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SL Benfica | O ano zero de um novo projeto

Tiago Serrano · 3 min

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A equipa de andebol do SL Benfica terminou a época 2020/2021 no último fim de semana, com os encarnados a terminar a temporada no campeonato no terceiro lugar e a perder a final da Taça de Portugal para o FC Porto, que conquistaria a Dobradinha.

Na preparação para esta temporada, as águias tinham feito uma limpeza no plantel, vendo sair jogadores como Pedro Seabra, Fábio Vidrago, Ricardo Pesqueira, Nuno Grilo, David Carvalho e Miguel Espinha, bem como os estrangeiros Carlos Molina e René Tof-Hansen. Para além disso, o SL Benfica mudaria ainda de treinador, substituindo Carlos Resende pelo espanhol Chema Rodriguez.

As caras novas no plantel seriam o guarda-redes Sergey Hernandez, o central Lazar Kukic, o ponta-direita Ole Rahmel, o ponta-esquerda Mahmadou Keita, o lateral-esquerdo Arnau Garcia e o pivô Matic Suholeznik. Mais tarde, chegaria ainda o jovem lateral-esquerdo Luciano Silva.

A equipa da Luz iniciaria a época com o pé esquerdo, ao ser eliminado da Taça EHF pelos austríacos do HB Fivers. No campeonato, o SL Benfica foi vencendo os jogos todos com maior ou menor dificuldade, até se deslocar ao Dragão Arena para defrontar o FC Porto, onde, apesar de ter discutido e disputado o resultado até ao fim, acabaria por perder por 27-25.

O SL Benfica acabou a temporada na terceira posição do campeonato
O SL Benfica acabou a temporada na terceira posição do campeonato
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Ainda na primeira volta, em jogo adiado devido a um surto de covid no plantel, o SL Benfica perderia contra o Sporting CP no Pavilhão João Rocha, e seria relegado para o terceiro lugar. Na segunda volta, as águias voltariam a perder contra o FC Porto (33-35), tendo ainda duas surpreendentes derrotas contra Sporting da Horta e Belenenses, que relegariam o clube para o terceiro lugar.

Já na Taça de Portugal, os encarnados conseguiram qualificar-se para a Final Four, onde derrotariam o Sporting CP na semi-final por 26-24. Contudo, acabariam por ser derrotados na final pelo rival azul e branco, com o placard a marcar 31-27.

Verdade seja dita, os resultados desta época a nível interno foram realistas face às armas que o SL Benfica tinha em relação aos clubes rivais. As mexidas que foram feitas no plantel foram insuficientes para construir um coletivo capaz de ombrear com os rivais, havendo poucas opções válidas na rotação e lacunas nalgumas posições.

Apesar disso, houve alguns destaques individuais que podem servir de base para a nova equipa que está a ser construída. O lateral-esquerdo Petar Djordjic voltou a ser a principal referência ofensiva da equipa encarnada, fruto da sua tremenda capacidade de remate, seja em suspensão, de anca, aos seis metros ou em livres de sete metros.

Petar Djordjic foi uma das principais figuras do SL Benfica
Petar Djordjic foi uma das principais figuras do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Na baliza, o internacional espanhol Sergey Hernandez mostrou toda a sua qualidade, destacando pela sua presença entre os postes e frieza na abordagem aos lances. A central, Kukic foi o principal motor da equipa, destacando-se tanto pela sua capacidade para desequilibrar no 1vs1 como pelo seu perigo a partir em transição.

Nas pontas, o alemão Ole Rahmel mostrou bons índices de eficácia, enquanto na esquerda, Mahmadou Keita, mais limitado tecnicamente, era também uma arma perigosa em transição ofensiva e também uma das principais referências defensivas, momento no qual trocava posição com Djordjic.

Na posição de pivot, o principal destaque acabaria por ser o capitão de equipa Paulo Moreno, fruto da sua inteligência a movimentar-se e a encontrar espaços na defesa adversária, saíndo bastante beneficiado do modelo de jogo de Chema Rodríguez, que privilegia muito as combinações entre a primeira linha e o pivô.

No entanto, uma das lacunas que esta equipa apresentava era a ausência de um pivô capaz de fazer a diferença nos dois lados do campo, visto que nem Paulo Moreno nem Matic foram capazes de assumir tal papel. No entanto, a já anunciada contratação do internacional português Alexis Borges tem tudo para colmatar essa lacuna.

Chema Rodriguez declarou no início que estava a construir uma equipa para um projeto a três ou quatro anos. E, neste mercado, será necessário colmatar as outras lacunas no plantel, de modo a ser possível competir de igual para igual com os rivais.

Perante a já anunciada do francês Kevynn Nyokas, é necessária a contratação de, pelo menos, um lateral direito (situação que também depende da posição em que Belone Moreira será aposta), que seja capaz de assumir nos dois lados do campo. Também será necessário um central/lateral-esquerdo que para além de assumir na defesa, também possa ser uma alternativa ofensiva a Djordjic.

Tiago Serrano

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