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A terceira jornada do torneio das Seis Nações começou com os embates entre Itália e Escócia, País de Gales e França. Ontem, foi disputado o último jogo, sendo este o Inglaterra – Irlanda.
No jogo de Roma, entre Itália e Escócia, estavam as únicas seleções que não tinham qualquer vitória à entrada para a terceira jornada. Os italianos não vencem um jogo para a competição desde 2015, ano em que derrotaram os escoceses em Edimburgo. Do outro lado, a Escócia vinha de um desaire, em casa, frente aos ingleses.
Uma partida que ficou marcada pelo seu baixo ritmo e pela pouca qualidade. A equipa da casa mostrou muitas dificuldades em segurar o jogo. Já os escoceses, mostraram-se mais eficazes, tendo em Hamish Watson, Jamie Ritchie e Stuart Hogg as suas maiores ameaças. Os dois primeiros estiveram muito fortes na placagem (somando, os dois, 36 placagens, das quais zero falhadas). Já o capitão marcou um belíssimo ensaio, ao minuto 22. Quebrou a linha da vantagem e bateu três defensores transalpinos antes de fazer o grounding.

Fonte: Six Nations Rugby
A Itália conseguiu equilibrar bastante o jogo, principalmente na primeira parte, aproveitando a imprevisibilidade de Bellini, Morisi e Minozzi. No pack avançado, grande destaque para Jake Polledri. Mais uma grande exibição do flanqueador italiano, com 20 placagens efetivas, dois turnovers conquistados e 74 metros percorridos com a bola.
Além do ensaio do defesa Hogg, o jogo teve apenas mais dois ensaios, ambos para a seleção britânica. Seis minutos depois do início dos segundos 40 minutos, o segundo centro, Chris Harris, fez o toque de meta na área de validação italiana, após uma longa sequência de fases à mão, este quebrou a linha da vantagem e somou mais cinco pontos para a sua equipa. O último ensaio do jogo foi da autoria de Adam Hatings, que aproveitou um erro posicional e tático de palmatória da defesa adversária.
Com esta vitória (0-17), os comandados de Gregor Townsend somam a primeira vitoria na competição. Do lado oposto, a Itália de Franco Smith baixou o seu rendimento em relação à exibição da semana passada em Paris, continuando em último lugar sem qualquer ponto.
No jogo de cartaz deste sábado, a França confirmou o seu excelente momento de forma. A frieza dos gauleses nos momentos decisivos mostrou a sua superioridade sobre os galeses e foi mais uma prova de caráter e consistência desta equipa tão jovem, mas tão experiente ao mesmo tempo.
Ambas as equipas apostaram muito no jogo ao pé. Por um lado, os galeses não conseguiram tirar proveito tático e territorial dos pontapés de Halfpenny e Biggar. Do lado contrário, Ntamack procurou pressionar o três de trás galês, com pontapés para as costas destes últimos. Aliás, foi através de um pontapé do médio de abertura francês que surgiu o primeiro ensaio do jogo. Bouthier fez o seu primeiro ensaio internacional após uma falha do defesa do País de Gales, que não conseguiu captar a bola no ar, deixando o seu opositor direto de portas abertas para a área de validação contrária.
A França ia-se mostrando uma equipa muito forte defensivamente (com alguma indisciplina à mistura) e muito pragmática. Os homens de Fabien Galtier nem três minutos (menos de metade do tempo que o País de Gales passou nos 22 metros franceses) estiveram na área de 22 metros adversária e conseguiram traduzir este pouco tempo em três ensaios.
Ainda antes do intervalo, Paul Willemse deixou o seu carimbo na lista de marcadores. O segunda linha, de origem sul africana, mostrou todo o seu poderio físico, ao dar um belíssimo bump off a Nick Tompkins, ficando de caras para o ensaio. Ao intervalo, os franceses venciam por 17-9.
No início dos segundos quarenta minutos, os atuais detentores do título conseguiram equilibrar o resultado com um ensaio de Dillon Lewis, mas, quatro minutos depois, um passe falhado permitiu a Romain Ntamack intercetar a bola e fazer o seu terceiro ensaio pela França.

Fonte: Six Nations Rugby
Dan Biggar ainda conseguiu reacender a esperança no Principality Stadium, com um ensaio perto dos postes, mas a sua equipa não foi capaz de manter a concentração e concedeu penalidades em momentos chave do jogo, nomeadamente numa formação ordenada a cinco minutos do fim e no último lance do jogo em que o portador da bola, após quebrar a linha da vantagem, ficou agarrado à bola num ruck, dando, assim, a vitória à França (23-27).
Grande mérito para Shaun Edwards (técnico de defesa da França) que conseguiu montar uma equipa muito forte defensivamente. A França continua, assim, a poder sonhar com o Grand Slam. Já o País de Gales está, praticamente, fora da luta pelo troféu.
Foto de Capa: Six Nations Rugby
Artigo revisto por Joana Mendes









