atingiram o tão esperado apuramento, conseguindo pelo caminho uma vitória histórica frente à seleção Francesa em Guimarães por 33-27.
A Figura do Ano – Feminino

Seleção Holandesa – A Seleção Holandesa sagrou-se campeão do mundo em dezembro e foi a verdadeira surpresa do ano ao conseguir o seu primeiro título mundial depois de bater a Espanha na final.
Depois de quatro vitórias e uma derrota na fase de grupos, a seleção foi inserida no Grupo 1 onde passou em segundo lugar com três vitórias e duas derrotas, bateu a Rússia na meia-final e por fim venceu a Espanha com um golo no último segundo fruto de um livre de sete metros.
Para além do título coletivo, Lois Abbingh foi a melhor marcadora e Estavana Polman foi a melhor jogadora da competição.
O Momento do Ano
PORTUGAL!!!
VENCEMOS! VENCEMOS!
Obrigado Guimarães!!! Obrigado Portugal!!!#PORFRA pic.twitter.com/co6ljK72jA— Federação de Andebol (@AndebolPortugal) April 11, 2019
A qualificação para o Campeonato Europeu de Andebol – Este foi um ano de grande sucesso para o Andebol Português em geral, o que poderia dificultar um pouco esta escolha. Várias equipas portugueses tiveram prestações brilhantes em competições europeias, muitos jogadores portugueses tiveram em grande nas suas equipas, mas há um momento impossível de superar: a qualificação para o Campeonato Europeu de Andebol.
Já se passaram treze desde a última presença num Europeu ou num Mundial, um número que para muitos é de azar, mas que para Portugal foi de sorte. O caminho foi complicado e feito de altos e baixos, mas conseguimos, finalmente, voltar ao topo do Andebol Europeu. De vários momentos excelentes, há um que tem de ser destacado: a vitória frente à França em Guimarães, que foi o catalisador para esta qualificação. Sem esta vitória histórica e épica muito provavelmente não estaria, neste momento, a escrever estas palavras.
Fábio Dias Costa, Pedro Palma & Leonardo Costa Bordonhos
BASQUETEBOL
A Figura do Ano

Kawhi Leonard – A nossa escolha prende-se com vários fatores: a sua qualidade individual, o facto de ter ganho o primeiro campeonato da história dos Toronto Raptors e o facto de ter destronado a melhor equipa da liga norte americana de basquetebol dos últimos cinco anos, os Golden State Warriors.
Quanto à sua qualidade individual não há nada a contestar, goste-se do estilo ou não, é um excelente jogador, muito bom nos momentos ofensivos, mas ainda melhor nos defensivos.
Com a chegada de Kawhi Leonard a Toronto, os Raptors ganham o seu primeiro título da história. Temos de ser realistas, os Raptors já tinham um plantel de grande qualidade, mas nunca chegaram tão longe na conferência, principalmente devido à presença de LeBron James nos Cleveland Cavaliers. Por isso, Kawhi Leonard vem aumentar, em grande parte, a qualidade do plantel e a capacidade potencial de chegarem mais longe no campeonato. Na caminhada rumo ao título derrotaram equipas de grande qualidade tais como os Philadelphia 76ers, os Milwaukee Bucks, equipa de Giannis Antetokounmpo, MVP da temporada no ano que decorria.
Nas finais defrontaram uma equipa que nos últimos cinco anos ganhou três títulos (2015, 2017 e 2018) e perdeu dois: um para a equipa de LeBron James, Cleveland Cavaliers de 2016, e no ano passado para a equipa de Toronto de Kawhi Leonard. Não podemos ignorar a realidade de que Kawhi Leonard enfrentou uma equipa totalmente desfalcada dos Golden State Warriors e que, muito provavelmente, qualquer uma das equipas de top quatro da conferência este eram capazes de ganhar à equipa de São Francisco. No entanto, factos são factos e ficam para a história. Kawhi Leonard é considerado o herói que levou o único título da historia dos Raptors para Toronto.
O Momento do Ano
Game-Winner Damian Lillard vs. Oklahoma City Thunder – Chegando ao fim do ano, o universo NBA tem sempre momento memoráveis, e sendo esta a melhor liga do mundo, há sempre momento mais memoráveis do que outros. 2019 não foi o ano mais fácil para a escolha de um momento!
A época 2018/19 foi muito empolgante e o início da 2019/20 promete seguir as mesma passadas. No entanto, existe um lançamento que se sobrepõem a todos os outros. Um lançamento que marcou não só o desfecho de uma série de playoff, mas também o desfecho de um franchise da NBA! Este jogador, por sinal, também teria algo a provar e foi esta a série que o voltou a inserir no superestrelato da NBA!
O momento do ano 2019 é o “game-winner” (ou neste caso “series winner”) de Damian Lillard no 5.º jogo da primeira ronda dos Portland Trail Blazers contra Oklahoma City Thunder! O lançamento que foi cerca de 12 metros do cesto, logo após a linha do meio do campo, a ser defendido por um dos melhores defesa da NBA Paul George. Damian Lillard fez não só com que os Blazer passassem a segunda ronda dos playoff, mas também com que o franchise dos Thunder se “desmontasse” por completo. Isto porque o melhor jogador, Russel Westbrook, foi trocado para Houston. A sua segunda estrela, Paul George, também foi rumo à Los Angeles para os LA Clippers.
Lillard conseguiu não só chocar o mundo com um lançamento de incrível habilidade técnica, como também conseguiu impor o seu nome nos livros da NBA e dominar outro franchise ao ponto da sua reconstrução! Este é assim o melhor momento de 2019 e por aqui no Bola Na Rede só desejamos que 2020 venha com imensos momentos do mesmo calibre!
Vicente Avelar, Pedro Farinha & Zé Martins
FUTSAL
A Figura do Ano – Masculino

Nuno Dias – Apesar de ter perdido o campeonato, foi um ano que, certamente, o treinador português se vai recordar como o melhor. Aliás, 2019 foi o ano que conseguiu completar a sua prateleira de todas as competições como treinador. A UEFA Futsal Champions League era o troféu que falta ao Sporting CP e ao próprio Nuno Dias. Para além deste troféu importantíssimo, conseguiu arrecadar ainda a Taça de Portugal e, no início da época, a Supertaça. Merece, sem dúvida, esta distinção pelo excelente trajeto que fez com a equipa leonina, especialmente, nas competições europeias ao afastar o SL Benfica, o Inter Movistar FS e ainda o AFC Kairat Almaty.
A Figura do Ano – Feminino

Janice Silva – Destacou-se tanto na seleção portuguesa como no seu clube, SL Benfica. Com as encarnadas venceu todas as competições onde participaram a nível nacional e ajudou, deste modo, a manter a hegemonia do SL Benfica em Portugal. Foi, a par de Carla Silva (Santa Luzia FC) e Cátia Morgado (Sporting CP), a melhor marcadora da Fase Final do campeonato com 29 golos. Esteve também em destaque na qualificação para o primeiro Europeu de Futsal feminino com três golos, e, por fim, também na Fase Final com dois golos, onde Portugal ficou em segundo lugar.
O Momento do Ano

Sporting CP campeão Europeu – Foi o grande momento do ano para qualquer amante da modalidade em 2019. Depois de sermos campeões da Europa de seleções em 2018, o Sporting CP conseguiu o troféu continental de clubes em 2018/19, no pavilhão do AFC Kairat Almaty, no Cazaquistão. Numa final épica, com o organizador da fase final, o nosso representante ganhou por 2-1 e no fim o capitão João Matos levantou bem alto o troféu, antigo sonho da direção e de todos os sportinguistas.
Eduardo Nunes & João Barbosa
HÓQUEI EM PATINS
A Figura do Ano – Masculino

Ângelo Girão – Esteve em grande tanto a representar o seu clube, o Sporting CP, como a representar a seleção portuguesa. Foi o grande herói em três conquistas que foram históricas este ano: o Mundial com Portugal, a Liga Europeia e a Taça Continental com o Sporting CP. As defesas que fez proporcionaram emoções indescritíveis nos muitos amantes de Hóquei em Patins. Mostrou estar, novamente, um nível altíssimo como sempre nos tem habituado durante as diversas épocas que já vimos do guarda-redes português.
A Figura do Ano – Feminino

Marlene Sousa – Mais um ano a um nível excelente e também mais um ano que é a melhor marcadora do campeonato. 64 golos (2016/17), 90 golos (2017/18) e 62 golos (2018/19) foi o registo da jogadora no que toca à finalização. Conseguiu, juntamente com a sua equipa – SL Benfica, conquistar tudo aquilo que havia para conquistar em Portugal (Supertaça, Campeonato e Taça de Portugal) e ainda mantêm um recorde de sete títulos consecutivos conquistados. Um nível de invencibilidade incrível em Portugal. Este ano, a jogadora encarnada está na liderança das melhores marcadoras com o mesmo número de golo que a sua companheira de equipa Maria Sofia Silva (41 golos).
O Momento do Ano

Portugal campeão do Mundo – Foi preciso esperar 16 anos, mas aconteceu mesmo! Depois da derrota no Europeu de 2018 frente à Espanha, voltámos no ano seguinte a território espanhol para que se fizesse história na modalidade. Numa trajetória de muito sofrimento e que deixou muitos colados a todos os ecrãs, no fim, a taça voltou mesmo para Portugal. As decisões em grandes penalidades no jogo da Itália (Quartos de Final) e depois contra a Argentina (Final) revelaram um herói: Ângelo Girão. Mas temos de dar mérito a toda a equipa que muito lutou para conseguir de novo este feito passado tanto tempo. A glória foi portuguesa.
João Barbosa
VOLEIBOL
A Figura do Ano

Marcel Matz – Chegou, treinou e ganhou (tudo). Este foi o percurso demolidor do treinador do SL Benfica. Uma aposta certa por parte dos encarnados para o ano de 2019, pois com Marcel Matz a equipa voltou a vencer todos os troféus a nível nacional: Supertaça (2), Taça de Portugal e Campeonato. Revolucionou completamente a modalidade em Portugal e, no início da nova época, levou o Benfica à fase de grupos da CEV Champions League Volley, que alcançou pela primeira vez – um feito histórico na modalidade do clube. Um treinador com uma ambição tremenda e que promete não ficar por aquilo que conquistou esta época.
O Momento do Ano

SL Benfica na CEV Champions League Volley – Depois de dez anos sem nenhum clube português (o último foi o Vitória SC), o SL Benfica conseguiu alcançar a fase de grupos da maior competição de clubes do Voleibol Europeu. Um momento histórico para o clube encarnado que nunca tinha estado nesta fase da Champions League e está a disputar sets junto dos melhores. Uma boa notícia para a modalidade em Portugal que continua em crescendo e pode ser o início do desenvolvimento da mesma.
João Barbosa
TÉNIS
A Figura do Ano – Masculino

Daniil Medvedev – O tenista russo foi, sem dúvida, a surpresa masculina na modalidade. Para além do número significativo de finais jogadas este ano, duas das quatro vitórias conquistadas foram a de dois torneios de categoria Masters 1000. Mas, sem dúvida que, o seu ponto alto do ano foi a espetacular final que teve em mãos, no US Open, contra o número um Rafael Nadal. Apesar de ter ficado vice-campeão do Grand Slam, a verdade é que, em 2019, o miúdo de 23 anos destacou-se e, é o atual número cinco no ranking ATP.
A Figura do Ano – Feminina

Cori Gauff – Com apenas 15 anos, Cori Gauff acaba por apresentar-se a figura do ano na categoria WTA. Não obstante a sua jovem idade, a tenista norte-americana mostrou, ao longo da época, uma garra de vencer que lhe permitiu conquistar o primeiro título WTA da carreira, em Linz, Áustria. Para além disto, o ponto fulcral do seu ano foi ter eliminado a conhecida Venus Williams numa das rondas iniciais de Wimbledon. Sendo-lhe permitido apenas jogar um número limitado de torneios WTA, por ter menos de 18 anos, a verdade é que, daqueles que jogou, a jovem conseguiu destacar-se, e bem, no patamar mundial da modalidade.
O Momento do Ano
Recuperação de Andy Murray – Em 2019, os fãs do ténis puderam assistir a grandes pontos, grandes vitórias, a algumas revelações e a alguns fracassos. No entanto, o momento do ano vai para a recuperação de um dos melhores jogadores de sempre da modalidade. Falo de Andy Murray. O tenista escocês, de 32 anos, chegou a anunciar a sua retirada devido a uma lesão na anca. Mesmo com a realização de uma operação, o seu regresso aos courts nunca foi dado como certo.
Quando muitos pensavam que nunca mais iam ver Andy Murray a disputar os grandes torneios do ténis mundial, eis que o experiente tenista anuncia, no dia 9 de agosto, que ia voltar a jogar em singulares. Pouco tempo depois nova surpresa, desta vez com a conquista do Open de Antuérpia.
Foram meses de grande luta paro o escocês, mas determinação nunca faltou a Andy Murray o que prova que nada é impossível na vida. Resta saber se 2020 irá trazer mais alegrias ao tenista, certo que é podemos contar com ele para a nova época e os fãs agradecem.
Angelina Barreiro & Gonçalo Bernardo Oliveira
ATLETISMO
A Figura do Ano – Masculina

Karsten Warholm – O queniano Joshua Cheptegei (campeão mundial de Crosse, campeão mundial dos 10.000 metros e vencedor dos 5.000 na final da Diamond League) seria também um justo vencedor, mas a temporada excepcional de Karsten Warholm é impossível de ignorar. O norueguês não perdeu uma única das 16 provas em que competiu em 2019, mostrando uma invencibilidade fora do comum. Warholm começou a temporada a tornar-se campeão europeu dos 400 metros em pista coberta, antes de se focar na sua prova predileta: os 400 metros barreiras.
Aí enfrentou a concorrência mais dura da história – Rai Benjamin e Abderrahman Samba são 3.º de sempre igualados – não perdendo qualquer prova, correndo mesmo o 2.º tempo mais rápido da história em Zurique (46.92), prova onde venceu a final da Diamond League. Nos Mundiais de Doha bateu os seus rivais diretos para renovar o título mundial, coroando com chave de ouro um ano inesquecível.
A Figura do Ano – Feminina

Dalilah Muhammad – Foi um ano fantástico no atletismo feminino com muitas atletas a alcançarem performances de elevado nível, mas seria injusto não dar o título de atleta do ano a Dalilah Muhammad. Tal como no masculino, os 400 barreiras estiveram em grande destaque no feminino e muito disso se deve a duas norte-americanas. Num ano em que se sabia que iria rebentar a bomba Sydney McLaughlin (USA), recém-saída do desporto universitária, a jovem norte-americana não desiludiu absolutamente nada, mas enfrentou uma enorme Dalilah Muhammad, que provou que está aqui para ficar.
A atleta, que é a atual campeão olímpica, não fez por menos e bateu o recorde mundial da disciplina por duas vezes em 2019. A primeira foi a 28 de julho para conquistar o título norte-americano em 52.20, destruindo um recorde mundial que durava há 16 anos. Mais tarde, em Doha, melhorou esse recorde mundial, conquistando o seu 1.º título mundial em 52.16 segundos. No final dos campeonatos ainda fez parte da estafeta finalista dos 4×400 femininos que também foi Ouro em Doha.
O Momento do Ano
Salwa Eid Naser bate Shaunae Miller-Uibo na final dos 400 metros de Doha – Muitos argumentarão que o feito de Kipchoge em Viena poderia ser o momento do ano no atletismo, mas quem nos acompanha sabe dos sentimentos mistos que temos em relação ao evento Breaking2 (e similares), não desfazendo os méritos. No que diz respeito ao atletismo propriamente dito, o maior choque do ano aconteceu a 3 de outubro, quando a jovem, de 21 anos, Salwa Eid Naser (nascida na Nigéria, mas a representar o Bahrein) bateu a grande favorita Shaunae Miiller-Uibo nos 400 metros de Doha. As duas formam já uma das grandes rivalidades da atualidade, mas Miller-Uibo entrava em Doha com estatuto de clara favorita, depois de ter dominado o ano atlético nos 400 metros (marca do ano antes de Doha) e 200 metros (marca do ano), tendo abdicado dos 200 devido a incompatibilidade de dobrar distâncias em Doha.
A atleta das Bahamas apostou na sua prova mais forte e correu mesmo o 6.º melhor tempo da história num enorme recorde pessoal (48.37), mas nada faria prever que Naser iria correr em 48.14 segundos, o 3.º tempo mais rápido da história e o mais rápido desde o recorde mundial de 1985! E de pensar que as duas marcas à sua frente são altamente questionadas quanto à sua legalidade, pertencentes a Marita Koch e Jarmila Kratochvílová, duas atletas com elevadas suspeitas de doping… há quem diga que o recorde até já é de Naser!
Pedro Pires
CRÍQUETE
A Figura do Ano – Masculino

Ben Stokes – Virat Kohli pode continuar a ser o melhor batedor do mundo, mas este ano tem de ser Ben Stokes a figura. Foi a figura maior de uma Inglaterra que retomou a coroa de campeã mundial 20 anos depois, tendo sido o homem do encontro em duas partidas, uma delas a final.
Brilhou também nos encontros das Ashes, ainda que tal não tenha servido para retirar a urna à Austrália, já que ingleses e australianos registaram o primeiro empate desde 1972 (2-2).
A Figura do Ano – Feminino
Ellyse Perry – Não foi um ano propriamente interessante no que ao cricket feminino diz respeito e a nível individual destacaram-se as mulheres da terra dos cangurus, que colocaram a Austrália como a primeira nação com lugar garantido no Mundial 2021.
No final do ano, Ellyse Perry é quem lidera os rankings gerais tanto em ODI como em T20, por isso, é mais que justa a distinção, especialmente depois de em julho se ter tornado a primeira atleta (feminina ou masculino) a atingir 1000 corridas e 100 wickets em T20 de seleções.
O Momento do Ano

Inglaterra é Campeã do Mundo – A possibilidade de chegar ao título mundial em casa está presa por muito pouco para a Inglaterra. Para garantir uma segunda corrida à falta de duas bolas para o final, Stokes mergulha e, caprichosamente, a bola lançada em direção à base bate no seu taco e, sem dar aos neo-zelandeses qualquer hipótese de reação, dirige-se para o limite do campo para juntar mais quatro corridas às duas de Stokes.
A Inglaterra levaria o jogo para prolongamento e acabaria por se sagrar campeã mundial pela mais pequena das margens, vencendo apenas no desempate por limites, e aquela fatídica jogada, contra a Nova Zelândia por um inglês nascido na Nova Zelândia, seria fulcral para um dos momentos desportivos mais emocionantes da década.
José Baptista
FUTEBOL AMERICANO
A Figura do Ano

Lamar Jackson – é o atual quarterback dos Baltimore Ravens e revolucionou a posição de quarterback neste início de época.
Depois de ter sido a 32.ª escolha do Draft em 2018, muitos eram aqueles que achavam que Jackson ia ser incapaz de vingar na NFL enquanto quarterback. Não tinha o braço mais forte nem era o mais preciso e foram vários os analistas que disseram que ele devera mudar de posição e tornar-se running back. Mas ele recusou-se, melhorou a sua técnica de lançamento e é neste momento o quarterback em melhor forma da NFL.
Com uma velocidade e agilidade incrível, Jackson já é, neste momento, o quarterback com melhor jogo de corrida na história da NFL e já bateu todos os recordes existentes em termos de jardas de corrida numa só época.
Porém, analisando o ano inteiro, ao escolher apenas uma figura correria o risco de ser injusto para com tantas personalidades que marcaram a NFL no ano de 2019. Por essa razão, decidi escolher destacar outro jogador: Patrick Mahomes. Os dois atletas que jogam na mesma posição, mas que revolucionaram e trouxeram uma lufada de ar fresco para o panorama competitivo da NFL neste final de década.
O quarterback dos Kansas City Chiefs foi a grande figura da primeira metade do ano. Com o seu tipo de jogo irreverente e inesperado, levou os Chiefs à final de conferência onde acabaram por ser batidos pelos New England Patriots – que venceriam o Super Bowl umas semanas depois – no prolongamento por 37-31.
Mahomes sagrou-se MVP e Offensive Player of the Year ao lançar para 5095 jardas e 50 touchdowns. Tomou a liga de assalto e foi apelidado por muitos como o quarterback mais talentoso da última década, dada era a sua capacidade em tornar lançamentos incrivelmente complexos tecnicamente em jogadas comuns.
A sua lesão no joelho já nesta época 2019/2020 acabou por resfriar um pouco a emoção à sua volta.
O Momento do Ano
The @AB84 era begins in Oakland. #RaiderNation pic.twitter.com/1gXlV67mi0
— NFL (@NFL) March 13, 2019
Ano de Antonio Brown – O momento de 2019 é uma junção de diferentes acontecimentos que se passaram ao longo do ano com Antonio Brown.
Depois de oito anos ao serviço de Pittsburgh, o wide receiver saiu da equipa envolto em controvérsia e assinou pelos Oakland Raiders, mas desde cedo se percebeu que não iria durar. Ainda antes da época começar começaram a circular relatos de que Brown se recusaria a jogar se não pudesse atuar com o seu capacete – que violava as regras da NFL. Assim, e sem jogar um único jogo pela equipa, os Raiders libertaram-no da equipa e Brown decidiu colocar um vídeo na rede social Instagram onde corria e gritava de alegria por, segundo palavras do próprio “finalmente estar livre”. Depois foi a vez dos Patriots o contratarem, mas o resultado foi o mesmo, Brown acabou por ser cortado da equipa e encontra-se agora desempregado.
Antonio Brown é um dos melhores receivers da última década e um dos jogadores com melhor produção. Infelizmente é uma pena não ter o seu talento na liga, mas depois da saída dos Patriots, parece não haver mais margem de manobra.
Leonardo Costa Bordonhos
FUTEBOL DE PRAIA
A Figura do Ano

Jordan Santos – Mas que ano este para o jogador português. Só não ganhou mais porque não havia mais competição para disputar. No entanto, temos de atualizar o número de títulos, foram NOVE (!), contando já com o Mundial conquistado no Paraguai neste mês de Dezembro. Jordan Santos foi também eleito o melhor jogador do Mundo deste ano e tornou-se o segundo “Rei das Areias” português, depois de Madjer.
Menção Especial
“More emotion is impossible”
❤️ Muito obrigado, @Mad7er7 #BeachSoccerWC | @selecaoportugal pic.twitter.com/eJMgMcTRtk
— FIFA.com (@FIFAcom) December 2, 2019
Madjer – É uma notícia que já sabíamos há algum tempo (aliás, até foi no BnR TV que o capitão da seleção nacional confessou a sua despedida), mas o melhor de todos os tempos de Futebol de Praia vai mesmo deixar o areal. Para quem se habituou a ver o número sete a brilhar por areias de Portugal e do estrangeiro (e com ele a gostar da modalidade) vai ser estranho ver os jogos e não vê-lo por lá. Um jogador que muito deu a Portugal com os seus dribles, golos e ajudando a conquistar títulos importantes. Depois do seu último desejo se ter concretizado, sairá pela porta grande do Futebol de Praia e reconhecido como lenda eterna. Por isso, merece que tenhamos uma menção especial por tudo aquilo que nos deu.
O Momento do Ano

Portugal campeão do Mundo – Foi difícil chegar ao Paraguai? Foi. Ganhámos o último bilhete para o Mundial? Sim, contra a Espanha e nos penaltis. No Paraguai foi complicado? Foi sim. Mas no final olhamos para trás e foi uma coisa… Fomos campeões do Mundo! Ah, que belo é está no topo do Mundo da modalidade. Quatro anos, separou a última conquista portuguesa e voltámos a vibrar com nova conquista! Um Mundial com altos e baixos, com jogos intensos e muito difíceis. Afinal, ficar em segundo lugar do grupo não é assim tão mau, se for para erguer o troféu no final, não é? Que momento inesquecível.
João Barbosa
PADEL
A Figura do Ano

Ana Catarina Nogueira – A padelista portuguesa entrou na história da modalidade portuguesa, depois de ter conquistado o Madrid Master. Ana Catarina Nogueira já é uma das melhores da modalidade e esta foi a cereja no topo do bolo, depois de um ano de 2019 acima da média. A conquista de um dos quatro torneios mais importantes do circuito mundial foi a consagração da padelista do Porto, que conseguiu assim um lugar na história, ao ficar ligada ao primeiro grande momento do Padel português no estrangeiro.
O Momento do Ano
Crescimento do Padel em Portugal – As prestações dos padelistas portugueses no estrangeiro foram muito positivas e prestigiantes para os portugueses. Desde o feito já referido de Ana Catarina Nogueira, bem como a vitória à estreia de Portugal num Masters WPT, foram vários os avanços dados neste ano de 2019, rumo ao crescimento do Padel no nosso país.
Mário Cagica Oliveira
RUGBY
A Figura do Ano

Cheslin Kolbe – Uma época inesquecível. O três quartos ponta conquistou, em 2019, o Top 14 (campeonato francês) e o mundial, ao serviço da seleção do seu país, a África do Sul. Cheslin Kolbe teve um papel fundamental na conquista do título nacional gaulês, algo que o Stade Toulousain não conseguia desde 2012. Ao serviço dos Springboks, revelou-se a maior ameaça das linhas atrasadas sul africanas, tendo sido uma peça importante no 15 titular de Rassie Erasmus.
A nível individual, conquistou vários prémios, entre os quais, o de melhor jogador do campeonato francês, melhor ensaio da competição e melhor jogador do Top 14 a atuar no campeonato do mundo. Foi também nomeado para jogador do ano da World Rugby, prémio que acabou por perder para o seu colega de seleção Pieter Steph du Toit.
Velocidade, agilidade e imprevisibilidade são algumas das características deste jogador, conhecido, também, pelo seu side step. Este último é, também, uma prova de que o Rugby é um desporto para todos, independentemente do peso e da estatura.
O Momento do Ano

África do Sul campeã do Mundo – O evento desportivo do ano de 2019, isto é, o campeonato do mundo de Rugby, foi conquistado pela África do Sul. Uma nação muito instável, em que os problemas sociais e políticos são muito frequentes.
O primeiro capitão de raça negra dos Springboks, Siya Kolisi, apelou à união da nação, após a conquista da Webb Ellis Cup. Conquista esta, que começou com uma derrota frente à Nova Zelândia.
Esta vitória no mundial, permitiu à África do Sul igualar os míticos All Blacks no topo da classificação de títulos mundiais, com três troféus.
Marco Minelli
CICLISMO
A Figura do Ano – Masculino

Primoz Roglic – O esloveno apresentou-se com um grande nível exibicional no ano de 2019. As primeiras três provas de etapas que realizou, no final, acabou por conquistá-las: UAE Tour, Tirreno Adriático e Tour da Romandia. Para além da classificação geral, o ciclista alcançou um triunfo no alto de Jebel Jais, no UAE Tour, duas vitórias em etapas na Romandia e o contrarrelógio da prova.
Terminou em terceiro na geral final do Giro de Itália, vencendo dois contrarrelógios individuais. Na Vuelta, o corredor venceu apenas um contrarrelógio individual, mas serviu-lhe para conquistar a sua primeira prova de três semanas. Depois disso, ainda venceu duas clássicas italianas: o Giro dell´Emilia e o Tre Valli Varesine.
Ano de sonho para Roglic, que aos 30 anos, acaba por atingir o seu nível máximo de carreira (até agora). Fecha o ano com 13 vitórias e 28 pódios em 69 dias de competição. O atleta acaba o ano no primeiro lugar do Ranking individual da UCI.
A Figura do Ano – Feminina

Marianne Vos – A holandesa de 32 anos fez uma excelente temporada, alcançando 19 vitórias! Sendo que onze foram em provas WorldTour. A ciclista conquistou umas impressionantes quatro etapas no Giro de Itália feminino! Começou o ano com a vitória no Trofeo Alfredo Binda, depois somou-se uma etapa e geral no Tour de Yorkshire, uma etapa na OVO Energy Women´s Tour, a La Course do Tour de França, três etapas e geral do Tour da Noruega e ainda cinco etapas no Tour International de l´Ardèche, ganhando também a geral da prova. Vos terminou no terceiro lugar na Amstel Gold Race e em quarto na La Flèche Wallone, bons resultados nestas clássicas de renome.
Nos Jogos Europeus e no campeonato nacional de fundo da Holanda, foi batida apenas pela sua compatriota Lorena Wiebes. No campeonato do mundo acabou a prova na sexta posição.
Uma temporada em grande, com a ciclista da CCC-Liv em clara evidência. Após 5223 km percorridos, 44 dias de corrida e 19 vitórias, podemos considerar como uma época de muito sucesso.
O Momento do Ano

Penúltima etapa de montanha do Tour de France – Penúltima etapa de montanha do Tour de France e Egan Bernal está ao ataque. Com ainda uma longa subida para percorrer, o colombiano, acompanhado de Simon Yates, tem uma interessante vantagem sobre os perseguidores, mas Kruijswijk poupa-se para a escalada final do dia, levando o colega De Plus a trabalhar e deixando mais fresco na sua roda o campeão em título, Geraint Thomas, enquanto Julian Alaphilippe acelera descida abaixo tentando manter vivo o sonho impossível da amarela.
E, de repente, todos param. Uran, que segue num dos primeiros grupos e já perdeu um Giro em semelhante situação, é dos mais vocais na sua oposição. Vemos, então, as imagens da última subida, totalmente intransitável. A organização viu e nada fez até ao último instante e, finalmente, decide mandar parar os homens do pedal e atribuir retroativamente os tempos de passagem no topo da ascensão anterior.
A amarela é agora de Bernal, à falta de estrada, o Tour está decidido e a incompetência da ASO é, mais uma vez, posta em evidência.
André Antunes & José Baptista
MOTORES – QUATRO RODAS
A Figura do Ano – Masculino

Ott Tanak – O piloto estónio do Campeonato de Ralis teve um forte desempenho este ano. Ao serviço da Toyota, Ott Tanak conquistou o seu primeiro título mundial, sendo o primeiro estónio a consegui-lo, e destronou uma sequência de 15 anos de campeonatos de pilotos franceses na categoria.
Para além de ser uma vitória de campeonato justa, Ott Tanak foi implacável no que toca a cruzar a linha da meta à frente: De 14 corridas, conseguiu nove pódios, das quais seis foram vitórias.
Menção Especial

Lewis Hamilton – Não poderíamos deixar de falar do piloto britânico de Fórmula 1, Lewis Hamilton, que, este ano, conquistou o sexto campeonato de Fórmula 1, tornando-se um dos pilotos com mais títulos na categoria rainha. Assim, o piloto fica apenas a faltar-lhe um título para igualar o feito de sete campeonatos de Michael Schumacher.
Este já é o quinto campeonato que o piloto conquista, a serviço da Mercedes, que tem dominado a Fórmula 1 de uma maneira, digamos, agoniante. A verdade é que, daqui, tanto o piloto como a equipa têm, aos poucos, conquistado a História do Desporto, mais concretamente o Desporto Motorizado, e, nisso, não há ninguém que o possa negar.
A Figura do Ano – Feminino

Maria Germano Neto – O kart é onde quase todos os pilotos começam a sua carreira nos desportos motorizados. Com variadas idades, em Portugal o karting é uma modalidade muito disputada. Aqui, e juntamente com os rapazes encontra-se Maria Germano Neto.
A ‘miúda’ de 8 anos, natural de Guimarães, tem vindo a destacar-se na categoria dos Cadetes. Em 2019 venceu o Open de Portugal e esteve em provas internacionais, como o Mundial IAME, que decorreu em Le Mans. Também correu no Campeonato de Espanha, tendo conquistado uma vitória em Aragon e pódios noutras provas.
É de pequeno que se começa e espera que a Maria consiga chegar bem longe na sua carreira como piloto.
O Momento do Ano

Vitória do Tiago Monteiro em Vila Real WTCR – O português, quando vê um compatriota a ser bem-sucedido no estrangeiro, geralmente reage de duas formas: a inveja e desdenho ou a glorificação. Um dos momentos mais lindos do ano veio de uma reação absolutamente calorosa à vitória de Tiago Monteiro em Vila Real na prova do WTCR.
A emoção do piloto português da Honda era óbvia. Era uma vitória necessária, após dois anos de recuperação derivados do acidente quase fatal durante testes em Barcelona no ano de 2017. Se na altura era o favorito ao título, este ano Tiago Monteiro não estava a conseguir replicar essa grande forma, mas, por um momento, na curva da Araucária em Vila Real, travou mais tarde do Attila Tassi, e tornou-se líder da corrida três da etapa de Vila Real.
Se os rugidos do público eram intensos cada vez que ele passava, quando ele se encontrou na liderança, estes tornaram-se ensurdecedores. Em pleno pódio, entoava o hino nacional cantado a milhares de vozes que sabiam a luta do Tiago nos últimos dois anos, e que quiseram estar lá, partilhar com ele este momento de glória, e em vez de desdenho, todos cantamos pela glória da nossa nação no lugar do Tiago Monteiro.
Angelina Barreiro, David Pacheco & Luís Manuel Barros
MOTORES – DUAS RODAS
A Figura do Ano – Masculino

Fabio Quartararo – A escolha da figura do ano masculina no mundial de motociclismo poderia ser óbvia, mas decidimos que Márquez pode dividir o protagonismo desta temporada com Fabio Quartararo.
O piloto francês, de apenas 20 anos, chegou à classe rainha do mundial esta época e desde muito cedo se quis afirmar perante os adversários e também perante os críticos que duvidaram da sua capacidade em singrar no MotoGP. No final da temporada de 2019, Quartararo arrecadou o título de rookie do ano, melhor piloto independente e conquistou o quinto lugar na classificação geral do mundial de motociclismo, ficando à frente de Valentino Rossi e do companheiro de equipa, Franco Morbidelli.
Aos comandos da Petronas Yamaha SRT, o piloto francês fez frente a Marc Márquez e conseguiu alcançar seis pole position e sete pódios, na sua época de estreia.
A Figura do Ano – Feminino

Rita Vieira – Design de moda e desporto motorizada. O que será que têm em comum? Eu sei o que têm em comum, Rita Vieira.
Por onde começar na temporada de 2019 de Rita Vieira. São campeonatos nacionais, vice-campeonatos mundiais, participa no Enduro, participa no Trial, vai às Bajas. Campeã Nacional de Trial na Classe de Consagrados (Classe Mista) e vice campeã do Mundo de Bajas. Não há muitas senhoras em Portugal com este palmarás em 2019. Assim, Rita Vieira é a atleta feminina do ano para a equipa dos desportos motorizados do Bola Na Rede.
Agora, o céu é o limite para a piloto de 25 anos, sim, ouviu bem, 25 anos. Siga, Rita! Rumo ao Dakar!
O Momento do Ano
A vitória de Danilo Petrucci em Itália – Tal como todos os outros, este foi um ano repleto de momentos marcantes no MotoGP. Desde o momento em que começou a ser perceptível que Fabio Quartararo estava a tentar entrar na luta com os grandes nomes do motociclismo, passando pela polémica saída de Zarco da KTM, até à decisão de Jorge Lorenzo se retirar da competição. Estes e muitos outros marcaram a temporada de 2019, mas acabou por ser a vitória de Danilo Petrucci a levar a melhor nesta decisão. A corrida foi repleta de emoções fortes até ao cair do pano. Ninguém queria acreditar que um italiano, que nunca tinha vencido uma corrida de MotoGP, que estava no seu primeiro ano na Ducati de fábrica iria vencer em Mugello. Nem o próprio acreditou quando cortou a meta. Esta foi, sem dúvida, uma corrida inesquecível para os fãs do desporto.
Ana Rita Nunes, Carolina Neto & David Pacheco
ESPORTS
A Figura do Ano

Hideo Kojima – Depois da saída conturbada da Konami em 2015 e do restabelecimento do seu estúdio, Kojima Productions, como estúdio independente, todos ficaram à espera do próximo trabalho do designer de videojogos japonês, ainda para mais após o cancelamento de P.T., que deixara os fãs de terror com esperança de regressar a Silent Hill.
Anunciado na EA 2016, Death Stranding tornou-se envolto em grande mistério. Os trailers traziam mais dúvidas que certezas. O elenco, composto por nomes como Norman Reedus, Mads Mikkelsen, Léa Seydoux, Troy Baker ou Guillermo del Toro, trazia ainda mais curiosidade para ver o que um plantel cinemático seria capaz de apresentar. Mas só quando as primeiras reviews começaram a sair é que a névoa se foi dissipando.
Goste-se ou não, criou-se um ambiente de tamanha incerteza em volta do jogo que, mesmo quem não o jogou nem tinha intenções de o fazer, queria saber sobre o que tratava o jogo, ou melhor, que tipo de jogo era. Um hype diferente, criado apenas por alguém reconhecido pelo seu trabalho na indústria, cujo 2019 trouxe de volta à mente das pessoas a imagem do nipónico.
O Momento do Ano

The Game Awards – A espera para saber qual vai ser o jogo do ano é sempre interessante. Depois de um 2018 dominado por dois colossos (God of War e Red Dead Redemption 2), 2019 apresentava-se mais “calmo”, com vários bons jogos, mas nenhum claramente favorito.
Acabou por vencer Sekiro: Shadows Die Twice (da FromSoftware, empresa conhecida pelos dificílimos Demon’s Souls, Dark Souls e Bloodborne), o primeiro jogo da linha Souls a vencer o TGA.
Ainda assim, 2019 fica marcado como um ano de espera pelo próximo. O último ano da década deu-nos o remake de Residente Evil 2, mas as pessoas já pensam no remake do RE 3 que sai para abril. Outro remake ansiado é o do Final Fantasy VII. Isto para não falar que The Last Of Us Part 2, Cyberpunk 2077 ou Ghost of Tsushima chegam também em 2020.
Ou ainda que a Xbox Series X e a PlayStation 5, de Microsoft e Sony respetivamente, inauguram a nona geração de consolas.
Filipe Silva
UFC
A Figura do Ano – Masculina

Jorge Masvidal – O lutador teve um 2019 de sonho. Depois de duas derrotas em 2017, regressou no início do ano para ir a Inglaterra enfrentar o nativo Darren Till. Venceu por nocaute no segundo round, e parecia outro lutador: mais agressivo, mais pressão, e comunicava melhor de forma a autopromover-se.
Depois de muita picardia, enfrentou Bem Askren e venceu com um KO brutal: cinco segundos bastaram para acertar um joelho saltado que apagou o americano. O jackpot saiu a Masvidal quando Nate Díaz o desafiou para um combate. O UFC fez um cinto especial para o evento: o BMF – Baddest Motherf*cker. Masvidal teve uma performance brilhante e venceu por KO técnico (paragem do médico) no terceiro assalto.
De um bom lutador, Masvidal saltou para o topo do mundo do MMA em 2019. A sua personalidade agrada imenso aos fãs, e o seu estilo de luta atrai imensos olhos para os seus combates.
A Figura do Ano – Feminino

Weili Zhang – Depois de vencer Tecia Torres por decisão em março, era o número oito no ranking do peso-palha. Devido ao alto mediatismo da chinesa no seu país, Dana White concedeu-lhe uma chance pelo título contra Jessica Andrade. Algo surpreendente uma lutadora que está naquela posição do ranking conseguir uma luta de título, o que prova o mediatismo da atleta. Zhang não deu hipótese à campeã e finalizou-a por KO com joelhos e socos.
No espaço de um ano Zhang subiu a pique nos rankings da sua divisão e tornou-se campeã. Agora tem uma luta marcada contra a ex-campeã Joanna Jedrzejczyk, numa luta que poderá ser das maiores de 2020 no MMA feminino.
O Momento do Ano
The Rock e Donald Trump no UFC 244 – O UFC 244 foi o evento com maior mediatismo do ano. O combate entre Jorge Masvidal e Nate Díaz chamou a atenção de todo o mundo, também devido ao cinto especial criado para esse combate. Dwayne Johnson, conhecido como The Rock, foi escolhido para promover o evento, e levou o cinto até ao octógono. É um momento único uma figura pública e alguém com tanto protagonismo como The Rock promover um evento do UFC.
Talvez o mais surpreendente foi Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América ir assistir ao vivo ao evento. Na sua criação, o MMA nunca foi bem visto na política americana e foi proibido em muitos estados do país. O presidente dos EUA ir presenciar um evento do UFC é um dos momentos mais marcantes da história da promoção e do ano.
Eduardo Costa
WRESTLING
A Figura do Ano – Masculina

Adam Cole – Este título poderia ser atribuído a Kofi Kingston, mas decidi-me pelo NXT Champion por uma razão muito simples: em 2019, ninguém na WWE teve tantos combates fenomenais como Adam Cole.
Desde da trilogia com Johnny Gargano (que, na minha opinião, foi melhor do que a trilogia Gargano vs Ciampa), até à estreia no Raw e no Smackdown, ao WarGames e ao combate com Pete Dunne no Survivor Series (onde conseguiu reverter um Bitter End para um canadian destroyer), ninguém na WWE demonstrou mais talento e carisma do que ele.
Adam Cole atingiu o pináculo da sua carreira em 2019, tanto em termos de wrestling, como em termos de conquistas e reconhecimento mundial. “And that’s undisputed”.
A Figura do Ano – Feminina

Becky Lynch – The Man teve um início de 2019 perfeito: começou por vencer o Royal Rumble e derrotou Ronda Rousey e Charlotte no main–event da Wrestlemania, tornando-se na primeira campeã unificada do Raw e do SmackDown.
Apesar do seu reinado como campeã da brand azul não ter durado muito, o de Raw Women’s Champion já ultrapassou os oito meses e ameaça seriamente chegar aos 365 dias. De resto, Lynch também foi eleita a melhor lutadora do mundo pela Pro Wrestling Ilustrated, coroando dessa forma o melhor ano da sua carreira.
O Momento do Ano
Kofi Kingston conquista o WWE Championship – A conquista do WWE Championship de Kofi Kingston foi dos momentos mais emocionantes dos últimos anos. Há algum tempo que não se via um lutador com um apoio tão forte por parte do público.
Quando Kingston derrotou Daniel Bryan, havia pessoas a darem abraços emocionados e algumas até choravam de alegria. Este é o tipo de emoção que me faz recordar porque é que gosto de wrestling, uma vez que causa uma alegria genuína, não só em mim, como em todos os fãs.
Afonso Viana Santos
DESPORTOS DE INVERNO
A Figura do Ano – Masculino
Lim Hyo-jun – O jovem coreano afirmou-se este ano na Patinagem de Pista Curta, mostrando em Sofia um claro domínio que lhe valeu cinco medalhas de ouro. Uma das promessas da modalidade desde muito novo, Hyo-jun tem vindo a estabelecer-se calmamente entre os melhores do mundo. Depois das primeiras grandes vitórias em 2017 e da estreia Olímpica em 2018 com um ouro e um bronze, 2019 confirmou todo o seu potencial, tendo, além do já mencionado “brilharete” nos Mundiais, ganho pela primeira vez a Geral da Taça do Mundo.
A Figura do Ano – Feminino

Therese Johaug – Regressada de uma paragem forçada por suspensão, a esquiadora norueguesa regressou em força. No início do ano, cinco vitórias em etapas da Taça do Mundo 2018/19, terminando a mesma com um terceiro posto da Geral e a terceira vitória da carreira em Distância, brilhando depois nos Mundiais de Tirol, onde conquistou três ouros e uma prata.
No início da nova temporada 2019/2020, já leva mais cinco vitórias em etapas da Taça do Mundo lidera com saudável vantagem tanto na Geral como em Distância.
O Momento do Ano
Johannes Thignes Bo termina o reinado de Martin Fourcade – Depois de sete vitórias consecutivas para o herói francês, Thignes Bo conseguiu finalmente vencer o Globo de Cristal, repetindo o feito alcançado pelo seu irmão Tarjei Bo em 2011, a última edição antes do domínio de Fourcade.
Para Fourcade, foi o concluir de um ciclo glorioso que, à custa de um problema físico, não pode continuar. Para o norueguês, foi a recompensa para aquele que mais tem levado o francês ao limite nos últimos anos.
José Baptista
NATAÇÃO
A Figura do Ano – Masculino

Sun Yang – Dentro e fora das piscinas, não há como escapar ao nadador chinês. É protagonista de um caso problemático com as autoridades anti-doping em que, depois de ter recebido apenas uma repreensão por parte da FINA, aguarda agora uma decisão do CAS após recurso da WADA.
No entanto, isso em nada afetou o seu rendimento desportivo e nos Mundiais de 2019, realizados na Coreia do Sul, levou para casa mais duas medalhas de ouro (200 e 400 metros livres) para chegar às onze na carreira.
A Figura do Ano – Feminino

Simone Manuel – A americana tornou-se a primeira mulher a chegar às sete medalhas num só Mundial. Foram quatro ouros (50 e 100 metros livres, 4×100 metros medley e 4×100 metros livres mistos) e três pratas (4×100 metros livres, 4×200 metros livres e 4×100 metros medley mistos).
Assim, chega também às 16 medalhas no total, ficando entre as cinco com mais medalhas na história. Terminou 2019 a ser eleita Atleta Feminina do Ano nos Golden Goggles da Fundação Americana de Natação, quebrando o ciclo de seis vitórias consecutivas de Katie Ledecky.
O Momento do Ano
As imagens do protesto de Mack Horton em Gwangju correram o mundo – Podemos discutir da razão que o australiano teve ou não para o fazer, mas deu o exemplo, que até foi seguido por Duncan Scott no dia seguinte. No entanto, o positivo de Shayna Jack acabou por tirar alguma credibilidade às posições australianas e a demorada e débil reação de Horton demonstrou bem que a conjugação dos dois eventos havia causado algum mal-estar.
Apesar de tudo, é sempre importante quando atletas desta dimensão não se inibem de tomar posição quanto ao que pensam estar mal no seu desporto e, por isso, Mack Horton merece o reconhecimento.
José Baptista
SNOOKER
A Figura do Ano – Masculino

Judd Trump – Profissional desde 2005, o jogador britânico já tinha dado cartas ao ser número um do ranking em 2012 por vários meses. Porém, foi apenas este ano que conseguiu o seu primeiro título mundial de Snooker. Caraterizado por boas partidas este ano, o apelidado Ace in the Pack, com a conquista do título, entra para a lista de jogadores vencedores do Triple Crown (World Championship, UK Championship e Masters).
A Figura do Ano – Feminino

Reanne Evans – A jogadora britânica conquistou, em 2019, mais um título mundial no World’s Women Snooker. Conhecida pela sua precisão em cada tacada, este título soma-se ao 12.º da carreira, que apenas prova que Reanne Evans está, sem dúvida, associada ao domínio do Snooker no que toca ao panorama feminino da modalidade. E este ano, não foi diferente.
O Momento do Ano
Ronnie O’Sullivan conquista as 1000 “entradas centenárias” – Em 2019, mais um recorde foi batido. E, desta vez, o bem conhecido Ronnie O’Sullivan faz uma das marcas mais difíceis de se conquistar: No Players Championship, no jogo contra Neil Robertson, o jogador britânico somou a milésima “centenária” – a soma de cem ou mais pontos seguidos num jogo.
Assim, Ronnie O’Sullivan é o primeiro jogador a atingir esta marca, pois é algo que já não acontece desde 1992.
Angelina Barreiro
(Colaboração especial de João Vicente)
SURF
A Figura do Ano – Masculina
What a way to finish the year. Parabéns, @ferreiraitalo15 🏆 #BillabongPipeMasters @billabong1973 pic.twitter.com/xibBUn5pl9
— World Surf League (@wsl) December 20, 2019
Ítalo Ferreira – É a primeira vez que o surfista brasileiro conseguiu erguer o troféu da World Surf League e, por isso mesmo, é mais do que merecido que seja a Figura deste ano de 2019. Foi um ano histórico para Ítalo Ferreira, que, na etapa portuguesa (Pro Portugal), passou para a liderança do ranking mundial e na última etapa (Pipeline, Havai) foi só manter a liderança. Porém, o surfista fez ainda melhor e acabou por sair também vencedor da última etapa frente a compatriota Gabriel Medina, que também é duas vezes campeão do Mundo.
Ítalo Ferreira inscreve o seu nome nos vencedores do Championship Tour é torna-se assim o terceiro surfista brasileiro a conquistar o título máximo do Surf, depois de Gabriel Medina e Adriano de Souza. Portugal foi importante para o surfista, pois foi cá que fez o “aéreo” rumo ao topo da liderança e, finalmente, para conquistar o título.
A Figura do Ano – Feminina
.@Jeep Rankings Leader. Four times World Champion. Congratulations @rissmoore10.
Photos by @kellyc001, @EdSloanePhoto, Cait Miers pic.twitter.com/U3DEfGatOT
— World Surf League (@wsl) December 3, 2019
Carissa Moore – Quatro vezes campeã do Mundo, é assim que a surfista havaiana também pode ser conhecida agora. A festa do título só não aconteceu em Portugal porque acabou por ser eliminada por Lakey Peterson e as decisões foram, tal como nos homens, também para o Havai. E ainda bem para Carissa Moore visto que festejou mais um campeonato mundial em sua casa.
Neste ano, Carissa Moore venceu as etapas que se realizaram na África do Sul e em França. Depois de 2011, 2013, 2015 e agora em 2019, mais um ano ímpar em que a havaiana erguer o troféu da World Surf League. Para além do título, a surfista conseguiu ainda um bilhete para Tóquio, Japão, para participar na primeira vez que vai haver a modalidade nos Jogos Olímpicos de 2020.
Menção Especial

Frederico Morais – Regressar ao Championship Tour é bom, mas regressar e ainda ser campeão do Qualifying Series (QS)? Ainda melhor! Frederico Morais tornou-se assim o primeiro português a vencer o QS com 26,400 pontos, mais 2,600 do que o segundo classificado, Jadson Andre.
Foi a cereja no topo do bolo para o surfista português, que tanto procurava voltar a estar junto dos melhores nas ondas internacionais. Depois das vitórias nos Açores e Santa Cruz (ambas em Portugal), a vitória no Hawaiian Pro foi fundamental para alcançar todos os objetivos que se propôs Frederico Morais. Muito antes de toda esta emoção, o surfista conseguiu ainda um passaporte inédito para os Jogos Olímpicos de Verão, em Tóquio. Nas ondas japonesas, “Kikas” conseguiu ser o melhor Europeu e, desta forma, o bilhete para representar Portugal novamente além fronteiras numa competição totalmente nova.
O Momento do Ano
Congratulations @FredericoMorai1, winner of the 2019 #HawaiianPro, the first jewel of the Vans Triple Crown!! 🏆
With this win, he has now officially qualified for the 2020 Championship Tour, glad to have you back, Frederico!#VTCS @vanssurf @VANS_66 pic.twitter.com/gxrhDhUL6B
— World Surf League (@wsl) November 24, 2019
Frederico Morais vencedor do Qualifying Series (QS) e de volta ao Championship Tour (CT) – Podiam estar aqui muitos momentos… Por exemplo, o bilhete olímpico de Frederico Morais, o caso de Gabriel Medina e Caio Ibelli em Peniche, o 10 de Ítalo Ferreira em Portugal ou a sua vitória final no CT do mesmo Ítalo. Mas escolhemos que ficasse este pela importância para as cores nacionais para quando começar a maior competição de Surf no próximo ano. São muito boas notícias tanto para o Frederico Morais como para Portugal visto que estará sempre a representar sempre da melhor maneira possível o seu país. Esperemos que daqui a um ano possamos estar aqui a escrever alguma coisa sobre uma medalha olímpica? Quem sabe…
João Barbosa31
Foto de Capa: FIFA Beach Soccer World Cup
Artigo revisto por: Jorge Neves










