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Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.
Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas para saberem em quem devem investir o vosso tempo.
Irei: “comprar” se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se está numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter” se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender” se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.
Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos, e jogadores espetaculares em todas as equipas.
No artigo de hoje falaremos da NFC Este, aquela que foi a pior divisão da NFL na época passada. No entanto, este ano existem muitos e bons motivos para acompanhar de perto todos os seus acontecimentos, sendo uma das mais imprevisíveis.
Foto de capa: Dallas Cowboys
NEW YORK GIANTS
DANIEL JONES 80 YARDS BEFORE THE TURF MONSTER STRIKESpic.twitter.com/IZdOlqFBjC
— PFF (@PFF) October 23, 2020
O saldo final dos NY Giants na época passada foi de 6-10, sendo que, embora desapontante, foi uma época que pode dar bastantes esperanças para o futuro deste franchise histórico. Esta temporada ficou marcada pelas boas exibições da sua defesa, algo que demonstra o bom trabalho do novo treinador Joe Judge.
Jogadores a destacar da unidade defensiva passam pelo defensive tackle Leonard Williams, pelo cornerback James Bradberry e pelo linebacker Blake Martínez. A equipa de New York foi bastante competitiva, tendo perdido cinco jogos por uma posse de bola (oito ou menos pontos de diferença).
Algo que afetou significativamente as aspirações da equipa foi a lesão do running back Saquon Barkley, figura de grande destaque nos últimos anos e um dos melhores jogadores da sua posição.
Por fim, as prestações do quarterback Daniel Jones ficaram bastante aquém das expectativas, sendo que para além de ter sido afetado por lesões ao longo da época, ainda revela muita irresponsabilidade com a bola causando muitos turnovers.
DECISÃO: COMPRAR STOCK
Após uma época que deu esperança para o futuro, esta nova temporada trará bastante pressão para os comandados de Joe Judge, sendo o principal foco dos fãs e da imprensa o quarterback Daniel Jones. Jones irá iniciar o seu terceiro ano de liga, ano este no qual é habitual os quarterbacks darem um salto de performance e maturidade.
O mesmo é esperado de Daniel Jones, principalmente devido ao grande investimento efetuado no reforço do ataque, com as chegadas de dois wide receivers Kenny Golladay, um dos free agents mais procurados, e Kadarius Toney, primeira escolha dos Giants no Draft.
Estes irão juntar-se a uma unidade ofensiva que já conta com jogadores como Evan Engram, Darius Slayton e Sterling Shepard, sendo o principal destaque o regresso do running back Saquon Barkley que poderá catapultar o ataque para outro nível com o seu jogo de corrida.
Deste modo, não há mais desculpas para continuar a ter exibições desapontantes. Por um lado, o facto de Jones ter sido um dos quarterbacks com mais sucesso nos passes longos dá-me confiança para este ano principalmente com os jogadores que tem ao seu dispor. Por outro lado, a sua offensive line deixa bastantes dúvidas podendo prejudicá-lo imenso.
PHILADELPHIA EAGLES
HOW DID JALEN HURTS COMPLETE THIS? 😨
(via @NFL)pic.twitter.com/S2DmvEtnbt
— Bleacher Report (@BleacherReport) December 21, 2020
A época passada foi desastrosa para o conjunto de Philadelphia, terminando com um saldo de 4-11-1. Para além de performances bastante desapontantes, é de destacar o facto de terem ocorrido bastantes episódios negativos ao longo da temporada, demonstrando bastante instabilidade na estrutura, e um declínio de um clube que venceu o Super Bowl há apenas quatro anos.
Começo por destacar as exibições muito negativas do quarterback Carson Wentz, parecendo o mesmo completamente desorientado em certas ocasiões, provocando jogadas de possível turnover.
Wentz foi um dos piores quarterbacks da liga a nível exibicional até ser substituído pelo rookie Jalen Hurts na semana 14. Ficou patente durante toda a época a tensão entre Wentz e o seu treinador, Doug Pederson, resultando em bastantes polémicas ao longo da época. Deste modo, no final do ano vimos a saída de ambos, tendo Carson Wentz sido trocado para os Colts, sendo Pederson despedido do comando técnico da equipa.
DECISÃO: VENDER STOCK
Esta época será de grandes mudanças, entre as quais a chegada do novo treinador, Nick Sirianni vindo dos Colts, e uma nova era do franchise na posição de quarterback, com a titularidade de Jalen Hurts. O ano anterior de Hurts foi um misto de momentos.
Por um lado, trouxe vida e energia ao ataque dos Eagles, algo que Wentz não estava a conseguir dar. Por outro lado, mesmo com os aspetos positivos, como o seu perigoso jogo de corrida que lhe permite ser uma ameaça dupla, a sua qualidade e precisão no jogo de passe não esteve no mesmo patamar, completando pouco mais de metade das suas tentativas, fazendo com que muitos duvidem das suas capacidades.
Penso que Jalen Hurts poderá ter um ano de afirmação, tendo em conta os aspetos positivos do seu jogo com vários momentos de qualidade. Para isso, terá de melhorar a sua precisão e ser protegido pela sua offensive line, esperando a confirmação de jogadores como o wide receiver DeVonta Smith, escolhido este ano no Draft.
No entanto, para além das dúvidas sobre Hurts, a defesa teve bastantes problemas, não tendo chegado reforços para a mesma, esperando por isso uma época de baixo nível para esta equipa, arriscando-se a ser das piores da liga.
WASHINGTON FOOTBALL TEAM
‘Project 11 – Alex Smith’s Final Drive’
Don’t miss the updated & expanded @E60 story featuring new interviews & content
Tuesday | 7p ET | ESPN, ESPN App#Project11 | @ESPNNFLpic.twitter.com/y2FdQ2M7DG
— ESPN PR (@ESPNPR) June 1, 2021
Apesar do saldo de 7-9 e da ida aos playoffs, a época de Washington não começou da melhor maneira. A sua pré-época ficou marcada por bastantes acontecimentos polémicos, nomeadamente a mudança do nome do franchise, anteriormente Washington Redskins, devido ao facto do mesmo ser considerado ofensivo, tendo os movimentos de justiça social provocado esta mudança que já era exigida há muito tempo.
A defesa foi o principal fator responsável pelo sucesso da equipa, tendo sido uma das melhores unidades da liga, com especial destaque para a sua unidade de pass rushers, sendo o rookie edge rusher Chase Young a figura principal.
No entanto, as verdadeiras estrelas de Washington foram o treinador Ron Rivera e o quarterback Alex Smith, ambos provas de resiliência e crença. O primeiro, aceitou o desafio de treinar esta equipa enquanto combatia um cancro, fazendo sessões de quimioterapia entre treinos, acabando por felizmente vencer esta batalha. O segundo voltou a jogar na liga contra todas as expectativas de quem deu a sua carreira como acabada, após uma lesão gravíssima que colocou em causa a sua vida e o deixou sem jogar durante dois anos.
Neste regresso épico, Alex Smith venceu cinco jogos como titular, sendo crucial no caminho até aos playoffs.
DECISÃO: COMPRAR STOCK
O único fator que me faz ter dúvidas nesta decisão é a situação da posição de quarterback da equipa de Washington, sendo as opções o veterano Ryan Fitzpatrick, que provavelmente será o titular depois de uma boa época pelos Dolphins, e o inexperiente Taylor Heinicke.
O primeiro, tem já uma grande amostra ao longo dos últimos 14 anos na NFL e embora eu seja um grande apreciador das suas qualidades, a verdade é que os seus pontos fracos, como os muitos turnovers que causa, fazem com que nunca se tenha afirmado como titular das muitas equipas por onde passou.
O segundo, teve uma amostra bastante reduzida de apenas dois jogos no ano passado, sendo um deles nos playoffs, com uma excelente exibição individual demonstrando imensa qualidade. Apesar das dúvidas e incertezas, tenho bastante confiança nas outras unidades da equipa. O ataque, tem jogadores de muita qualidade, como os wide receivers Terry McLaurin e Curtis Samuel, e o running back Antonio Gibson, jogador bastante versátil. Já a defesa muito provavelmente voltará a ser das melhores da liga.
Para além da manutenção das principais figuras do ano passado, reforçou-se com as chegadas do cornerback Kyle Fuller, vindo dos Bears, e com o linebacker Jamin Davis, escolhido na primeira ronda do Draft.
DALLAS COWBOYS
NFL Cowboys QB Dak Prescott suffers grusome ankle injury pic.twitter.com/5JEVMke9Qb
— #NastyWomen (@FreshSam5) October 11, 2020
“How Bout Them Boys?”
O lema já característico deste franchise histórico não teve a melhor resposta na época passada. As expectativas novamente altíssimas, foram defraudadas num ano com bastantes aspetos e momentos negativos.
No início da época o ataque dos Cowboys era um dos mais fortes e temidos da NFL, com destaque para o quarterback Dak Prescott, o running back Ezekiel Elliot, e a tripla de wide receivers Amari Cooper, Michael Gallup e CeeDee Lamb.
No entanto, o pior momento da época aconteceu na semana cinco, com a lesão gravíssima de Dak, numa altura em que estava a jogar a um nível que lhe permitiria quebrar o recorde de mais jardas em passes. Para além da lesão de Prescott, que falhou o resto da temporada, os Cowboys foram assoladas por outras lesões, nomeadamente do quarterback substituto Andy Dalton, assim como na offensive line, com as lesões do offensive tackle Tyron Smith e do offensive guard Zack Martin.
De destacar também as exibições fraquíssimas da defesa, resultando no despedimento do coordenador defensivo.
DECISÃO: MANTER STOCK
Tal como nos anos anteriores, a mensagem dos Cowboys e dos seus fãs é a de que este será finalmente o seu ano, sendo o seu principal argumento o poderio do ataque.
Depois de muita especulação nos últimos anos, Dak Prescott finalmente recebeu o seu tão desejado contrato de longa duração, com a duração de quatro anos, tornando-o num dos quarterbacks mais bem pagos da liga. As notícias vindas de Dallas dizem que a longa recuperação de Prescott correu muito bem e que o mesmo estará a 100% no início da época.
Se o mesmo for verdade (e assim espero), o ataque voltará a ser uma das melhores unidades da liga, tendo eu bastantes expectativas para ver se Dak voltará a estar no mesmo nível que apresentou até ao momento da sua lesão. O problema é que neste momento existem bastantes incertezas à volta da equipa.
Começando no ataque, a offensive line, que já foi uma das melhores da liga, na época passada sofreu as consequências do envelhecimento de peças chave, sendo recorrentes as lesões havendo várias dúvidas em relação à possibilidade de se manterem saudáveis numa época tão longa. A maior incerteza continua presente na defesa.
Depois de um ano medíocre, não creio que as mudanças efetuadas, como a chegada do coordenador defensivo Dan Quinn, e do linebacker Micah Parsons, sejam suficientes para inverter o paradigma anterior.









