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Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.
Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas para saberem em quem devem investir o vosso tempo.
Irei: “comprar” se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se está numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter” se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender” se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.
Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos, e jogadores espetaculares em todas as equipas.
No artigo de hoje falaremos da NFC Norte – uma divisão com algumas incógnitas e na qual ocorreram muitas mudanças, havendo várias novelas com desfechos ainda por desvendar.
Foto de capa: Green Bay Packers
GREEN BAY PACKERS
“Whoever catches Aaron’s next [TD], keep the ball.”
It was destiny for @tae15adams to catch @AaronRodgers12‘s 400th TD pass. @nflfilms
(by @MichelobULTRA) pic.twitter.com/f5xaW8YGAg
— NFL (@NFL) December 10, 2020
Na época passada o recorde foi de 13-3 durante a época regular, tendo sido eliminados pelos campeões Tampa Bay Buccaneers na NFC Championship. Esta época ficou marcada pelo ressurgimento do melhor nível do quarterback Aaron Rodgers, tendo um dos melhores anos da sua carreira a nível exibicional, acabando por ser eleito como o MVP da liga.
O ataque de Green Bay foi número um em muitas das principais categorias, com principal relevo para a relação espetacular e química entre Rodgers e o seu wide receiver favorito, Davante Adams, que fez uma das melhores épocas da sua carreira, contribuindo esta dupla para os grandes resultados da equipa, com muita produtividade e estatísticas impressionantes.
Na defesa, destacar Jaire Alexander, que foi talvez o melhor cornerback na NFL durante a época passada. A decisão do treinador Matt LaFleur de optar por um field goal num 4th & 8, quando perdiam por 8 pontos, a pouco mais de 2 minutos do fim, devolvendo a bola a Tom Brady, foi um dos aspetos determinantes na eliminação da equipa, e no descontentamento de Aaron Rodgers.
DECISÃO: VENDER STOCK
Esta decisão deve-se principalmente à grande polémica nesta pré-época, sobre a permanência, ou não, de Aaron Rodgers em Green Bay, depois de se ter tornado público, o grande descontentamento do quarterback em relação às decisões do general manager Brian Gutekunst, principalmente por este ter escolhido um quarterback, Jordan Love no Draft, para possivelmente substituir Rodgers no final deste ano, ao invés da possível aquisição de jogadores que pudessem contribuir de imediato.
Toda esta incerteza à volta de Aaron Rodgers faz com que veja esta próxima época com alguma desconfiança, sendo que para além desta novela os Packers perderam um dos melhores centers da liga, Corey Linsley e este ano o calendário será teoricamente mais difícil do que no ano passado.
Mesmo que a situação de Aaron Rodgers se resolva e este permaneça em Green Bay, é esperada uma quebra de rendimento por parte das peças que maior destaque tiveram na excelente campanha do ano passado, uma vez que tal como Rodgers, também Davante Adams e Jaire Alexander tiveram prestações históricas nas suas carreiras sendo presumível que baixem de forma, podendo os Packers ressentir-se disso mesmo, principalmente por não se terem registado aquisições de relevo.
DETROIT LIONS
“We’re gonna kick you in the teeth, and when you punch us back, we’re going to smile at you. And when you knock us down, we’re gonna get up. And on the way up, we’re going to bite a kneecap off.”
New @Lions HC Dan Campbell had quite the introductory press conference 😳 pic.twitter.com/cWJTSFtJAQ
— SportsCenter (@SportsCenter) January 21, 2021
Na época passada os Detroit Lions, comandados pelo quarterback Matthew Stafford, não foram além de um 5-11 durante a época regular, desapontando novamente os fãs da sua equipa. Os resultados altamente negativos resultaram no despedimento do treinador Matt Patricia e do general manager Bob Quinn, tendo a gota de água sido a derrota por 41-25 frente aos Houston Texans na semana 12.
Embora a época tenha ficado muito aquém das expectativas, Stafford voltou a fazer uma boa época a nível individual sendo um dos principais responsáveis pelas cinco vitórias alcançadas, com destaque para uma incrível drive para derrotar os Falcons no último segundo. Pela negativa, começo por destacar as múltiplas lesões de Kenny Golladay, o principal wide receiver da equipa, que o limitaram a apenas cinco jogos.
De seguida destaco a época desapontante do cornerback Jeff Okudah, que após ser escolhido na posição número três do Draft, fez uma época muito abaixo das expectativas no seu primeiro ano na liga, sendo um exemplo da grande dificuldade que existe na transição da faculdade para a NFL.
DECISÃO: VENDER STOCK
Após um clima de grande desilusão e negatividade nos últimos anos, a cidade de Detroit enche-se de esperança no começo desta nova fase após a chegada do novo treinador Dan Campbell, vindo dos Saints, e do novo general manager Brad Holmes, vindo dos Rams.
No final da última época, o quarterback Matthew Stafford informou a nova direção da sua vontade em sair dos Lions, ao fim de 13 anos de ligação. Pedido esse que foi acedido, seguindo-se a troca de quarterbacks com os LA Rams (a ligação de Holmes com o general manager dos Rams foi fundamental), na qual Jared Goff fez o caminho inverso, tornando-se o novo líder dos Lions, numa época em que terá muito a provar.
Dan Campbell é talvez a maior incógnita, principalmente pelas suas declarações altamente peculiares (a de cima é um exemplo perfeito disso), mas parece estar a implementar a cultura certa, de garra e crença. A vida não será fácil para Goff, uma vez que o seu grupo de wide receivers é atualmente um dos mais fracos da liga no papel.
No entanto, há a expectativa que a sua proteção seja muito boa, algo que poderá ser decisivo uma vez que Goff lida muito mal com a pressão da defesa adversária, com destaque para Frank Ragnow, um dos melhores centers da liga, e Penei Sewell, offensive tackle escolhido na pick sete do Draft, para o qual se prevê um grande futuro.
MINNESOTA VIKINGS
Dalvin Cook makes everybody miss😅
Where does the @Vikings RB rank in the NFL? pic.twitter.com/JhHDHMRNQS
— PFF (@PFF) May 13, 2021
Os Vikings terminaram a época com um saldo negativo de 7-9, bastante abaixo dos objetivos iniciais, após um péssimo início de época no qual perderam cinco dos seis primeiros jogos.
O potencial da equipa de Minnesota era muito, mas a defesa acabou por ter uma performance bastante negativa, combinando a inexperiência de alguns rookies com a lesão gravíssima do defensive end Danielle Hunter, que falhou toda a época. O ataque liderado pelo quarterback Kirk Cousins teve uma época muito boa, com os principais destaques a serem o running back Dalvin Cook, que fez uma época espetacular, sendo a arma principal dos Vikings.
Pouco atrás de Cook, mas com uma prestação igualmente admirável, ficou o wide receiver Justin Jefferson, que quebrou o recorde de Randy Moss, tornando-se o rookie com mais jardas em receções.
DECISÃO: COMPRAR STOCK
Embora esteja inclinado para esta decisão, não tenho grandes certezas da mesma. Kirk Cousins chegou a Minnesota com a expectativa de ser a peça final para elevar esta equipa e chegar ao Super Bowl. Embora o ataque tenha tido uma grande época, e dos bons números de Cousins nos últimos anos, este não tem escapado às já habituais críticas, sendo acusado de ser elevado pelos jogadores à sua volta.
No entanto, acredito que a defesa poderá ter uma performance bastante acima da conseguida na época passada uma vez que existe o talento necessário, com destaque para o regresso de Danielle Hunter, para o safety Harrison Smith, e para o linebacker Eric Kendricks, sendo estes alguns dos melhores jogadores da NFL nas suas respetivas posições.
Também é esperado que jogadores como o cornerback Cameron Dantzler tenha um salto competitivo no seu segundo ano. No ataque será essencial que a linha ofensiva tenha uma boa prestação, mas está bastante dependente da adaptação dos rookies Christian Darrisaw, offensive tackle, e Wyatt Davis, offensive guard, escolhidos no Draft.
De resto, é de esperar que o running back Dalvin Cook, e a dupla de wide receivers, Justin Jefferson e Adam Thielen, voltem a ser figuras de destaque e que haja novamente, uma grande prestação exibicional a nível ofensivo.
CHICAGO BEARS
Khalil Mack RAG DOLLS Tristan Wirfs for the sackpic.twitter.com/0DlJ4AEMp8
— PFF (@PFF) October 9, 2020
Embora a sua época pareça positiva com base no 8-8 registado na época regular e ida aos playoffs, os Bears voltaram a desapontar, algo recorrente nos últimos anos. A equipa sempre foi sendo encarada como não tendo a qualidade de jogo necessária para ser uma verdadeira ameaça nos playoffs, algo que ficou patente na derrota na Wild Card Round frente aos New Orleans Saints.
Por um lado, a defesa voltou a ser uma das principais forças da liga, sendo esta o principal motivo pela chegada aos playoffs. Destaque para mais uma grande época do edge rusher Khalil Mack, algo já habitual, assim como para Akiem Hicks (defensive end), Roquan Smith (linebacker) e Kyle Fuller (cornerback).
Por outro lado, as prestações do ataque voltaram a desiludir, principalmente as exibições de ambos os quarterbacks. Mitchell Trubisky começou e terminou a época a titular, mas mais uma vez voltou a não confirmar o potencial que lhe era atribuído quando foi a pick número dois do Draft em 2017, escolhido à frente de Deshaun Watson e Patrick Mahomes.
Já o veterano Nick Foles, que jogou durante a fase intermédia da liga também não conseguiu elevar a performance do ataque, destacando-se negativamente pela sua previsibilidade e falta de mobilidade. Um exemplo da ineficácia de ambos, é o wide receiver Allen Robinson, um dos melhores da liga, que se destacou por ser o receiver da liga com a maior percentagem de receção de passes com menor probabilidade de serem apanhados, ou seja, maus passes dos quarterbacks.
DECISÃO: MANTER STOCK
Os resultados dos últimos anos, fazem com que nesta nova época, o treinador Matt Nagy e o general manager Ryan Pace, estejam sobre grande pressão, estando dependentes do alcance dos resultados pretendidos para manterem os seus empregos.
Como consequência dessa pressão, os Bears foram altamente agressivos na sua estratégia no Draft, subindo de posição na primeira ronda, passando da pick número 20 para a 11 de modo a poderem selecionar o quarterback Justin Fields, assim como na segunda ronda em que subiram para escolher Teven Jenkins, offensive tackle.
O interesse por Fields caiu abruptamente nas semanas anteriores ao Draft, algo que o fez ser apenas o quarto quarterback escolhido. No entanto, este tornou-se na principal esperança da massa adepta que acredita que se tornará no futuro deste franchise, que sempre foi liderado por grandes defesas, não tendo quarterbacks de grande nível na sua história.
Todavia, todos os sinais apontam para que seja Andy Dalton, chegado após uma breve passagem pelos Dallas Cowboys, o quarterback titular pelo menos no início da época, enquanto Justin Fields se adapta e evolui. Acabo por ter bastantes desconfianças não só por este motivo, como também pela saída de jogadores muito importantes, nomeadamente o cornerback Kyle Fuller, e o offensive tackle Charles Leno.
Espero que tenham tido uma boa leitura, e até ao próximo artigo!









