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Tampa Pro 2021: Shane O’Neill de regresso às vitórias

Marco Minelli · 3 min

Tampa Pro
Foto: Confederação brasileira de Skate

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Crónica sobre Tampa Pro do bola na rede
A CRÓNICA: O’NEILL VENCEU COM DISTINÇÃO; GUSTAVO FICOU-SE PELA MEIA-FINAL

Depois de ter feito a dobradinha em 2016, ano em que ganhou quer o Tampa Pro, quer o Super Crown, Shane O’Neill voltou a vencer uma competição, depois de não se ter apurado para as finais, nem dos Jogos Olímpicos, nem do Street League. Tampa Pro

Houve presença portuguesa em Tampa, com Gustavo Ribeiro a ficar pelo caminho ainda na meia-final. O skater luso obteve um score de 73,82 que não foi suficiente para estar entre os doze finalistas. Tampa Pro

Ainda assim, conseguiu montar uma run extremamente técnica. Na minha opinião, apesar de ser um skater muito completo, o português é mais talhado para uma competição estilo Street League, isto é, com menos flow, mas mais técnica.

Já na final, Shane O’Neill foi o skater em maior destaque. Na sua run juntou manobras ora de nollie, ora de switch, com maior destaque para um switch bigspin kickflip frontboard e para um nollie heelflip backside lipslide to fakie. A velocidade e a técnica do australiano, aliados à utilização dos diversos stances, fizeram com que Shane O’Neill se destacasse claramente dos outros finalistas.

Na segunda posição ficou Kelvin Hoefler. O atual vice-campeão olímpico arriscou diversas manobras no gap to rail, destacando-se um gap to backside sugarcane grind e um gap to flip backside lipslide. Tampa Pro

No lugar mais baixo do pódio ficou Jagger Eaton. O norte americano foi, a meu ver, o skater que mais variou o seu skate, na medida em que usou todos os obstáculos do skatepark, incluindo o quarter, onde realizou um espetacular backside 360 no final da sua run.

Depois de ter ganho uma medalha de bronze em Tóquio, Jagger Eaton conquistou mais um terceiro lugar, desta feita no Tampa Pro. Esta colocação valeu-lhe um wildcard para a próxima etapa da SLS, a realizar no fim de semana de 29 e 30 de outubro.

Dos restantes finalistas, Felipe Gustavo, Lucas Rabelo e Kairi Netsuke foram os que estiveram mais próximos dos lugares cimeiros. O primeiro, montou uma run muito técnica, mas acabou por cair em todas as tentaivas, sobretudo na manobra final, um flip backside nosegrind. Já Lucas Rabelo e o japonês Kairi Netsuke mostraram um skate com muito flow e muito preciso tecnicamente, mas acabaram por cair no final das suas runs, o que acabou por manchar as suas pontuações finais.

 

SKATER DO DIA

Shane O’Neill – Depois de não se ter qualificado para as finais nas últimas competições, o australiano venceu com distinção a edição de 2021 do Tampa Pro. A meu ver, é um skater mais dotado para uma competição estilo Tampa, do que um campeonato que se decide no best trick. Tampa Pro

 

DESILUSÃO DO DIA

Chris Joslin – O norte americano tem tido azar ultimamente. No Street League, não conseguiu acertar nenhuma manobra na final, sendo que em Tampa teve a infelicidade de registar múltiplas quedas que mancharam a sua colocação final. Não obstante o oitavo lugar, Chris Joslin mostrou um skate muito rápido e agressivo.

 

BEST RUN

Shane O’Neill – Começou a sua run da melhor maneira, por meio de uma combinação que comtemplou um bigspin frontboard to fakie, um crooked nollie flip out e um nollie heel back lip to fakie. Como se não fosse suficiente, terminou com um switch bigflip frontboard. Tecnicamente perfeito, quer de nollie, quer de switch. Tampa Pro

Foto de capa: Confederação brasileira de Skate

Artigo revisto por Joana Mendes

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Marco Minelli

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