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Numa semana marcada por várias surpresas na NFL, a maior ficou guardada para o último jogo da jornada que colocaria frente a frente os rivais de divisão Seattle Seahawks e San Francisco 49ers.
Chargers 24-26 Raiders: Os playoffs ali tão perto
Quando muita gente acreditava que o primeiro lugar da AFC West estava reservado para Kansas City, os Raiders encontram-se, neste momento, com cinco vitórias e quatro derrotas, muito perto desse primeiro lugar.
Num jogo interessante de início ao fim, a equipa de casa entrou melhor e chegou depressa a uma vantagem de 0-10. Os Chargers iriam recuperar e chegar à vantagem 14-10, mas os Raiders iriam marcar novamente antes do intervalo colocando o resultado em 14-17.
As trocas de vantagem mantiveram-se no segundo tempo com LA a chegar ao 24-20, ao que os Raiders responderam, fazendo o 24-26 já perto do fim do 4.º quarto. Com Phillip Rivers (17 passes, 207 jardas, dois touchdowns e três interceções), quarterback dos Chargers, a tentar aproximar a equipa da endzone de forma a ainda conseguir a vitória, Karl Joseph conseguiu uma interceção que fechou o resultado e deu a vitória a Oakland.
Ravens 49-13 Bengals: Com Jackson fica mais fácil
Depois de baterem os New England Patriots na última jornada, Baltimore encontrava agora o outro lado do espetro, ao enfrentar a única equipa da NFL que ainda não conseguiu uma vitória. Mas independentemente do adversário, Lamar Jackson encontra-se neste momento num nível que poucos quarterbacks conseguem atingir e voltou a dominar a partida.
Num jogo sem grande história, ao contrário do que tem sido comum Jackson dominou o ataque com o seu braço e não com as suas pernas. Completou 15 de 17 passes para 223 jardas e três touchdowns e terminou com a sua segunda passer rating perfeita da época (estatística que mede a eficácia de passe), igualando o recorde de Bem Roethlisberger.
Com esta vitória, os Ravens ficam agora com sete vitórias e duas derrotas e continuam como uma das equipas mais perigosas da liga. Lamar mantém-se na luta pelo título de MVP e continua a afirmar-se como um dos melhores quarterbacks da liga. Já os Bengals passam para nove derrotas e zero vitórias e ficam cada vez mais perto da primeira escolha do Draft.
Browns 19-16 Bills: Ponto de viragem?
Os Cleveland Browns voltaram às vitórias frente a Buffalo num jogo bastante diferente do que o resultado pode indicar.
Os Browns começaram a vencer, mas a falha na marcação do ponto extra permitiu aos Bills passar para a frente do marcador a abrir o segundo quarto. Contudo, seria mesmo Cleveland na frente ao intervalo, fruto de um field goal de Austin Seibert.
No segundo tempo, a luta pelo resultado iria manter-se, mas chegando ao último quarto era a equipa da casa na frente por 16-19. Buffalo tinha a oportunidade de levar o jogo para prolongamento, mas Stephen Hauschka falhou um field goal a 53 jardas e assim a equipa de Baker Mayfield conseguiu a sua terceira vitória na época.
Apesar da vitória, o conjunto de Freddy Kitchens teve uma exibição muito fraca no plano ofensivo. Ao longo do jogo, o ataque de Cleveland teve dez oportunidades para marcar já nas cinco jardas de Buffalo e de todas essas tentativas apenas conseguiu três pontos. O head coach dos Browns continua sem mostrar capacidade de coordenar o ataque e começa a ficar sem tempo.
Lions 13-20 Bears: Finalmente Trubisky
Sem Mathew Stafford, os Lions perderam frente aos seus rivais de divisão num jogo onde Mitchell Trubisky teve uma das suas melhores exibições da época com 16 passes em 23 para 173 jardas e três touchdowns.
Contudo, e apesar dos bons números, a vitória de Chicago poderia ter ido por água abaixo quando o seu ataque foi obrigado a sair por três vezes seguidas já no último quarto por não ser capaz de conseguir atingir o primeiro down.
Este foi o primeiro jogo de 2019 que Stafford falhou enquanto titular devido a uma lesão nas costas e caso se trate de uma ausência prolongada, Detroit vai ter dificuldades em vencer jogos. O quarterback suplente Jeff Driskel teve uma exibição melhor do que se poderia esperar, com 27 passes em 46 tentativas para 269 jardas, um touchdown e uma interceção, mas não parece ser o suficiente para liderar uma equipa que mostra muitos buracos tanto no ataque como na defesa.
Giants 27-34 Jets: Jets vencem derby de NY
Duelo entre equipas do fundo da tabela, os Jets venceram os Giants e conseguiram a sua segunda vitória da época, afundando ainda mais os rivais da cidade.
Com a defesa a assumir um papel determinante, especialmente o safety Jamal Adams, os Jets depressa conseguiram uma vantagem de 0-14. Daniel Jones respondeu e marcou dois touchdowns para deixar o resultado em 13-14, mas a tentativa de dois pontos para passar para a frente falhou e assim ao intervalo o marcador assinalava 13-14.

Fonte: NY Jets
O segundo tempo começou com Adams a atingir Jones e a levar a um fumble que o próprio recuperou e levou até à endzone, marcando e deixando o resultado em 13-21. O rookie não se deixou intimidar e marcou dois touchdowns para deixar os Giants na frente pela primeira vez, mas os Jets iriam recuperar e conseguiram uma difícil vitória.
Apesar da derrota, Jones voltou a mostrar indícios de que os Giants têm um quarterback de futuro ao terminar com 26 jogos em 40 tentativas, 308 jardas e quatro touchdowns.
Chiefs 32-35 Titans: Só Mahomes não chega
Com o MVP em título, Patrick Mahomes estava de volta depois de dois jogos parado por uma lesão no joelho. Os Chiefs perderam frente a Tennessee, mas em nada se pode culpar o quarterback.
Mahomes entrou com tudo e terminou o jogo com 36 passes em 50 tentativas, 446 jardas e três touchdowns, mas, mais uma vez, o grande problema da Kansas City foi a sua defesa, que permitiu que Derrick Henry, running back dos Titans, corresse para 188 jardas e dois touchdowns.
Contudo, e apesar da exibição de Mahomes, a figura foi mesmo Ryan Tannehill. O quarterback de Tennessee, que desde que substituiu Marcus Mariota, conseguiu três vitórias e uma derrota, esclarecendo grande parte das dúvidas que existiam sobre quem deveria tomar o leme do ataque.
Quanto ao jogo em si, Tannehill conseguiu colocar os Titans na frente do marcador por 32-35, mas os Chiefs podiam ter levado o encontro para prolongamento, mas Joshua Kalu impediu o pontapé e garantiu assim a vitória da sua equipa.
Cardinals 27-30 Buccaneers: Inexperiência foi chave
Kyler Murray jogou, fez jogar, e perdeu frente a uma equipa de Tampa Bay, que, um pouco “às três pancadas”, conseguiu a sua terceira vitória.
Numa partida marcada por várias mudanças de liderança, ao intervalo era a equipa da casa na frente por 13-17. A vantagem iria aumentar para 13-20, mas Arizona conseguiu empatar e chegou mesmo à frente do marcador por 27-23 já no último período.
Contudo, e numa numa noite que estava a ser bastante positiva para Murray, este permitiu uma interceção (a sua primeira desde a semana 4) que deu a oportunidade a Tampa Bay de marcar e vencer o encontro.
Esta vitória pode ser caracterizada por “às três pancadas” por tudo aquilo que correu mal aos Buccaneers. Jameis Winston, quarterback da equipa da casa, completou 30 passes em 48 tentativas para 358 jardas, um touchdown e duas interceções. Apesar do número de jardas, o quarterback de Tampa Bay não foi sempre certeiro e beneficiou de várias faltas defensivas de Arizona para fazer o seu ataque avançar, mas no final a verdade é que conseguiu o mais importante: uma vitória.
Falcons 26-9 Saints: A defesa apareceu
Num duelo de extremos, os Falcons – que entravam nesta jornada com apenas uma vitória – bateram de forma convincente os Saints – que entravam neste jogo com apenas uma derrota.
Frente a um dos melhores ataques da liga, a defesa de Atlanta teve a sua melhor exibição da época ao reduzir os Saints a apenas três field goals e zero touchdowns.
Para se perceber bem a exibição defensiva dos Falcons, Alvin Kamara, um dos running backs de elite da NFL, terminou o jogo com apenas 24 jardas (New Orleans terminaria com um total de 52 jardas em corrida).
Tal como o treinador Sean Payton disse no final, os Saints não jogaram bem o suficiente para vencer ninguém e veem agora os Packers à sua frente.
Dolphins 16-12 Colts: Tanking? Parece que não
Os Miami Dolphins parecem ter mudado de rumo e abandonado a luta pela primeira escolha do Draft 2020 ao conseguirem a sua segunda vitória consecutiva.
Frente a uma equipa de Indianapolis assolada por lesões – o quarterback Jacoby Brissett ficou de fora por lesão no joelho e os principais wide receivers T.Y Hilton e Parris Campbell não jogaram por lesões no gémeo e mão, respetivamente – Miami conseguiu ganhar uma vantagem confortável que os Colts ultrapassaram no início do quarto período quando fizeram o 10-12.
Os Dolphins responderam de imediato com um field goal para fazer o 13-12 e depois de uma interceção voltaram a rematar aos postes fazendo o 16-12 final.
Rams 12-17 Steelers: Rams sem gás?
A aquisição de Minkah Fitzpatrick por parte dos Steelers parece cada vez mais a troca do ano e revolucionou a sua defesa. Pela segunda jornada consecutiva o safety foi determinante para o resultado final, desta vez ao conseguir uma interceção (que selou o resultado) e recuperar um fumble que retornou para um touchdown.

Fonte: Pittsburgh Steelers
Mas mais que exibição defensiva de Pittsburgh, o mais chocante foi a falta de intensidade no ataque dos Rams.
Depois de ter chegado ao Super Bowl na época passada apoiada num ataque criativo e entusiasmante, este ano Sean McVay parece ter perdido inspiração e aquilo a que assistimos é um ataque lento e sem opções. Jared Goff terminou o encontro com 22 passes em 41 tentativas para 243 jardas, zero touchdowns e duas interceções.
LA encontra-se agora em terceiro da sua divisão com cinco vitórias e quatro derrotas e parece ter o objetivo da época – os playoffs – em risco.
Panthers 16-24 Packers: Defesa congela McCaffrey
Foi num Lambeau Field coberto de neve que os Packers conseguiram a sua oitava vitória, ultrapassando assim os Saints.
Apesar de uma noite menos boa de Aaron Rodgers (17 passes em 29 tentativas para 233 jardas, zero touchdowns e zero interceções), o ataque de Green Bay continuou a fluir, mas desta vez através de Aaron Jones que marcou três touchdowns, correndo para 93 jardas em treze tentativas.
Apesar da derrota, Kyle Allen voltou a ter uma boa exibição e continua a fortalecer a sua candidatura para o lugar de quarterback titular na próxima época – todos os indícios apontam para que Cam Newton seja trocado.
Vikings 28-24 Cowboys: Equipa técnica de Dallas volta a falhar
No último jogo de domingo, Minnesota bateu os Cowboys em Dallas num jogo que fica marcado pelas escolhas do coordenador ofensivo dos Cowboys numa altura decisiva do jogo.
Com Dak Prescott a ter um dos melhores jogos até à data em termos de passe – 28 passes em 46 tentativas, 397 jardas, três touchdowns e uma interceção – e a sua equipa a perder por quatro já perto do final, o coordenador ofensivo dos Cowboys, Kellen Moore, decidiu alterar a estratégia que tinha funcionado até então. Já dentro das vinte jardas de Minnesota, Moore decidiu deixar de apostar no passe, que até então tinha funcionado, e começar a utilizar a corrida de Ezekiel Elliott.
A defesa dos Vikings conseguiu lidar facilmente com esta mudança e impediram Dallas de marcar, selando assim nova vitória, a sua sétima.
Mais uma vez, o problema dos Cowboys tem sido fora do relvado, com inúmeras situações de má gestão por parte da sua equipa técnica.
Seahawks 27-24 49ers: O jogo do ano
No último jogo da jornada, víamos um dos duelos de divisão mais intensos da NFL. De um lado os Seattle Seahawks de Russel Wilson, cada vez mais o favorito a MVP. De outro, tínhamos os invictos San Francisco 49ers que chegavam a este jogo com uma das melhores defesas da Liga. Razões não falavam para ser um dos melhores jogos da época e nenhuma das equipas desiludiu.
Quando mais se precisava, a defesa de Seattle apareceu e de que forma. Mas começando pelo início, San Francisco começou melhor e terminou o primeiro quarto na frente por 0-10. Os Seahawks reduziram no segundo quarto e no terceiro período conseguiram mesmo passar para a frente por 14-10. Tudo ficou pior minutos depois quando Jimmy Garoppolo foi atingido e perdeu a posse da bola recuperada por Jadeveon Clowney.
Seattle aproveitou da melhor forma e no ataque seguinte voltou a marcar colocando o resultado em 21-10 à entrada do último quarto. Contudo, esta equipa dos 49ers não baixou os braços e voltou à discussão do jogo reduzindo para 21-18 e minutos depois conseguindo o empate a 21.
FINAL: The @Seahawks hand the 49ers their first loss in an OT thriller! #SEAvsSF #Seahawks
(by @Lexus) pic.twitter.com/BlJgDwokGF
— NFL (@NFL) November 12, 2019
O equilíbrio manteve-se e ao apito final o resultado era de 24-24 obrigando a prolongamento – as preces dos amantes da NFL haviam sido ouvidas – e nenhuma das equipas queria a derrota.
Num prolongamento marcado pela intensidade, os adeptos dos Seahawks tremeram quando o seu quarterback lançou uma interceção que permitiu aos 49ers ganharem posição para um field goal. No entanto, McLaughlin falhou o pontapé para desespero dos seus adeptos.
Com uma frieza assustadora, Wilson voltou a ter a bola nas suas mãos e orquestrou um drive que em sete jogadas percorreu quarenta jardas e deixou o kicker Meyers em posição de bater o field goal da vitória. E ao contrário do que acontecera com McLaughlin, o kicker de Seattle acertou entre os postes garantindo a vitória.

Fonte: NFL
Quando se achava que Jackson se aproximava na corrida pelo prémio de MVP, Wilson voltou a mostrar a todos a sua capacidade e ficou muito perto de garantir a distinção. Os Seahawks entregam assim a primeira derrota aos 49ers num jogo que se tornou num clássico instantâneo.
Foto de Capa: Seattle Seahawks
Revisto por: Jorge Neves










