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Os protagonistas nas Modalidades em 2020

Redação BnR · 20 min

Foto: KTM Tech 3

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2020 foi, sem dúvida um ano de muitos desafios. Seja para os profissionais de saúde e líderes do mundo, seja para nós todos aí em casa. Porém, não nos podemos esquecer do quão difícil também foi para os nossos atletas profissionais, sejam os nossos portugueses ou os internacionais por aí fora.

Neste contexto, antes de apresentar este artigo, fazemos uma pequena nota a todos os profissionais do Desporto, que tiveram a coragem e a motivação para fazer com que 2020 não fosse apenas um ano para esquecer, mas sim para se superarem cada vez mais na sua modalidade.

Sendo assim, reunimos toda a nossa equipa de Redatores e Colaboradores, e juntamos os protagonistas de 2020 (sejam atleta do ano, seja equipa do ano) de mais de 20 Modalidades que cobrimos, aqui, no Bola na Rede.

A equipa de Modalidades do Bola na Rede deseja um Feliz Ano Novo a todos!

Foto de Capa: KTM Tech 3

ANDEBOL

Fonte: FAP

Seleção Nacional Masculina de Andebol – O ano 2020 ficará para sempre marcado na história do andebol português, e muito se deve a uma equipa: a seleção nacional masculina.

Os comandados de Paulo Pereira são a figura do ano para o andebol português pelos feitos conseguidos no Campeonato da Europa 2020, o regresso de Portugal a uma grande competição depois de um interregno de 14 anos.

Com uma das melhores gerações da história do andebol luso – e sem o lateral-esquerdo Gilberto Duarte, que falhou a competição por lesão – Portugal terminou o Europeu em sexto lugar, a sua melhor classificação de sempre. Para lá chegar, os “Heróis do Mar” conseguiram bater a seleção francesa na fase de apuramento (passando em segundo lugar), e já na fase final, foram capazes de ultrapassar equipas como a França (novamente), uma das crónicas favoritas a vencer todas as competições em que está inserida, Suécia, um país com uma rica história no andebol, e ainda a Hungria e a Bósnia-Herzegovina.

Mais ainda, 2020 fica marcado pelo apuramento para o Mundial 2021, que se irá realizar no mês de Janeiro e onde Portugal pode surpreender novamente, e ainda o possível apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio, dois passos históricos para o andebol nacional, que enfrenta em período de ouro com bons resultados ao nível internacional, mas também em competições de clubes.

Com um misto de juventude e experiência, a seleção portuguesa é, atualmente, uma das mais respeitadas  da Europa, com vários atletas a destacarem-se nas melhores ligas do mundo, casos de Gilberto Duarte, Alexis Borges ou Pedro Portela, mas também muito talento jovem que se tem vindo a afirmar na alta roda do andebol internacional, como Luís Frade, Alexandre Cavalcanti, Miguel Martins ou André Gomes.

Os feitos do Europeu já passaram, mas Portugal está a dar os passos certos para um futuro risonho, e 2020 foi fundamental para que tal fosse possível.

Leonardo Costa Bordonhos e Pedro Palma

ATLETISMO

Yulimar Rojas (Venezuela) – A venezuelana Yulimar Rojas não é das atletas mais ativas no circuito. Todos nos recordamos da temporada indoor em 2018, quando tinha zero saltos antes dos Mundiais de Birmingham e lá chegou para renovar o seu título mundial de Triplo Salto. 2020 não não foi um ano de muita competição para ninguém, ainda assim, nas quatro competições que realizou no Triplo, venceu todas. Mas claro que o seu grande feito foi alcançado logo em Fevereiro, em Pista Coberta, quando saltou 15.43 metros em Madrid! A marca tornou-se no novo recorde mundial indoor e passou também a ser a 2a melhor marca da história (ar livre e pista coberta), estando agora a apenas 7(!) centímetros do recorde mundial da ucraniana Inessa Kravetz, que dura desde 1995. Com quatro títulos mundiais (dois ao ar livre e dois em pista coberta) e uma Prata nos Jogos do Rio, Rojas tem tudo para chegar à glória olímpica já em Tóquio.

Fonte: World Athletics

Mondo Duplantis (Suécia) – O jovem sueco já tinha ganho o seu estatuto entre a elite da Vara há algum tempo. Batendo vários recordes de idade em categorias mais jovens, quando chegou a sénior, logo provou que não seria um daqueles casos de jovens promessas, que não vingam quando se profissionalizam. O fantástico concurso nos Europeus de Berlim, em 2018, com os seus 6.05 metros a darem-lhe o título europeu (na altura, ainda com 18 anos), provaram que tínhamos algo especial em Duplantis. Em 2019 foi Prata nos Mundiais do Qatar, mas foi em 2020 que saltou mais do que algum outro ser humano alguma vez tinha feito.

A 8 de Fevereiro, em Torun (Polónia), bateu o recorde mundial da Vara, com um salto de 6.17 metros e uma semana depois melhorou para 6.18 em Glasgow, na Escócia. Ainda haviam os resistentes que diziam que um recorde indoor não deveria ser considerado o recorde absoluto da disciplina (hoje é oficialmente, embora também tenhamos dúvidas de que deva ser). O sueco dissipou todas as dúvidas quando em Setembro, em Roma, ainda com 20 anos, saltou 6.15 metros ao ar livre, passando essa a ser a melhor marca de sempre outdoor, feito que pertencia ao histórico Sergey Bubka desde 1994. Hoje não há dúvidas, Duplantis já está na história do desporto.

Pedro Pires

BASQUETEBOL NACIONAL

Fonte: Bola na Rede

Sporting CP – Tem sido, de forma indiscutível, uma das equipas mais fortes e consistentes em Portugal. Com a sua formação super recente, dado que só voltaram à Liga na época de 2019/20, o Sporting CP estava muito bem encaminhado na luta pelo campeonato, não fosse a pandemia a razão da suspensão do mesmo. No ano de 2020, os leões perderam apenas um jogo, e a contar para a qualificação da Champions League, e esse dado demonstra bem a qualidade da equipa treinada por Luís Magalhães. Venceram a última Taça de Portugal disputada, montaram uma grande equipa que pode perfeitamente a vir dar frutos num futuro próximo e têm uma montra na Europa à espera.

Andreia Araújo, Clara Maria Oliveira, Diogo Silva, Filipe Torres, Martim Rodrigues de Almeida e Vicente Tigre Avelar

CICLISMO

Anna van der Breggen – A época começou lenta para a craque holandesa, mas no pós-confinamento aqueceu. Primeiro, foi o título nacional e o título europeu de crono e depois veio o Giro.

Desta feita, estava a dar luta a van Vleuten, mas a vantagem da compatriota desapareceu com uma queda e Anna van der Breggen aproveitou para conquistar a sua terceira Grande Volta. A jóia de coroa veio nos Mundiais, com a dobradinha, chegando finalmente ao arco-íris no contrarrelógio (após quatro pratas) e conquistando a solo o segundo título de fundo.

Mas, uma das suas mais impressionantes exibições nem foi numa vitória própria. Um jogo tático soberbo na Ronde van Vlaanderen deu de bandeja o triunfo à colega de equipa Chantal Blaak e mostrou quem é a patroa do pelotão feminino.

Fonte: La Vuelta

Primoz Roglic – O ciclista Primoz Roglic foi sensacional esta temporada. A sua época só começou em junho, nos campeonatos nacionais da Eslovénia, mas ainda foi a tempo de chegar a diversas conquistas. Acabou por vencer a prova de fundo do campeonato nacional, seguiu-se o Tour de l´Ain, na França, onde venceu duas etapas e a geral. Uma semana depois, o esloveno encontrava-se no primeiro posto da geral, no Critérium du Dauphiné, mas uma queda levou ao seu abandono.

Ainda em França, agora no Tour, fez uma prova excelente, onze dias de amarelo, mas acabou por perder a liderança no último de decisões, no contrarrelógio final. Acabou no segundo lugar da geral, mas ficou a saber a pouco.

André Filipe Antunes, José Baptista e Ricardo Rebelo

CRÍQUETE

Trent Boult – Nos últimos dois anos, o neo-zelandês tem-se assumido como o principal lançador da sua geração. Se em 2019 foi uma das grandes estrelas do Mundial (que a sua seleção só perdeu na final), 2020 trouxe com a pandemia menos oportunidades, mas Boult agarra-ou a que teve, brilhando na IPL na sua estreia pelos Mumbai Indians.

Fulcral em toda a campanha dos Indians, ajudou a equipa de Mumbai a revalidar o título, contando 25 wickets, muitos deles madrugadores e, assim, estrategicamente importantes. Finalmente, voltou a brilhar na final e fez os Delhi Capitals arrependerem-se do terem trocado, sendo considerado o homem do jogo.

Numa modalidade em que são os batedores os mais vistosos, Trent Boult tem – em conjunto com Rabada e Bumrah – dado um novo estrelato aos lançadores.

José Baptista

DESPORTOS DE INVERNO

Halvor Egner Granerud – O final do ano civil e início da época desportiva 2020/2021 marcou aquele que parece ser o aparecimento de uma nova estrela nos saltos de ski.

O norueguês de 24 anos era quase um desconhecido, com poucos resultados de relevo em provas da Taça do Mundo, onde o seu melhor resultado na Geral havia sido um 15.º em 2018/2019, mas esta época tudo mudou e, para já, tem sido o melhor do mundo.

Das sete provas já realizadas da Taça do Mundo, Granerud conquistou cinco, liderando a Geral já com uma boa margem para os principais candidatos, e nos Campeonatos do Mundo de Ski Flying somou um ouro coletivo e uma prata individual. Se este sucesso é para manter ou se foi algo meramente ocasional, só o futuro o dirá, mas já certo é que o surpreendente avanço qualitativo do saltador marcou 2020.

Diogo Rodrigues e José Baptista

DESPORTOS MOTORIZADOS

Fonte: United Autosports

Filipe Albuquerque – Até parece fácil. Até parece que todos o conseguem, que é só sentarmos o “rabo” no carro e toca a andar. Garanto-vos que não é! É das coisas mais difíceis. Imaginem agora fazer durante 24h, 12h, 8h e por aí a fora. E sim, o Filipe conseguiu. Foi campeão do mundo de resistência (WEC) na categoria LMP2, uma das mais competitivas do Campeonato do Mundo. Com o mesmo carro, foi campeão europeu de resistência (ELMS). Venceu as 24h de Le Mans na categoria LMP2. As aventuras nos “States” vão-se multiplicando e agora, o piloto de Coimbra só tem de apontar alto!

Parece fácil, mas não o é! São horas e horas de trabalho e garanto-vos que o sacrificio deve ter sido imenso. Mas, o homem continua humilde. E agora, que nos habituou mal, queremos mais vitórias!

Angelina Barreiro, Carolina Neto, David Pacheco, Helena Escaleira e Luís Manuel Barros

eSPORTS

Fonte: FPF

TiagoAraujo10 (FIFA) – Inúmeras pessoas destacam-se na sua área e no caso do Gaming, em Portugal, há um nome que sobressalta à vista de todos: Tiago Araujo.

Conhecido por ‘TiagoAraujo10’ no universo do FIFA, este jogador de 24 anos é o primeiro de sempre em Portugal a ganhar duas provas seguidas (FPF Esports Masters By MEO e FPF Open Challenge By LG).

O ex-For The Win venceu a FPF Masters da MEO em julho com uma vitória por 4-1 na final frente a Gonçalo “Troppez” Brandão.

Meses depois, em dezembro, ‘TiagoAraujo10’ participou e ganhou o FPF Open Challenge By LG onde disputou a final frente a ‘ZeDiogo19’, jogador do Sporting CP, e venceu por 4-3 com um golo aos 88 minutos. Assim, Tiago Araujo confirmou o 1º lugar no ranking nacional de FIFA.

Renato Gouveia Dias

FÓRMULA 1

Fonte: Mercedes AMG-F1

Lewis Hamilton (Mercedes) – 2020 foi um ano complicado de gerir, mas também foi o ano em que se bateram recordes. Nisto, o piloto do ano não poderia deixar de ser Lewis Hamilton, pois se houve recordes que foram batidos, foram por obra deste homem.

O piloto britânico, para além de ter conquistado o seu sétimo campeonato do mundo, igualou a marca de Michael Schumacher no que toca a essa matéria, podendo muito bem, em 2021, bater essa marca.

Lewis Hamilton ainda conseguiu bater, e bem, a marca, também de Michael Schumacher, de 91 vitórias na Fórmula 1. Neste momento, o piloto britânico está com 95 vitórias.

Para além dos recordes, o piloto britânico teve um ano de sonho. Mais uma vez, mostrou-se um piloto capaz e merecedor de títulos, dominando por completo a temporada de Fórmula 1 de 2020, com 11 vitórias em 17 corridas.

Angelina Barreiro, David Pacheco e Luís Manuel Barros

FÓRMULA E

Fonte: Formula E

António Félix da Costa – Esta não é uma escolha baseada no patriotismo, tem como base, uma das temporadas mais dominantes da ainda jovem história da Fórmula E.

Esta não foi uma temporada tão louca e imprevisível como a anterior, e a grande razão para tal, foi a fantástica consistência de António Félix da Costa, aliada a alguns fins-de-semana onde trucidava por completo toda a oposição.

Quando se fez as contas finais, foram 71 pontos de diferença para o segundo classificado Stoffel Vandoorne (Mercedes), uma vantagem esmagadora, inédita na Fórmula E.

Angelina Barreiro, David Pacheco e Luís Manuel Barros

FUTEBOL DE PRAIA

Fonte: Sporting CP

Sporting CP – Em 2020, os leões quebraram a hegemonia do SC Braga na modalidade. Na Nazaré, os verdes e brancos realizaram uma fase final sem qualquer derrota e garantiram o título pela terceira vez na história do clube, depois de 2010 e 2016. Apesar de não terem realizado a melhor fase regular, surpreenderam quando era necessário vencer.

À boleia do melhor marcador da competição, Edu Suarez (15 golos), os leoninos venceram o SC Braga (4-0) logo no jogo inaugural. Seguiram-se vitórias frente ao GD Chaves (5-3) e a CB Loures (6-3). Com a qualidade demonstrada na fase final, o Sporting CP sagrou-se campeão nacional de Futebol de Praia.

Clara Maria Oliveira

FUTSAL

Inter Movistar – Continuamos na toada do futsal do país vizinho. Apesar de ter havido troca no comando técnico do clube madrileno, o novo ciclo abriu logo com um troféu e com a conquista do campeonato nacional, numa final muito emotiva e disputada contra o Viña Valdepeñas.

Eduardo Nunes e João Pedro Barbosa 

HÓQUEI EM PATINS

Sporting Clube de Portugal – Depois de ter sido criada em 2019/20, as leoninas têm muito trabalho a fazer para acabar a hegemonia nacional dos rivais da Segunda Circular. No entanto, já conseguiram quebrar a invencibilidade dos rivais de sete anos, nas competições nacionais. O campeonato feminino de hóquei em patins promete aumentar a competitividade e subir de nível!

SL Benfica – Num ano em que apenas foi concluída uma competição, destaque para os encarnados. O Benfica venceu a única competição nacional concluída, a nova Taça 1947. Para além do mais, foi a equipa que estava em primeiro lugar, na época 2019/2020 que acabou por ser anulada. No entanto, já esta época os sinais não são tão animadores com os comandados de Alejandro Dominguez a seguirem em quinto lugar, no campeonato, a 10 pontos do líder (com menos dois jogos), o Sporting.

Clara Maria Oliveira, João Pedro Barbosa e Pedro Filipe Silva

MOTOGP

Fonte: MotoGP

Miguel Oliveira – A temporada de 2020 no mundial de motociclismo foi tão atípica, como emocionante. Com Marc Márquez fora do baralho, vários pilotos tiveram a janela aberta para se destacarem… entre eles, esteve Miguel Oliveira.

O português cruzou a meta em primeiro lugar, por duas vezes esta época – no GP da Estíria e no GP de Portugal.  Duas corridas de cortar a respiração, onde a inteligência foi rainha e Oliveira mais forte do que todos os restantes rivais.

O agora ex-piloto da KTM Tech  3 aprimorou as suas remontadas e andou sempre entre o top5 e o top10. Tendo terminado a temporada, aliás, no nono lugar da classificação geral do mundial de motociclismo com 125 pontos – a apenas, 46 pontos do campeão do mundo, Joan Mir.

O português voa agora até à equipa oficial da KTM com a promessa de um título de campeão em breve.

Carolina Neto e David Pacheco

NATAÇÃO

Rikako Ikee – O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 não foi mau para todos. Para Rikako Ikee, é uma segunda oportunidade de poder competir nas Olímpiadas no seu país.

A nadadora do país do sol nascente foi uma das principais atletas utilizadas para fazer propaganda às Olímpiadas, mas a jovem teve que abandonar temporariamente a modalidade devido a uma leucemia e parecia impossível competir em Tóquio.

Por isso, este ano foi também marcado pela sua história e recuperação e com os Jogos adiados para 2021, a nadadora, que já retomou a competição, pode ainda sonhar com essa possibilidade.

José Baptista

NBA

Fonte: NBA

LeBron James – Depois de tudo o que alcançou este ano, Lebron James é, sem qualquer dúvida, o Atleta do Ano.

James liderou os Lakers ao 17.º título, empatando o recorde dos Celtics, em outubro durante uma temporada ímpar, em que a maior parte da época decorreu dentro de uma “bolha” em Orlando. Foi o quarto título e o quarto prémio de MVP das finais para o jogador de 35 anos. Foi o primeiro jogador da história da NBA a ganhar um título e um MVP das finais com três equipas diferentes.

Para além de tudo o que alcançou dentro do campo, Lebron tem sido uma das principais vozes contra a injustiça social e a brutalidade policial e antes das eleições presidenciais, criou a organização “More Than A Vote” para combater a constante anulação dos votos das minorias americanas.

Andreia Araújo, Clara Maria Oliveira, Diogo Silva, Filipe Torres, Martim Rodrigues de Almeida e Vicente Tigre Avelar

NFL

Fonte: Kansas City Chiefs

Kansas City Chiefs – Mesmo tendo sido um ano totalmente atípico, a equipa do ano não podia ser outra que não os campeões em título: os Kansas City Chiefs.

Este foi um ano em que tudo correu bem para a equipa de Andy Reid.

De início ao fim, 2020 tem sido marcado por vitórias, e tudo começou a 2 de Fevereiro, quando a equipa colocou um ponto final numa espera que durou 50 anos. Em Miami, os Kansas City Chiefs bateram os San Francisco 49ers, vencendo a segunda Super Bowl da sua história. Foi o culminar de vários anos de crescimento, de uma equipa que tem o potencial de se tornar a próxima dinastia da NFL.

Mais ainda, os campeões em título reforçaram-se bem no Draft, ao escolherem o running back Clyde Edwards-Helaire na primeira ronda, conseguiram Le’Veon Bell, fortalecendo ainda mais o seu jogo em corrida, e são os principais favoritos a vencer o título este ano, encontrando-se em primeiro lugar da Conferência Americana, com doze vitórias e apenas uma derrota.

Sem dúvida que 2020 ficará para sempre na história do franchise.

Leonardo Costa Bordonhos

RUGBY

Crusaders – Um Rugby atraente, veloz e eficaz, ora à mão, ora ao pé. Como se tal não bastasse, têm sido muitos os jovens jogadores a despontar no conjunto da lha sul, tais como Leicester Fainga’anuku, Tom Christie, Will Jordan ou Cullen Grace.

O domínio no Rugby neozelandês tem sido claro, sendo que os Crusaders venceram as três últimas edições do Super Rugby e, na presente temporada, conquistaram o Super Rugby Aotearoa.

Marco Minelli

SNOOKER

Judd Trump – German Masters, Players Championship, Gibraltar Open, Open de Inglaterra, Open da Irlanda do Norte e Grande Prémio Mundial (World Grand Prix). Estes foram os seis títulos de ranking conquistados por Judd Trump no ano civil de 2020 (cerca de meia época 19/20 e meia época 20/21).

Num ano em que Mark Selby chegou aos 19 títulos de ranking (igualando Trump – que entretanto conquistou o seu 20º, este domingo – e Neil Robertson no sexto posto de jogadores com mais provas de ranking conquistadas), em que Robertson voltou a apresentar a qualidade de jogo que o havia levado ao título mundial em 2010 e em que O´Sullivan conquista o hexa, Trump consegue, ainda assim, estar uns furos acima.

Apesar de não ter quebrado a Maldição do Crucible e tendo mesmo sido uma das deceções do Campeonato do Mundo, Judd mostrou uma constância exibicional estonteante e uma voracidade extraordinária, que lhe permitiu terminar o ano civil como o jogador do circuito com mais títulos de ranking conquistados (em 2020, entenda-se).

As conquistas permitiram-lhe, na ressaca de um 2019 fantástico (em que se sagrou campeão mundial pela primeira vez), manter a posição número um do ranking mundial, apesar do bom ano de Selby e Robertson, sobretudo. Neste momento, o melhor Judd Trump é o melhor jogador de Snooker do circuito mundial. E, em 2020, o melhor Judd Trump agraciou-nos recorrentemente com a sua presença e a sua qualidade.

Pelas exibições, pelas conquistas, pelo crescimento, pela liderança do ranking, Judd Trump é o melhor da atualidade e é a Figura do Ano BnR no que ao Snooker respeita.

Márcio Francisco Paiva

TÉNIS

Fonte: US Open

Dominic Thiem – Numa temporada atípica devido às condicionantes provocadas pela pandemia, com uma longa paragem da competição no miolo da época e com o cancelamento de alguns dos principais torneios, incluindo o mítico Wimbledon, a escolha do Tenista do Ano foi mais difícil do que o habitual.

A interrupção, que transformou uma longa temporada em duas mais curtas, fez com que praticamente todos os principais nomes da modalidade tivessem altos e baixos. Ainda assim, a escolha da equipa do Bola na Rede recaiu sobre Dominic Thiem, o atual número três do mundo.

Apesar de ter falhado de novo o título nas ATP Finals, onde superou Novak Djokovic e Rafael Nadal no caminho até à final, o austríaco de 27 anos teve em 2020 um anos para não esquecer. Afinal de contas, Thiem conseguiu finalmente corresponder ao estatuto que já há muito tinha conquistado e venceu o seu primeiro Grand Slam, depois de três finais perdidas anteriormente.

Não foi em Roland Garros, como tantos esperavam, e esteve longe de ter uma exibição convincente na final, mas a vitória de Thiem no Open dos Estados Unidos foi um importante passo em frente na carreira daquele que já é há vários anos um dos melhores e mais consistentes tenistas do circuito masculino.

Para além disso, foi ainda finalista no Open da Austrália, prova em que eliminou Nadal e levou Novak Djokovic a uma quinta partida no encontro decisivo, e mostrou a consistência de resultados que lhe é natural. Dos sete torneios em que participou nesta temporada, não incluindo a ATP Cup, apenas por uma vez saiu de cena antes dos quartos-de-final.

Por tudo isto, Dominic Thiem é o Tenista do Ano de 2020 para o Bola na Rede.

Filipe Torres, José Maria Reis e Pedro Marques dos Santos

UFC

Fonte: UFC

Deiveson Figueiredo – É o lutador com mais lutas pelo título no ano de 2020, com quatro lutas, fazendo também história na UFC para menor número de dias entre defesas do título com apenas 21 dias de diferença. As duas primeiras lutas do ano foram contra Joseph Benavidez, considerado por muitos um dos melhores Flyweights de sempre.

E, tendo em conta que a primeira luta acabou de forma duvidosa devido a uma cabeçada involuntária que levou a um consequente TKO, o rematch acontece, com Figueiredo a realizar uma das melhores performances por qualquer luta por um título, dominando por completo Benavidez e acabando por submetê-lo com um “mata-leão”.

Acaba o ano com um empate técnico contra Brandon Moreno, naquela que ficou instantâneamente nos registos de uma das melhores lutas de 2020, mantendo assim o título de campeão.

Colaboração de Duarte José Oliveira

VOLEIBOL

Fonte: SL Benfica

Marcel Matz – É inevitável e teve de o ser outra vez. Pelo segundo ano consecutivo no Bola na Rede, é Marcel Matz o escolhido como figura do ano no voleibol em Portugal. Apesar de um ano super atípico dada a pandemia, o técnico foi exemplar dentro e fora dos pavilhões.

Na quadra, Marcel Matz comandou mais de 30 jogos oficiais do SL Benfica este ano e apenas saiu derrotado por quatro vezes, tendo estes encontros terem sido a contar para as competições europeias em que a equipa esteve envolvida. Para além desse registo fantástico a nível de vitórias, venceu mais uma vez a Supertaça, o único troféu passível de ser arrecadado este ano a nível nacional porque o campeonato teve de ser dado como terminado ainda com bastantes jogos em falta.

Fora da quadra, o técnico brasileiro foi, e continua a ser, uma voz ativa para toda a comunidade, mesmo aquela que não está ligada ao voleibol. Nas suas redes sociais, Marcel não representa só esta modalidade, faz por representar todas as modalidades e causas sociais que foram soando cada vez mais por esse mundo fora. Marcel Matz foi uma das caras na luta contra a desvalorização das modalidades em Portugal, face às medidas tomadas para prevenção da pandemia, e também um daqueles que mais informação espalhou para a salvaguarda da saúde pública nacional.

Andreia Araújo

WWE

Fonte: WWE

Drew McIntyre – Anos após ter sido “o escolhido” por Vince McMahon, anos após ter abandonado a WWE, anos após ter conquistado o circuito independente, conquistou depois o NXT e este ano, finalmente, o título da WWE.

2020 foi um ano memorável para Drew McIntyre. Começou com uma vitória no combate Royal Rumble fantástico, seguiu-se a vitória contra Brock Lesnar na Wrestlemainia e a conquista do seu primeiro WWE Championship.

Protagonizou depois um reinado de 213 dias com o título, derrotando Seth Rollins, Dolph Ziggler Bobby Lashley e Randy Orton, acabando por sucumbir para este num combate Hell in a Cell bárbaro. Reconquistou o seu título no melhor combate do Raw do ano.

Excelentes combates, promos carismáticas e rivalidades memoráveis marcaram o ano de Drew McIntyre. Nesse período, passou e um lutador credível, a um verdadeiro e credível campeão.

Agora, venha 2021.

Afonso Viana Santos, Filipe Torres, Francisco Daniel Guerra e Martim Rodrigues de Almeida

Redação BnR

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Jorge Jesus chegou e Portugal voltou a jogar como uma grande seleção

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Tiago Campos · 4 min de leitura
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