Publicidade

Kikas é o rookie do ano no Hawai

André Eusébio · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab Surf

Kikas, Kikas, Kikas…

Esta deve ser a a terceira ou a quarta vez que falo de Frederico Morais nesta rubrica semanal. E porquê? Simples. Está no topo do mundo.

Frederico Morais começou a sua caminhada no Vans Triple Crown com uma derrota na primeira etapa desta jornada havaiana. Visto que a derrota foi prematura, Kikas teve tempo para se preparar física e psicologicamente para a segunda etapa,Vans world cup of surfing, uma vez que ia voltar a encontrar grandes nomes do surf mundial.

O jovem surfista estreou-se na prova com uma vitória frente ao havaiano Sunny Garcia, uma lenda mundial. Conseguindo assim passar ao heat seguinte, Kikas eliminou Yadin Nicol, um dos surfistas do World Championishp Tour, passando assim a bateria em segundo lugar com um score total de 14 pontos em 20 possíveis, logo atrás do vencedor, Caio Ibelli, com um total de 14.90. Já lá iam duas fases e o jovem português já era um orgulho nacional.

No terceiro round Kikas deparou-se com Jonh Jonh Florence, um dos surfistas locais em competição e considerado por muitos um dos melhores do mundo. Kikas não se deixou atormentar e passou a bateria em primeiro lugar com um total de 14.73. Jonh Jonh ficou em segundo, com um score de 14.67. E era assim a vida de Kikas: enquanto os melhores do mundo, como Kelly Slater, Mick Fanning e Jeremy Flores, iam sendo eliminados, o surfista luso continuava a passar heats e a conquistar a confiança do público. Mais um round – Raoni Menteiro, Wiggolly Dantas, Kalani Chapman e Frederico Morais. E, sem qualquer novidade, Kikas volta a passar, mas desta vez com um score bem mais baixo, 9.62. À frente passou Raoni Monteiro, com 15.73 em 20 possíveis.

Quartos-de-final e o surfista da Praia Grande voltava a encontrar o “gigante” Jonh Jonh Florence. Com ondas agora a rondar o metro e meio, Kikas somou um 6.53 e um 8.67, passando assim em primeiro lugar, com um total de 15.20. Deste modo, o surfista português deixava Jonh Jonh Florence em segundo lugar, mais uma vez.

Portugal estava ao rubro e mesmo com heats a serem transmitidos de madrugada em Portugal, devido à diferença horária, eram pouco aqueles que não estavam atentos e comentavam nas redes sociais.
Já só faltavam as meias-finais para Kikas alcançar a final havaina, mas para isso ainda tinha uma bateria bem difícil. Era um heat de top, pois todos os adversários de Frederico Morais eram atletas do WCT. Enfrentando Jonh Jonh Florence pela terceira vez na prova, Kikas não acusou qualquer pressão e eliminou o jovem havaiano, garantindo assim acesso à final, juntamente com Raoni Monteiro, que passará em primeiro lugar.

E aí estava a tão esperada finalíssima que reunia Raoni Monteiro, Damien Hobgood, Ezekiel Lau e Frederico Morais. Com o mar a rondar os dois metros, muitos eram os surfistas que invejavam estar no lugar destes quatro atletas. Infelizmente, Kikas apenas apanhou duas ondas, acabando a bateria em 4º lugar, com um total de 7.16 pontos em 20 possíveis. Em 3º lugar ficou o surfista brasileiro Raoni Monteiro, também do WCT, com um total de 12.33 pontos. Damien Hobgood conseguiu um excelente 2º lugar, com uma pontuação total de 14.30 pontos. Ezekiel Lau foi o surfista que mais se destacou no heat, conseguindo somar um 8.67 e um 6.83, dando assim um total de 15.50 pontos em 20 possíveis.

É de louvar a grande prestação por parte do nosso “novo” menino de ouro, que trouxe para o país lusitano um excelente 4º lugar. Deste modo, Kikas tornou-se rookie do ano da triple crown, feito que já tinha sido alcançado por Tiago “Saca” Pires no ano de 2000.

Com duas competições já acabadas, a primeira ganha por Michel Bourez e agora a segunda ganha por Ezekiel Lau, só falta mesmo o Billabong Pipe Masters. É só assim a última e mais esperada etapa do ano.

É nesta prova que se vai descobrir o novo campeão do mundo e, como não poderia faltar, o povo português também quer que Frederico Morais lá esteja devido ao seu enorme feito em águas havaianas. Sendo assim, a revista portuguesa de surf, ONFIRE, criou uma petição online para tentar levar o menino de ouro à “Prova das provas”. Aqui fica o link:
http://www.communityrun.org/petitions/frederico-morais-wildcard-for-billabong-pipemasters

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.