Publicidade

Linces em Hong Kong: Sem ensaios não se ganham jogos

Ana Cristina Silvério · 2 min

Linces em Hong Kong: Sem ensaios não se ganham jogos

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidades

Com algumas alterações em relação às últimas convocatórias, os Linces foram até Hong Kong participar numa das mais apaixonantes etapas do circuito mundial. António Aguilar chamou Pedro Leal, Adérito Esteves, Vasco Ribeiro, José Luís Cabral, António Vidinha, Vasco Poppe, Pedro Silvério, João Bello, Tiago Fernandes, Vasco Fragoso Mendes, Tomás Appleton e António Cortes para defrontar, na primeira fase, Austrália, Estados Unidos e Argentina.

O primeiro jogo oporia Portugal e Estados Unidos. A armada lusa revelaria pormenores interessantes, mas um ataque perdulário – como se viria a verificar em toda a etapa – castigaria os Linces, que não marcariam mais do que um ensaio, através de Tomás Appleton. Os norte-americanos aproveitariam e controlariam a partida a seu bel-prazer. 29-5, os portugueses terminavam o primeiro jogo da fase-de-grupos com uma derrota pesada, tendo em conta a exibição realizada.

No jogo seguinte, frente à poderosa Austrália, os Linces nunca ameaçariam e a vitória sorriria, com facilidade, aos australianos, ainda que Tomás Appleton, uma vez mais, realizasse, com sucesso, o toque de meta e Pedro Leal convertesse o ensaio. O resultado final, 45-7, desta vez espelharia bem o pouco engenho luso.

No terceiro e último jogo desta fase, os Linces entrariam convictos em campo e sairiam cheios de motivos para ficar desapontados com a sua performance ofensiva. Podemos dizer que tudo o que poderia ter corrido mal correria pessimamente e as várias oportunidades de marcar ensaios sairiam sempre… Furadas! Enquanto os portugueses não conseguiam atingir os pontos, os Pumas chamavam-lhes um figo e iriam construindo uma vitória sólida (26-0).

O esforço luso não obteve qualquer glória Fonte: World Rugby Sevens Series
O esforço luso não obteve qualquer glória
Fonte: World Rugby Sevens Series

Três jogos e três derrotas depois, Portugal encontrava-se nos quartos-de-final da Taça Bowl e iria encarar a Escócia. Num épico duelo disputado debaixo de chuva intensa, os Linces realizariam a sua melhor exibição de toda a etapa. Depois de uma primeira parte excepcional em termos defensivos, mas, mais uma vez nula a nível atacante, viria o balde de água fria: os escoceses marcariam o ensaio da vitória numa das poucas falhas da defesa portuguesa, com a equipa a não conseguir reagir, de forma útil, e a averbar mais uma derrota, desta feita por 5-0.

No último jogo de Portugal na etapa, e já relegado para a Taça Shield, o adversário luso seria o Canadá. Num encontro que não passaria de ”mais do mesmo” e onde Pedro Leal marcaria o único ensaio português, os Linces despediriam-se de Hong Kong com mais uma derrota – 19-5 – e uma sofrível prestação atacante, que hipotecaria toda e qualquer ambição.

Se a etapa foi (mais) uma decepção para os portugueses, a verdade é que a estreia de Tomás Appleton em jogos do circuito (nesta época) foi bastante agradável. O jovem atleta fez da sua confiança a sua melhor aliada e marcou a diferença, ora com as suas mudanças de velocidade, ora com o seu recorte técnico.

Em relação à principal competição, as Fiji disputariam a final da Taça Cup com a Nova Zelândia numa partida, como sempre, emocionante, que viria a pender para os fijianos, que, nesta altura, comandam o primeiro lugar da classificação geral do Circuito Mundial de 7s.

Foto de capa: Portugal Rugby 7s

Ana Cristina Silvério

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.