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Depois de ter sido eliminado por Félix Auger-Aliassime na final do ATP de Basileia na semana passada, Holger Rune vingou-se e venceu a segunda principal prova realizada em Paris após um grande torneio e jogo frente a Novak Djokovic no último domingo.
As surpresas da competição foram Holger Rune, Gilles Simon, Tommy Paul e Lorenzo Musetti. Por outro lado, as desilusões da prova foram Rafael Nadal, Jannik Sinner e Casper Ruud. Destaque para a despedida de Gilles Simon da modalidade.
Foto de Capa: ATP Masters 1000 Paris
GILLES SIMON | O FIM DE UMA GRANDE CARREIRA
Apesar de não ter sido um dos melhores jogadores da sua era, o tenista francês mostrou, no seu auge, ser dos melhores em quadra. Com 37 anos, Simon despediu-se da modalidade na segunda prova mais importante realizada no seu país. E o tenista francês surpreendeu tudo e todos.
Na primeira ronda, Simon defrontou Andy Murray, um dos melhores da sua era e de todos os tempos. O britânico também não está na sua melhor forma, mas quase teve a honra de acabar com a carreira de Gilles Simon. O tenista francês deu a reviravolta após ter perdido o primeiro set da partida e continuou em prova.
ALLEZ GILLESSSSS! 🔥@GillesSimon84 defeats Andy Murray 4-6 7-5 6-3 to advance in his last professional tournament!@RolexPMasters | #RolexParisMasters pic.twitter.com/AAC6EzaNAA
— ATP Tour (@atptour) October 31, 2022
Na segunda ronda, o francês defrontou um adversário mais jovem Taylor Fritz, que vai participar no ATP Finals 2022, e voltou a surpreender. Após mais de três horas de jogo, o francês conseguiu vencer a partida e seguiu em frente na competição.
O sonho terminou nas mãos de Félix Auger-Aliassime. O jovem canadiano estava a passar pela melhor fase da carreira e aproveitou o cansaço e idade do adversário para vencer em pouco mais de 1h30 de jogo. E assim terminou uma carreira que não chegou mais longe devido à grande qualidade dos outros tenistas. Com 14 títulos ao longo de vários anos, Gilles Simon foi mais feliz do que esperavam no último torneio da carreira. Obrigado, Gilles.
TOMMY PAUL | O NÃO-FINALISTA JOVEM QUE MERECE SER ELOGIADO
Apesar de não ter chegado à final, Tommy Paul superou todas as expectativas que os fãs tinham no tenista norte-americano antes da competição. Após ter derrotado um dos melhores tenistas espanhóis dos últimos anos, Roberto Bautista-Agut, por 2-0, o tenista norte-americano defrontou o melhor tenista espanhol de todos os tempos: Rafael Nadal.
O atual número dois do ranking ATP não jogava desde os oitavos-de-final do US Open, altura em que perdeu para Francis Tiafoe, e mostrou-se uns níveis abaixo no seu regresso. Com Tommy Paul a jogar uma das suas melhores partidas de sempre, o norte-americano foi o protagonista de uma grande reviravolta para vencer e seguir em frente na competição (3-6; 7-6 [4]; 6-1).
Comeback complete 🙌@TommyPaul1 becomes the first player to defeat Nadal before the quarter-finals in Bercy – prevailing 3-6 7-6(4) 6-1!#RolexParisMasters pic.twitter.com/qz5tZ4Jqwh
— Tennis TV (@TennisTV) November 2, 2022
Após esse grande jogo, Paul eliminou novamente mais um espanhol, Pablo Carreño-Busta. Nos quartos-de-final, o norte-americano não defrontou um espanhol, mas sim um grego, Stefanos Tsitsipas, e foi eliminado após dois sets.
HOLGER RUNE | O JOVEM DINAMARQUÊS QUE ESTAVA ATRÁS DE UM OBJETIVO
Depois de uma grande prova na Suíça, Rune estava atrás do segundo troféu mais importante francês da modalidade, o Masters 1000 de Paris. E o caminho até à final não foi, de todo, o mais facilitado.
No primeiro jogo, o jovem dinamarquês defrontou o lendário Stan Wawrinka. O tenista suiço não está na sua melhor forma, mas foi um “osso duro de roer” para Rune. Após mais de 2h30m de jogo, o jovem dinamarquês levou a melhor no tie-break do terceiro set para seguir em frente na competição.
COLD-BLOODED 🇩🇰@holgerrune2003 saves three match points and survives Wawrinka in a 4-6 7-5 7-6(3) Paris thriller!#ParisRolexMasters pic.twitter.com/jwStqbq6Ab
— Tennis TV (@TennisTV) November 1, 2022
Na segunda ronda, o adversário foi o polaco Hubert Hurcakz. Um duelo entre dois dos melhores tenistas do ano. Não fugiu longe das expectativas no primeiro set (7-5), mas Rune arrasou completamente o polaco no segundo e último set (6-1).
Nos oitavos-de-final, Andrey Rublev foi o novo obstáculo no caminho de Rune. Apesar de o tenista russo ter confirmado a presença na ATP Finals, queria chegar longe em Paris para ganhar forma e confiança. Mas o dinamarquês não deixou. Rune venceu em pouco menos de 1h30m por 2-0.
Nos quartos-de-final, o número um do mundo foi a nova prova de fogo para Rune. Tanto Carlos Alcaraz como Rune queriam chegar às meias-finais da prova, especialmente quando já sabiam que o carrasco dos dois em Basileia, Félix Auger-Aliassime, era o adversário. O dinarmarquês começou com o pé direito e, quando estava muito próximo de vencer o segundo set no tie-break, o espanhol teve de desistir devido a uma lesão nos músculos abdominais. O problema físico obriga Alcaraz a parar durante algumas semanas e já não joga mais em 2022, ou seja, não vai participar no ATP Finals e na Davis Cup.
Alcaraz. Rune. Court-level camera 😍@carlosalcaraz #RolexParisMasters pic.twitter.com/85k5GXdyJb
— Tennis TV (@TennisTV) November 4, 2022
Nas meias-finais, aconteceu a reedição da final de Basileia, Rune defrontou Félix. Desta vez, com um final diferente. O tenista dinamarquês jogou um dos seus melhores jogos da carreira e derrotou o canadiano em dois sets. Com esta vitória, a sequência de três títulos consecutivos de Félix terminou e ainda deixou umas palavras positivas a Rune: “Deixou em vista as minhas debilidades”.
NOVAK DJOKOVIC | SELO DE 100% QUALIDADE
O tenista sérvio não tem o mesmo número de fãs de Rafael Nadal ou de Roger Federer, mas merece mais reconhecimento após vários anos de grande nível. Apesar de não ter jogado durante quase um mês, Djoker chegou a mais uma final e não teve uma tarefa fácil no caminho.
O primeiro adversário foi Maxime Cressy. Apesar de não ser muito falado, o tenista norte-americano está perto de entrar no top 30 do ranking ATP e esteve próximo de vencer o primeiro set do jogo. Todavia o sérvio mostrou estar uns níveis acima e venceu a partida após quase 1h45m de jogo.
Na ronda seguinte, Khachanov voltou a entrar Djokovic. A última vitória do tenista russo frente a Djokovic foi curiosamente no Masters 1000 de Paris em 2018, mas desta vez o resultado foi diferente. O experiente tenista sérvio venceu sem grande dificuldade em pouco menos de 1h30m.
Merveilleux ✨
Four years on from his 2018 final loss, @DjokerNole takes revenge on Khachanov in Paris – winning 6-4 6-1!#RolexParisMasters pic.twitter.com/9HLUYgoY9k
— Tennis TV (@TennisTV) November 3, 2022
Nos quartos-de-final, o sérvio enfrentou Lorenzo Musetti, o carrasco de Casper Ruud na competição. Desta vez, o italiano não teve sorte no jogo (6-0 e 6-3) e foi eliminado em pouco mais de uma hora de jogo. Um encontro para esquecer.
Nas meias-finais, o adversário foi o grego Stefanos Tsitsipas. Não foi a primeira vez que dois dos melhores se defrontavam em quadra, a última vez tinha sido na final da competição realizada no Cazaquistão, a última competição em que Djokovic tinha participado, onde o sérvio venceu por 2-0. A tradição manteve-se em Paris. Desta vez, Tsitsipas quase surpreendeu o sérvio, sendo que chegaram a jogar o tie-break no terceiro set, mas o melhor tenista sérvio de todos os tempos mostrou toda a sua qualidade e levou a melhor para chegar a uma nova final.
A GRANDE FINAL
Chegamos ao derradeiro jogo da prova. Holger Rune estava em busca de dois sonhos: conquistar um Masters 1000 e chegar ao top 10 do ranking mundial. Por outro lado, Djokovic necessitava de uma vitória para ficar no terceiro pote do sorteio do ATP Finals 2022.
O grande favorito era Novak Djokovic, devido à experiência do sérvio na modalidade e em jogos decisivos. Mas, por causa da história de underdog do jovem dinarmaquês, muitos apoiavam Rune.
No primeiro set, Djokovic mostrou toda a sua experiência em finais, ao não demonstrar qualquer nervosismo inicial, e aproveitou a falta de concentração do jovem dinamarquês para entrar com o pé direito (6-3).
Eye of the tiger 👊@DjokerNole impressively takes the first set 6-3 vs Rune in the #RolexParisMasters final pic.twitter.com/vc3vYhkwP9
— Tennis TV (@TennisTV) November 6, 2022
No segundo set, Rune acordou para o jogo e reverteu o resultado do primeiro set para empatar a partida. O público estava apoiando fortemente o jovem dinarmarquês.
No terceiro e último set da partida, os dois tenistas estavam fortemente investidos na partida e cada um apenas cedeu um jogo de serviço antes de chegar ao 5-5. Quando muitos esperavam que não acontecesse mais nenhuma quebra, Rune recuperou de um 0-30 para ficar na frente. No último jogo de serviço do dinarmaquês, Djokovic teve seis breakpoints, mas Rune não desistia. Após dois game points, Rune conseguiu levar a melhor e vencer a competição.
Harder, Better, Faster, HOLGER 🏆
19-year-old @holgerrune2003 SHOCKS Djokovic to clinch his maiden Masters 1000 title in Paris!!#RolexParisMasters pic.twitter.com/C7Z2s7xWJn
— Tennis TV (@TennisTV) November 6, 2022
Com este resultado, Rune venceu o seu primeiro Masters 1000 e chegou ao top 10 do ranking ATP. Apesar de não entrar no top 8 do ATP Finals 2022, o jovem dinarmaquês viajará para Milão desistiu do NextGen Finals e vai ser o primeiro suplente do ATP Finals, ou seja, em caso de alguma desistência, Rune entrará em competição.












