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Todas as gerações têm os seus heróis, todas as eras têm jogadores que acabam por nos fazer sonhar e jogadores que se tornam ícones mundiais e inesquecíveis. Foi assim ao longo das últimas duas décadas, com Tom Brady e antevemos que seja assim nas próximas décadas com Patrick Mahomes.

Como tal, o Super Bowl LV, será um jogo especial. Este é um encontro para o qual as expectativas já costumam ser elevadas, mas este marca um jogo onde a presença destes dois ícones, destes dois jogadores que marcaram e marcarão gerações, nos faz antever um jogo incrível.

Mas este jogo incrível, entre dois talentos ímpares, é possível porque duas equipas fizeram o seu percurso até este momento, com vitórias e algumas derrotas, mas sempre com a mentalidade certa – a de acreditar.

PERCURSO DOS TAMPA BAY BUCCANEERS

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A viagem dos Tampa Bay Buccaneers até este jogo foi pautada por altos e baixos. Durante a fase regular venceram 11 jogos e perderam outros cinco. Dos jogos que perderam, três deles foram por apenas uma posse, incluindo o jogo contra os Kansas City Chiefs na semana 12. O grande arquirrival, equipa que os venceu duas vezes (ambos os jogos por mais de uma posse) foram os New Orleans Saints de Drew Brees, mas já lá iremos, porque onde realmente conta, o resultado foi diferente.

Essa montanha russa de resultados dos Buccaneers culminou com uma excelente subida de forma. Uma excelente sequência de quatro vitórias consecutivas no final da fase regular deixou esta equipa dos Buccaneers como um equipa “quente” para a fase de playoffs.

Nos playoffs, o caminho dos Buccaneers passou por viajar para fora de casa, ironia das ironias, culmina com o Super Bowl na casa deles, um feito ímpar na NFL pois nunca antes tinha acontecido.

Na viagem até à capital dos Estados Unidos, tiveram de superar uma improvável equipa de Washington, que só ter chegado aos playoffs foi uma vitória. Os Buccaneers conseguiram vencer (31-23), ainda que talvez de uma forma algo sofrível. Seguiu-se uma viagem até New Orleans, para defrontar os seus rivais, a equipa que os tinha vencido duas vezes na fase regular, como mencionado, e jogo para o qual os Buccaneers eram vistos como underdogs.

A surpresa foi consumada e os Buccaneers venceram de forma segura (30-20), naquele que poderá ter sido o último encontro entre Brady e Brees no relvado, se assim for, termos tido direito a três embates entre ambos ao longo da temporada, foi uma bonita despedida.

O final de conferência da NFC seria uma viagem até ao mítico Lambeau Field para defrontarem os Green Bay Packers de Aaron Rodgers. Se o duelo com Brees foi um duelo histórico, um duelo com Rodgers, num final de conferência, em Lambeau Field, ganhava contornos de uma utopia e que seria certamente inesquecível. E, as expectativas foram cumpridas, um jogo disputado até ao final, vitória para os Buccaneers (31-26) com Tom Brady a ter uma exibição de “duas caras” mas onde foi capaz de no final segurar a vitória e carimbar o seu 10.º Super Bowl em 21 anos de carreira.

Mas, enquanto tudo isto aconteceu na NFC, do outro lado, na AFC, os Kansas City Chiefs também percorriam o seu percurso e desenhavam a sua história…

Foto de Capa: NFL

Artigo redigido por André Amorim, comentador Eleven

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