Publicidade

Torneio das Seis Nações: Escócia soma primeira vitória; França continua invicta

Marco Minelli · 4 min

Torneio das Seis Nações: Escócia soma primeira vitória; França continua invicta
Foto: Six Nations Rugby

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A terceira jornada do torneio das Seis Nações começou com os embates entre Itália e Escócia, País de Gales e França. Ontem, foi disputado o último jogo, sendo este o Inglaterra – Irlanda.

No jogo de Roma, entre Itália e Escócia, estavam as únicas seleções que não tinham qualquer vitória à entrada para a terceira jornada. Os italianos não vencem um jogo para a competição desde 2015, ano em que derrotaram os escoceses em Edimburgo. Do outro lado, a Escócia vinha de um desaire, em casa, frente aos ingleses.

Uma partida que ficou marcada pelo seu baixo ritmo e pela pouca qualidade. A equipa da casa mostrou muitas dificuldades em segurar o jogo. Já os escoceses, mostraram-se mais eficazes, tendo em Hamish Watson, Jamie Ritchie e Stuart Hogg as suas maiores ameaças. Os dois primeiros estiveram muito fortes na placagem (somando, os dois, 36 placagens, das quais zero falhadas). Já o capitão marcou um belíssimo ensaio, ao minuto 22. Quebrou a linha da vantagem e bateu três defensores transalpinos antes de fazer o grounding.

O momento do ensaio de Stuart Hogg
Fonte: Six Nations Rugby

A Itália conseguiu equilibrar bastante o jogo, principalmente na primeira parte, aproveitando a imprevisibilidade de Bellini, Morisi e Minozzi. No pack avançado, grande destaque para Jake Polledri. Mais uma grande exibição do flanqueador italiano, com 20 placagens efetivas, dois turnovers conquistados e 74 metros percorridos com a bola.

Além do ensaio do defesa Hogg, o jogo teve apenas mais dois ensaios, ambos para a seleção britânica. Seis minutos depois do início dos segundos 40 minutos, o segundo centro, Chris Harris, fez o toque de meta na área de validação italiana, após uma longa sequência de fases à mão, este quebrou a linha da vantagem e somou mais cinco pontos para a sua equipa. O último ensaio do jogo foi da autoria de Adam Hatings, que aproveitou um erro posicional e tático de palmatória da defesa adversária.

Com esta vitória (0-17), os comandados de Gregor Townsend somam a primeira vitoria na competição. Do lado oposto, a Itália de Franco Smith baixou o seu rendimento em relação à exibição da semana passada em Paris, continuando em último lugar sem qualquer ponto.

No jogo de cartaz deste sábado, a França confirmou o seu excelente momento de forma. A frieza dos gauleses nos momentos decisivos mostrou a sua superioridade sobre os galeses e foi mais uma prova de caráter e consistência desta equipa tão jovem, mas tão experiente ao mesmo tempo.

Ambas as equipas apostaram muito no jogo ao pé. Por um lado, os galeses não conseguiram tirar proveito tático e territorial dos pontapés de Halfpenny e Biggar. Do lado contrário, Ntamack procurou pressionar o três de trás galês, com pontapés para as costas destes últimos. Aliás, foi através de um pontapé do médio de abertura francês que surgiu o primeiro ensaio do jogo. Bouthier fez o seu primeiro ensaio internacional após uma falha do defesa do País de Gales, que não conseguiu captar a bola no ar, deixando o seu opositor direto de portas abertas para a área de validação contrária.

A França ia-se mostrando uma equipa muito forte defensivamente (com alguma indisciplina à mistura) e muito pragmática. Os homens de Fabien Galtier nem três minutos (menos de metade do tempo que o País de Gales passou nos 22 metros franceses) estiveram na área de 22 metros adversária e conseguiram traduzir este pouco tempo em três ensaios.

Ainda antes do intervalo, Paul Willemse deixou o seu carimbo na lista de marcadores. O segunda linha, de origem sul africana, mostrou todo o seu poderio físico, ao dar um belíssimo bump off a Nick Tompkins, ficando de caras para o ensaio. Ao intervalo, os franceses venciam por 17-9.

No início dos segundos quarenta minutos, os atuais detentores do título conseguiram equilibrar o resultado com um ensaio de Dillon Lewis, mas, quatro minutos depois, um passe falhado permitiu a Romain Ntamack intercetar a bola e fazer o seu terceiro ensaio pela França.

Romain Ntamack foi o melhor em campo
Fonte: Six Nations Rugby

Dan Biggar ainda conseguiu reacender a esperança no Principality Stadium, com um ensaio perto dos postes, mas a sua equipa não foi capaz de manter a concentração e concedeu penalidades em momentos chave do jogo, nomeadamente numa formação ordenada a cinco minutos do fim e no último lance do jogo em que o portador da bola, após quebrar a linha da vantagem, ficou agarrado à bola num ruck, dando, assim, a vitória à França (23-27).

Grande mérito para Shaun Edwards (técnico de defesa da França) que conseguiu montar uma equipa muito forte defensivamente. A França continua, assim, a poder sonhar com o Grand Slam. Já o País de Gales está, praticamente, fora da luta pelo troféu.

Foto de Capa: Six Nations Rugby

Artigo revisto por Joana Mendes

Marco Minelli

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.