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Antevisão US Open: Adeus de Serena e ausência de Djokovic marcarão último GS

Diogo Rodrigues · 4 min

Djokovic
Foto: US Open

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Após muito se ter especulado e muita tinta ter corrido sobre uma hipotética presença do ex número um mundial Novak Djokovic no US Open, o torneio mais importante dos EUA, acabou por se confirmar o cenário mais vaticinado, e que pessoalmente sempre acreditei: o do balcânico ficar mesmo de fora!  O motivo prende-se com o facto de ser necessário ter  a vacinação para a COVID19 em dia para entrar no país, algo que não acontece com Djoko que optou por não o fazer. Posto isto e visto Alexander Zverev não ter recuperado da lesão que o forçou a abdicar de defender as suas chances diante de Rafael Nadal em Roland Garros, considero que o maiorquino partirá em vantagem para conquistar o título, contudo não será um “passeio no parque”, pois : Carlitos Alcaraz, Danil Medvedev‎, Stefanos Tsitsipas e Casper Ruud terão igualmente aspirações a festejar na conclusão da quinzena.

Foto de Capa: US Open

CAMINHO DOS NACIONAIS POR TERRAS DO TIO SAM

Com João Sousa ( 59º ATP) qualificado diretamente para a melhor grelha de participantes, três outros compatriotas o tentaram fazer, apenas Nuno Borges o logrou conseguir. Pedro Sousa e Gastão Elias  terminaram, prematuramente, o sonho de atingir tal proeza. Assim sendo e depois do sorteio, ficou a conhecer-se a sorte de ambos: o mais experiente, de 33 anos, que jogará pela nona vez a competição defrontará pela quarta ocasião na temporada e quinta na carreira o caseiro (77º ATP)Mackenzie McDonald, que tem neste piso o seu melhor. Diga-se que o anfitrião lidera no face a face por três a um, contudo e estando num bom dia parece-me que o “conquistador” terá grandes hipóteses de progredir. Se tal acontecer, como desejamos, poderá encontrar o sétimo pré-designado o britânico Cameron Norrie de seguida, com o dinamarquês Holger Rune e 28º tenista mais cotado do quadro a poder ser o oponente na ronda seguinte. Prevendo um duelo de oitavos de final, nesse caso, o russo Andrey Rublev seria o opositor, ele que tem estado a anos-luz do seu melhor.

Já quanto ao maiato Nuno Borges, que jogará o quarto Grand Slam do ano, sempre superando a fase de qualificação, feito raro nos dias que correm, sabe que terá por oponente numa aliciante primeira ronda o também norte-americano, Ben Shelton, ele que ostenta o epíteto de campeão nacional universitário, algo extremamente significativo por estas bandas. De acrescentar que Shelton já conquistou duas provas Challenger  no decurso da temporada, bem como ascendeu mais de 400 postos , sendo o 171º  posicionado da hierarquia. Sem dúvida um grande desafio para Borges  vice-campeão desse mesmo circuito em 2019. Será bastante equilibrado, mas e caso o 105º ATP replique o nível demonstrado na fase de qualificação poderá perfeitamente sonhar em suplantar o jovem de 19 anos que em Cincinatti bateu sem apelo nem agravo o quarto do ranking , Casper Ruud, e assim somar a sua primeira vitória individual em eventos do Grand Slam .

APERTEM OS CINTOS: EMOÇÃO NÃO FALTARÁ EM FLUSHING MEADOWS!

Por incrível que possa parecer existem cinco atletas que podem sair da “cidade da grande maçã” como líderes da tabela ATP. Sim! Rafael Nadal, Carlos Alcaraz, Stefanos Tsitsipas, Casper Ruud e o detentor em título, Danil Medvedev‎, são candidatos a terminar a quinzena na dianteira ! O russo caso revalide a coroa , e sem depender de terceiros manter-se-á no topo. Este fator aliado à grande competitividade do circuito, poderão oferecer-nos uma das competições mais fervilhantes, excitantes e palpitantes da temporada.

POSSÍVEIS SURPRESAS

À cabeça dos restantes nomes que se podem intrometer nesta “luta de galos” temos o croata Borna Coric, ele que de forma assombrosa , impressionante e magistral venceu, com categoria , o torneio de Cincinatti, superando, entre outros Nadal e Tsitsipas, respetivamente na II ronda e na final. Mesmo apesar de este ter sido o único resultado de monta no regresso pós lesão, não me restam dúvidas de que poderá ser, caso não acuse a pressão, alguém bem capaz de ombrear de igual para igual com qualquer dos melhores tenistas da atualidade. Também o austríaco Dominic Thiem que tem vindo a subir, ainda que gradualmente, a qualidade das suas exibições pode de um momento para o outro e caso o físico corresponda voltar a atingir patamares de excelência, ele que venceu já por uma ocasião em Nova Iorque.

Já nas senhoras, e com Swiatek a partir, novamente , na pole position, mas com: Halep, Bia Maia ou Paula Badosa a pretenderem quebrar esse favoritismo teórico, o centro de todas as atenções será a retirada, em solo pátrio, da  melhor executante que vi: Serena Williams, ela que aos 40 anos e depois de 23 torneios do Grand Slam embolsados, terminará uma carreira repleta de êxitos. Devo dizer que não ficaria assim tão surpreso, apesar de reconhecer o seu déficit físico, se assistíssemos a um final digno de filme, pois de Serena tudo se espera!

As fichas estão lançadas, agora palavra aos/às protagonistas que já a partir do próximo dia 29, segunda-feira, prometem oferecer doses industriais de emoção, espetáculo e competição a todos os que, como eu, vibram com eventos desta magnitude!

Como é tradição daremos destaque ao derradeiro Grand Slam do ano, colocando-o a par de tudo o que de mais relevante lá se passar. Até lá já sabe, fique bem, sempre na nossa companhia!

Diogo Rodrigues

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