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Comecemos pelos resultados da ronda divisional:

  • Indianapolis Colts visitam Kansas City Chiefs (Vencedor: Chiefs);
  • LA Chargers visitam New England Patriots (Vencedor: Patriots);
  • Dallas Cowboys visitam LA Rams (Vencedor: Rams);
  • Philadelphia Eagles visitam New Orleans Saints (Vencedor: Saints).

Esta semana são jogadas as finais de conferência da AFC e da NFC. Historicamente, estes jogos acarretam um grande significado, pois na sua génese seriam definidos os campeões de duas ligas independentes – a AFL e a NFL. O Superbowl seria desta forma o jogo que determinaria qual a Liga mais forte. Com fusão das duas ligas, este jogo acabou por se tornar pouco mais que um prelúdio para o Superbowl. No entanto, há equipas que, em virtude da falta de Superbowls, continuam a sobrevalorizar os títulos de conferência e de divisão.

Em relação à última semana, vimos a vitória de todos os vencedores de divisão, mas talvez a maior surpresa possa ter sido, não pela vitória, mas pela diferença de pontos, a vitória dos Patriots. Os Chargers encaravam este jogo como uma possibilidade única de ganhar aos Patriots (Philip Rivers está neste momento 0-8 contra Tom Brady).

Durante todo o ano vimos os Chargers apresentarem um ataque de alto gabarito e uma defesa com um bom pass rush e pass defense, e esse facto, quando comparável com uma das piores épocas dos últimos anos dos Patriots (do ponto de vista exibicional), criou a expetativa de uma vitória dos Chargers. Nada mais errado.

Os Chargers optaram por uma estratégia de sete defensive backs, que tinha como objetivo garantir que Tom Brady tivesse pouco espaço para passar a bola. No entanto, os pontos fracos desta estratégia residem no facto de só sobrarem quatro jogadores para fazerem rush e a defesa ficar mais exposta ao jogo de corrida. Os Patriots são uns mestres em adaptarem o seu jogo ao adversário e, como tal, foi Sony Michel quem devastou a defesa dos Chargers (129 jardas e 3 TDs).

Nos outros jogos poucas surpresas. Os Eagles ainda assustaram os Saints, mas não vão conseguir repetir o sucesso do ano anterior. Os Chiefs não deram hipóteses aos Colts, que vinham de uma vitória importante contra os Texans. Já os Rams optaram por uma estratégia de corrida com Gurley e C.J. Anderson para ganharem aos Cowboys.

Não deixa de ser curioso que, nas quatro equipas que vão disputar as finais de conferência, três dos treinadores principais tenham sido coordenadores ofensivos e que só um tenha sido coordenador defensivo (Bill Belichick pelos Giants). No entanto, todos apontam Belichick como sendo o melhor de todos os tempos, mas veremos se esta liga, cada vez mais focada no ataque, permite que este seja o ano em que o Mestre é destronado.

Analisemos os próximos dois jogos.

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