Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Leão reforça estatuto de “Rei da Água”

Simão Mata · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No fim-de-semana passado disputaram-se os campeonatos nacionais de Natação. O local escolhido foram as Piscinas do Jamor. Nelas nadaram do melhor que há na natação portuguesa, representando os melhores clubes da modalidade. E, mais uma vez, a equipa do Sporting CP foi superior em relação às restantes: sagrou-se octocampeão nacional da modalidade em masculinos e vice-campeão em femininos.

Nesta última, as leoas morderam, até à última, os calcanhares das nadadoras do Sport Algés e Dafundo. Apesar de não terem conseguido o título, as nadadoras de Alvalade estão há cerca de 14 anos consecutivas no pódio da competição. Um dia, será o dia de também elas se sagrarem campeãs nacionais, tal como já foram outrora. Com estes brilhantes resultados, o Sporting deixou para trás os eternos rivais do SL Benfica e do FC Porto que, apesar das boas prestações – estiveram também eles no pódio – encontraram-se uns furos abaixo da equipa leonina.

Com a conquista do oitavo título consecutivo de Natação em masculinos, os Leões reforçam a sua hegemonia nas piscinas nacionais
Fonte: Sporting CP

A formação de Alvalade foi capitaneada por Pedro Pinotes, contando ainda com o “astro das águas” Alexis Santos, que estabeleceu a melhor marca portuguesa nos 50 metros costas – 25’’44. Destaque ainda para João Vital, nadador verde e branco, que obteve um resultado que lhe dá o passaporte para Mundial que se disputará em julho deste ano na Coreia do Sul.

No cômputo geral, a formação masculina bateu dois recordes nacionais: o de 4×100 metros estilos e o 4×200 metros livres. No final da competição, a satisfação de Santos era evidente em declarações ao Jornal Sporting: “Ver que conseguimos ter os mais novos bem-sucedidos na equipa sénior é um orgulho gigante”. Na mesma senda, e também em declarações ao órgão de comunicação oficial do clube, o diretor da secção, Carlos Cruchinho, alinhou pelo mesmo diapasão: “Foram insuperáveis. Tiveram uma determinação tremenda. Pareceu fácil, mas não foi”.

Com estes resultados, o Leão afirma toda a sua supremacia nas piscinas nacionais. Depois de tantos êxitos em várias modalidades nesses pavilhões e pistas fora, o Leão reforça agora o seu estatuto de “Rei da água”.

Foto de Capa: Sporting CP

Simão Mata

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.