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Naquele que foi o último torneio Masters 1000 da temporada, Rafael Nadal partiu para a competição como o maior candidato à vitória final. Carente de alguns dos principais nomes da modalidade – Novak Djokovic optou por competir em Viena na semana anterior para cimentar a sua liderança no Ranking e Dominic Thiem desistiu por lesão -, a prova de Paris-Bercy não teve a espetacularidade de outras edições, até pela ausência de público, mas voltou a confirmar que a nova geração de tenistas é cada vez mais uma certeza.
UM MASTERS 1000 SEM PORTUGUESES NO QUADRO PRINCIPAL
João Sousa, o número um nacional e presença assídua ao longo das últimas épocas nos torneios desta categoria, classificou esta época “como a mais difícil da sua carreira” e os resultados deixam isso bem patente. Fustigado também por lesões, o vimaranense desistiu do torneio de Paris e deu por terminada a época devido a uma lesão no braço.
A representação portuguesa na prova ficou assim reduzida a Pedro Sousa, o número dois português, que fez a sua estreia a este nível através do qualifying. Infelizmente para as pretensões nacionais, Sousa acabou derrotado pelo italiano Stefano Travaglia na primeira ronda da qualificação em três sets, depois de ter estado a líder por 5-2 na terceira partida e disposto de dois match points para selar a vitória.
Resultado: Stefano Travaglia 2-1 Pedro Sousa (6-3 / 4-6 / 7-6(3))
SCHWARTZMAN CONFIRMA PRESENÇA NAS ATP FINALS
À partida para Paris havia apenas um lugar por atribuir na qualificação para as ATP Finals, o torneio de final de época que reúne os oito melhores tenistas da temporada. Com as derrotas precoces de Berettini e Kachanov, o caminho ficou aberto para Schwartzman assegurar a presença inédita no último torneio ATP da temporada.
Para depender apenas de si, o pequeno argentino tinha de chegar às meias-finais em Paris, algo que não aconteceu ao acabar derrotado de forma contundente (6-3 / 6-1) por Medvedev nos quartos-de-final. Ainda assim, o apuramento para as finais do ATP World Tour não fugiu a Schwartzman, uma vez que a derrota de Pablo Carreño Busta diante Nadal na mesma fase da prova selou as contas da corrida para Londres.
O argentino junta-se assim a Djokovic, Nadal, Thiem, Tsitsipas, Medvedev, Zverev e Rublev na lista de nomes confirmados para as ATP Finals.
London-bound! 🇬🇧
🇦🇷 @dieschwartzman grabs the eighth and final spot for the #NittoATPFinals. 👏 pic.twitter.com/zuIHY3gbCA
— ATP Tour (@atptour) November 6, 2020
MASTERS DE PARIS CONTINUA A SER UMA FALHA NO PALMARÉS DE NADAL
Embora fosse, devido às ausências de Djokovic e Thiem, o principal favorito à vitória no torneio, ainda não foi desta que Rafael Nadal conseguiu conquistar pela primeira vez o Masters 1000 de Paris.
Para isso muito contribuiu a falta de ritmo que acusou face aos seus adversários desde as rondas iniciais. Naquele que foi o seu regresso à competição depois da vitória em Roland Garros no início de outubro, essa falta de rodagem ficou patente nas vitórias contra Feliciano Lopéz e Carreño Busta, encontros em que cedeu a primeira partida.
Quando o nível de exigência subiu na meia-final contra Zverev, Nadal mostrou-se longe do seu melhor e cedeu em duas partidas (6-4 / 7-5) para o alemão, que vinha de 11 vitórias consecutivas com dois torneios ganhos na cidade de Colónia, na Alemanha.
MEDVEDEV VS ZVEREV: UMA FINAL AO RITMO DO SERVIÇO
Assim que ficou conhecido o alinhamento da final do último Masters 1000 da temporada, percebeu-se de imediato que íamos ter um encontro dominado pela qualidade excelsa dos serviços dos dois tenistas. O frente-a-frente dava uma clara vantagem a Zverev (5-1), mas foi Medvedev quem saiu por cima na final do Masters 1000 de Xangai disputada entre ambos, em 2019.
Tal como se previa, o primeiro set desenrolou-se ao ritmo dos serviços, com os dois jogadores a assegurarem, com maior ou menor dificuldade, os seus jogos de serviço. Ainda assim, ficava evidente que Medvedev era o tenista mais forte sempre que as trocas de bola se prolongavam um pouco mais.
Até aos 6-5, apenas um jogo de serviço tinha sido discutido nas vantagens, mas foi precisamente quando o russo servia para levar a primeira partida para o tie-break que surgiram os primeiros ponto de break. Com uma sucessão de erros não forçados, Medvedev viu-se a enfrentar um 0-40. Ainda salvou as duas primeiras oportunidades de quebra de serviço, mas novo erro não forçado acabou por entregar o primeiro set ao alemão. 7-5 foi o parcial.
A segunda partida começou com mais equilíbrio na disputa dos jogos de serviço, com trocas de bola mais longas e ambos os tenistas a serem forçados a trabalhos redobrados para não serem quebrados. Apesar de ter resistido a um longo jogo de serviço – 15 minutos de duração – aos 1-1 do segundo set, Medvedev voltaria a ameaçar o serviço do alemão aos 4-4, momento em que finalmente conseguiu o break à custa das longas trocas de bola que lhe permitiu, depois, fechar o set no serviço por 6-4.
O russo manteve o ascendente do seu lado no arranque da terceira partida, ao aproveitar um jogo de serviço completamente desastrado de Zverev para fazer o break logo de entrada. Medvedev teve de suar e salvar vários pontos de break no seu jogo inaugural do último set, mas conseguiu confirmar a quebra de serviço anterior.
Ainda assim, Zverev dava claros sinais de quebra física e foi com relativa facilidade que o tenista russo consolidou a sua vantagem e chegou aos 4-0. O alemão ainda fez o suficiente para colocar o seu nome no marcador da última partida, mas não se mostrou capaz de continuar a lutar pelo título. 6-1 foi o resultado do parcial decisivo.
Medvedev conquistou assim o seu primeiro título em 2020 e o terceiro Masters 1000 da carreira, depois de Cincinatti e Xangai em 2019.
THE MEDVEDEV MACHINE 💪 @DaniilMedwed wins his first title in 2020 at the #RolexParisMasters, defeating Zverev 5-7, 6-4, 6-1! pic.twitter.com/7XHc89NliP
— ATP Tour (@atptour) November 8, 2020
Foto de Capa: ATP Tour











