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Super Rugby Aotearoa: Chiefs e Hurricanes desiludem

Marco Minelli · 4 min

Super Rugby Aotearoa: Chiefs e Hurricanes desiludem
Foto: Super Rugby

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Na semana em que a Nova Zelândia voltou a registar casos de COVID-19, o pontapé de saída da segunda jornada do Super Rugby Aotearoa deu-se com o embate entre as duas potências do norte do país, os Chiefs e os Blues. No domingo, foi o dia de Hurricanes e Crusaders medirem forças na capital neozelandesa.

Sobre a chuva de Hamilton e sob o olhar de 24 000 adeptos, os Blues levaram a melhor sobre os Chiefs. Desde 2011 que a franquia de Auckland não vencia numa deslocação ao FMG Waikato Stadium. Por outro lado, os Chiefs não perdiam três jogos consecutivos em casa desde 2002.

Na primeira parte, os Chiefs não conseguiram tirar partido das oportunidades que tiveram. Nos primeiros minutos foram duas, com um alinhamento a cinco metros que vieram a perder e com um turnover do incansável Quinn Tupaea a dez metros da linha de meta adversária. Numa fase inicial, conseguiram dominar o jogo no aspeto do território, mas as fases estáticas estiveram muito abaixo do esperado. A defesa dos Blues, por sua vez, ia-se mostrando indisciplinada, tendo Dalton Papalii visto um cartão amarelo por um turnover que pareceu ser completamente legal. Nos primeiros quarenta minutos, os Blues concederam dez penalidades, contrastando com as três do adversário.

Apesar do domínio inicial da equipa de Warren Gatland, foram os Blues a marcar o primeiro ensaio do jogo, com um pick and go de Hoskins Sotutu debaixo dos postes. Ao intervalo, o resultado estava a favor dos homens de Leon McDonald, 9-10.

Nos segundos quarenta minutos, os visitantes mudaram a abordagem ao breakdown e conseguiram assumir o controlo do jogo. Para tal, a mudança de Beauden Barrett para a posição de médio de abertura foi essencial, uma vez que foi o responsável por adiantar os Blues no marcador, com um drop e com um pontapé aos postes, e por trazer mais intensidade à linha de três quartos da sua equipa.

Já a poucos minutos do fim, Mark Telea garantiu os quatro pontos da vitória para os Blues, com um ensaio de grande qualidade. Rucks rápidos, excelentes transmissões de bola e capacidade de aceleração do ponta, originaram o ensaio que fechou o resultado em 12-24 para os Blues.

A equipa de Auckland continua invicta na competição, ao contrário dos Chiefs que ainda não venceram. No final do jogo, os treinadores mostraram o seu desagrado em relação à interpretação dos árbitros do breakdown. Recordo que este foi o jogo com menos penalidades nesta competição, com um total de 21.

Já do lado oposto da ilha norte, na deslocação à capital, os Crusaders venceram a equipa local, os Hurricanes, num jogo que apenas ficou decidido na reta final. Apesar de não ter sido uma exibição espetacular, os Crusaders mostraram o porquê de serem a melhor equipa da competição.

O resultado de 25-39 a favor da equipa orientada por Scott Robertson não espelha o que se passou no Sky Stadium, em Wellington. Os Hurricanes, apesar da sua clara inferioridade, conseguiram aproveitar a indisciplina na avançada adversária para somar pontos através de Garden-Bachop. Ainda assim, o pragmatismo da franquia de Christchurch falou mais alto.

O jogo ficou marcado pelas sucessivas perdas de bola no alinhamento por parte da equipa introdutora. Foi precisamente assim que Sevu Reece abriu o marcador à passagem do primeiro minuto. Excelente ensaio, com os Crusaders a mostrar uma boa capacidade de circulação e manuseamento de bola, com grandes qualidades de handling à mistura.

Na primeira parte, ainda houve tempo para mais dois ensaios dos visitantes. Aos 14’, Bryan Hall, com um grubber, descobriu Braydon Ennor que, já na área de validação contrária, apenas teve de fazer o grounding. Pouco depois, um erro numa bola alta de Chase Tiatia permitiu a David Havili quebrar a linha e assistir Jack Goodhue para mais um ensaio. Ao intervalo, o resultado ditava 15-19 para os Crusaders.

Nos segundos quarenta minutos, os pontapés de Richie Mo’unga e de Garden-Bachop iam mantendo o jogo em aberto, até que, ao minuto 63, Asafo Aumua estabeleceu a igualdade no marcador. Nota para o excelente trabalho de Ngani Laumape, ao evitar a placagem de Richie Mo’unga e ao fazer um excelente offload para o talonador.

A dez minutos do fim, com o resultado em 25-25, os Crusaders conseguiram marcar mais dois ensaios convertidos, tendo sido estes da autoria de Richie Mo’unga e David Havili, garantindo, assim, a vitória por 25-39.

Destaque para a capacidade de gestão de jogo de Richie Mo’unga e para o pragmatismo da sua equipa. A meu ver, foi um dos melhores jogadores da jornada, a par de Hoskins Sotutu e Quinn Tupaea, que, apesar da derrota dos Chiefs, esteve em grande plano. Trouxe explosão no ataque à linha e conquistou dois turnovers.

Na próxima semana, os Crusaders receberão os Chiefs que, ao longo destes últimos anos, tem sido a equipa a causar mais dificuldades aos tricampeões do Super Rugby. Os Hurricanes, por seu turno, estarão isentos na jornada que se aproxima.

Foto de Capa: Super Rugby

Artigo revisto por Joana Mendes

Marco Minelli

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