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Super Rugby Aotearoa: Crusaders sagram-se campeões

Marco Minelli · 3 min

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O Super Rugby Aotearoa está decidido. Além do tricampeonato conseguido no Super Rugby, os Crusaders somam também a vitória nesta competição de cariz diferente do habitual. Desde o momento em que Scott Robertson assumiu o papel de treinador principal, a franquia de Christchurch venceu 59 dos 69 jogos realizados.

De modo a vencer a competição, os Crusaders tiveram de bater os Highlanders, que, apesar da derrota, conseguiram causar muitas dificuldades ao rival da ilha sul. Em termos defensivos, os Landers dominaram o breakdown, tendo Sio Tomkinson, Ash Dixon e Dillon Hunt sido as figuras principais neste capítulo, ao conquistar inúmeros turnovers. Além do mais, a sua line speed conseguiu, em certa medida, pressionar e limitar a utilização do espaço dos três quartos dos Crusaders, principalmente nos primeiros quarenta minutos.

As únicas oportunidades de que o conjunto da casa dispôs na primeira parte surgiram de um jogo ao pé excessivo por parte do par de médios dos Highlanders, pontapés esses que foram aproveitados pelo trio defensivo dos Crusaders para contra-atacar e ganhar metros.

Na segunda metade, viu-se um encontro jogado mais à mão, em que a linha de três quartos dos Crusaders fez a diferença nos 20 minutos finais. Depois da oportunidade desperdiçada de Bryn Hall, George Brigde conseguiu somar dois ensaios em tantos minutos, dificultando, deste modo, a tarefa do adversário, que se viu reduzido a 14 jogadores devido a uma carga alta e sem bola de Sio Tomkinson.

No capítulo da formação ordenada, os Highlanders, franquia com o pior registo da competição nesta fase estática, conseguiram equilibrar e conter o poderio do pack adversário. Crédito para a primeira linha da equipa de Dunedin que tinha vindo a mostrar algumas dificuldades neste aspeto do jogo.

Para conseguir o momentum shift, os Crusaders tiveram de se apresentar mais disciplinados na abordagem às diversas áreas do jogo nos segundos quarenta minutos. Além disto, a utilização mais eficiente da bola foi fundamental para conseguir reverter o resultado.

Sendo assim, a deslocação ao já esgotado Eden Park na próxima semana, em nada alterará as contas dos Crusaders neste Super Rugby Aotearoa. Já os Highlanders receberão os Hurricanes em Dunedin.

Foto de capa: Super Rugby

Os Chiefs, por seu turno, somaram a nona derrota consecutiva, deixando-se dominar completamente pelos Hurricanes, que realizaram o derradeiro jogo da temporada no seu estádio, diante de 22000 espetadores.

Os problemas dos Chiefs têm sido recorrentes, quer ofensiva, quer defensivamente. Quando com bola, a franquia de Hamilton não conseguiu tirar partido das oportunidades de que dispôs, dando a sensação de haver falta de criatividade na linha atrasada. Os homens de Warren Gatland apenas conseguiram ser mais perigosos quando Damian McKenzie assumiu o papel de first receiver, mas, mesmo assim, foi pouco o espaço cedido pela defesa contrária.

Do outro lado, os Hurricanes conseguiram ter mais bola e território. Aliada a esta estatística, esteve a capacidade da linha de três quartos em colocar sob constante pressão a linha defensiva do adversário, conseguindo encontrar e aproveitar o espaço deixado pela defesa, tal como aconteceu num dos ensaios de Peter Umaga-Jensen.

Já o jogo no chão foi muito disputado, sendo que Luke Jacobson esteve impecável na leitura do breakdown. A lesão de Sam Cane veio, certamente, retirar agressividade no ataque à bola no solo e explosão no transporte de bola aos Chiefs.

Assim sendo, os Chiefs realizaram uma campanha muito abaixo do esperado, somando oito derrotas em tantas partidas. Os Hurricanes garantiram a quinta vitória consecutiva, sendo que foram os únicos a conseguir vencer os Crusaders, pelo menos até à nona jornada.

Por último, Dane Coles e Shannon Frizell, são, a meu ver, os jogadores da jornada. O talonador dos Canes, além de trazer segurança ao alinhamento, é um jogador muito forte no transporte de bola, tal como o flanqueador dos Highlanders, que foi peça essencial no processo ofensivo, ao quebrar a linha em três ocasiões e ao marcar um ensaio no minuto inaugural do encontro.

Artigo revisto por Joana Mendes

Marco Minelli

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