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Depois de uma semana recheada de bons encontros e, infelizmente, também algumas desistências por motivos físicos, o britânico Cameron Norrie (número 50 do ranking ATP), responsável pela eliminação de João Sousa (103.º) na primeira ronda, e o espanhol Alberto Ramos-Vinolas (46.º) emergiram vitoriosos das suas metades do quadro para marcarem encontro numa final que iria coroar o sexto campeão do renovado Estoril Open, em outras tantas edições.

Naquela que foi uma final entre dois esquerdinos, a segunda da temporada, depois do torneio de Córdoba, em que Ramos-Vinolas saiu derrotado, o espanhol, que já foi número 17 do mundo, tentava chegar ao terceiro título na carreira, enquanto o britânico, participava apenas na sua segunda final ATP, com o objetivo de se estrear como campeão de singulares na categoria principal do circuito masculino.

O mais credenciado e experiente dos dois finalistas partiu para o encontro com vantagem no confronto direto, com duas vitórias em dois embates, ambos em terra batida. De referir que o tenista de 33 anos se apresentou na final como o jogador com mais vitórias (15) no pó de tijolo esta temporada, enquanto Cameron Norrie surgia em terceiro na lista de tenistas com mais vitórias em toda a época, com 18 encontros ganhos.

CONSISTÊNCIA SUPERA PODER DE JOGO

Tal como se antevia, o encontro começou desde cedo a ser dominado por longas trocas de bola. Ao terceiro jogo, surgiram os primeiros pontos de break para o britânico, na sequência de alguns pontos menos conseguidos por parte do espanhol. Ainda salvou dois, mas acabou mesmo por ceder o serviço com uma dupla falta. No entanto, Ramos-Vinolas acabaria por recuperar de imediato o break no jogo seguinte.

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Nos duelos de direitas, o antigo Top 20 mundial levava a melhor, enquanto nas batalhas de esquerda era Norrie quem tinha a supremacia. Ainda assim, apesar de serem dois tenistas mais conhecidos pela sua consistência do fundo do court, ambos entraram no encontro a tentar assumir o controlo do ponto, o que originou mais erros do que o habitual, sobretudo do lado do número 50 do mundo, com um poder de fogo inferior em relação ao espanhol.

As longas trocas de bola foram-se acumulando ao longo da primeira partida e deixaram, por diversas vezes, os dois tenistas ofegantes. O vento também começou a entrar em ação e obrigou a que tivessem de ajustar o seu jogo para lidar melhor com as condições. Com mais dificuldades nos seus jogos de serviço, Norrie continuou a salvar pontos de break e a manter-se colado ao experiente espanhol.

O número 50 do mundo soube resistir e, assim que surgiu a oportunidade, voltou a quebrar o serviço de Ramos-Vinolas a 4-4 e ganhou a possibilidade de servir para fechar a primeira partida. O espanhol acusou o break e com vários erros não forçados facilitou a vitória por 6-4 de Cameron Norrie no primeiro set.

REVIRAVOLTA APÓS ASSISTÊNCIA MÉDICA

A segunda partida começou de forma errática por parte de ambos os tenistas, com alguns erros incaracterísticas, intercalados por pontos bem conseguidos. À imagem do primeiro set, voltou a ser Norrie a adiantar-se no marcador, com um break ao terceiro jogo de serviço, após o qual, Ramos-Vinolas teve de ser assistido na zona do adutor.

Quando tudo parecia encaminhado para o 3-1, o britânico desperdiçou uma vantagem de 40-0, fez três erros não forçados de forma consecutiva e foi forçado a entrar num longuíssimo jogo de serviço, com quase dez minutos de duração. Ao quinto ponto de break, Norrie cedeu mesmo e deixou o espanhol fazer o 2-2. No jogo de resposta seguinte, o número 50 do mundo voltou a chegar ao 0-40, mas não aproveitou nenhum dos break points e viu Ramos-Vinolas passar para a liderança no set.

Claramente a acusar o momento e o facto de ter estado perto de se colocar numa posição muito favorável para conquistar o seu primeiro troféu de campeão, Norrie perdeu o serviço aos 4-3 e viu o espanhol fechar, ao serviço, o segundo set por 6-3.

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