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Australian Open: As previsões da equipa de ténis do “Bola na Rede”

Redação BnR · 7 min

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Cabeçalho modalidadesPrestes a iniciar-se o primeiro torneio do Grand Slam da temporada, as expetativas são muitas acerca da forma como os principais tenistas dos circuitos WTA e ATP se irão apresentar. Para os aficionados pela modalidade este é sempre um dos momentos mais entusiasmantes do ano, sobretudo pelo fator surpresa que lhe está inerente, pelo que se começam a fazer as primeiras apostas.

A equipa de redatores de ténis do “Bola na Rede” não poderia ficar indiferente a esta ocasião e, como tal, decidiu também fazer uma antevisão daquilo que poderá ser o Australian Open na vertente feminina e masculina. Como tal, para cada uma das vertentes, fizeram-se apostas. Quem poderá sair de Melbourne com o troféu em mãos? Quem poderá surpreender? Quem serão as desilusões do torneio?

Campeã Feminina

Fonte: Inquirer Sports
Fonte: Inquirer Sports

Elina Svitolina – A aposta é arriscada, mas a ucraniana tem ténis suficiente para vencer um torneio do Grand Slam, é consistente, e começou a temporada de 2018 em grande forma. Poderá encontrar Venus Williams nos quartos de final e Caroline Wozniacki na meia-final mas, caso consiga levar de vencida esses dois “ossos duros de roer”, Svitolina poderá mesmo sair de Melbourne com o seu primeiro grande título da carreira. (Francisco Sampaio)

Caroline Wozniacki – A dinamarquesa começou o ano 2018 como terminou o anterior: a jogar bem melhor do que aquilo a que nos habituou e resultado disso foi a final alcançada já em Auckland, torneio que antecede o Grand Slam australiano. Não será, porém, a única candidata à vitória, de todo. Desde Sharapova a Simona Halep, passando por Kvitova e Kerber (que este ano parece com vontade de jogar bem!), a competição feminina parece vir a ser um evento interessante de se acompanhar. (Henrique Carrilho)

Maria Sharapova – A história recente do circuito feminino está repleta de regressos com sucesso de antigas campeãs e Sharapova tem a possibilidade de continuar essa tendência vencendo o Australian Open, especialmente com a sua Némesis Serena Williams ainda afastada da competição. (Manuel Traquete)

Darkhorse Feminina

Fonte: Yahoo7 Sport
Fonte: Yahoo7 Sport

Angelique Kerber – A tentação seria apostar em Maria Sharapova para darkhorse do torneio, mas a verdade é que Angelique Kerber, número 22 do ranking WTA, parece estar de regresso à sua melhor forma. Leva já nove vitórias consecutivas este ano, conquistou o Sydney International e, a jogar ao seu melhor nível, a alemã é uma das melhores tenistas do circuito. Se não vencer o Australian Open (algo que não parece estar fora de hipótese) Kerber, poderá, no mínimo, chegar bem longe no mesmo. (Francisco Sampaio)

Daria Gavrilova – Aos 23 anos a australiana (nascida na Rússia) chega a Melbourne sabendo que é lá que obtém, tradicionalmente, os melhores resultados do ano no que toca a prestações em Grand Slams. Com o público do seu lado a jovem da casa pode chegar mais longe do que a primeira semana de prova. (Henrique Carrilho)

Venus Williams – Depois de duas finais perdidas em 2017, uma delas na Austrália contra a sua irmã, Venus continua à procura do oitavo título do Grand Slam e é sempre alguém a ter em conta caso esteja bem fisicamente. (Manuel Traquete)

Primeira Tenista do Top 10 a Cair

Fonte: Hürriyet Daily News
Fonte: Hürriyet Daily News

Simona Halep – As questões físicas têm, neste domínio, um peso muito significativo; portanto, é possível que tenistas como Garbiñe Muguruza acabem por abandonar prematuramente o Australian Open devido a lesão. Ainda assim, e caso tal não aconteça, o potencial encontro entre Simona Halep e Petra Kvitova na terceira ronda poderá ser um verdadeiro quebra-cabeças para a romena que, caso não se apresente ao seu melhor nível, bem poderá voltar a ter em Melbourne uma campanha para esquecer. (Francisco Sampaio)

Venus Williams – A veterana norte-americana – que alcançou a final do WTA Finals em 2017 – não entrou com o pé direito em 2018 contando, para já, com uma derrota no único encontro disputado: em Sydney, não foi capaz de levar de vencida Angelique Kerber. A juntar a esse mau arranque, a norte-americana terá pela frente a mais recente campeã da Hopman Cup (ao lado de Federer, é certo), Belinda Bencic. Pode haver uma “tomba-gigantes” já na primeira noite de Australian Open. (Henrique Carrilho)

Caroline Wozniacki – A dinamarquesa chega à Austrália com grandes expectativas nos seus ombros, especialmente depois do título conquistado no WTA Finals no fim de 2017. Mas há uma razão para ainda estar à procura do seu primeiro título do Grand Slam: não costuma corresponder às expectativas nos maiores torneios. (Manuel Traquete)

Campeão Masculino

Fonte: ATP World Tour
Fonte: ATP World Tour

Roger Federer – Por muito que se tente é sempre difícil ser criativo ao tentar responder a esta questão e, neste momento, ainda mais! Murray está ausente, Nadal não parece estar fisicamente a 100%, Wawrinka também não, Djokovic deu boas indicações recentemente mas regressa de uma longa paragem, Zverev e Kyrgios precisam de ser mais consistentes em jogos à melhor de cinco sets e, como tal, sobra apenas Dimitrov e o suspeito do costume: Roger Federer. (Francisco Sampaio)

Roger Federer – Para não variar, o suíço ainda surge (no ano em que cumprirá 37 anos) na pole position para arrecadar o primeiro Major do ano. Não obstante a boa forma em que mostrou estar já nesta pré-época, o maestro helvético não terá vida fácil, uma vez que se encontra na metade incontestavelmente mais difícil do quadro (Roger Federer, Novak Djokovic, Alexander Zverev, Dominic Thiem, Stan Wawrinka, Milos Raonic, Juan Martín Del Potro e David Goffin estarão todos nessa mesma metade). (Henrique Carrilho)

Rafael Nadal – O número um mundial continua à procura do segundo título da sua carreira em Melbourne, no único Grand Slam em que não tem múltiplos troféus. Depois de ter perdido uma final épica para Roger Federer em 2017, o quadro parece ter sorrido a Rafael Nadal este ano, especialmente se comparado com o dos seus principais rivais. (Manuel Traquete)

Darkhorse Masculino

Fonte: Sport360
Fonte: Sport360

Novak Djokovic – Considerar o supercampeão sérvio como um darkhorse é no mínimo estranho, mas estando este fora do top-10 mundial bem que poderá “usufruir” desse estatuto. Djokovic não estará ainda, provavelmente, a 100% após uma longa paragem, mas no encontro recentemente disputado no Kooyong Classic frente a Dominic Thiem as indicações dadas foram excelentes: a somar à consistência e qualidade de jogo que lhe são amplamente reconhecidos, Djokovic surge agora com um novo (e melhorado) gesto de serviço. (Francisco Sampaio) 

Gael Monfils ou Thanasi Kokkinakis – Por razões diferentes estes podem ser dois nomes a furar o quadro mais do que muitos esperam. A sina do francês Monfils dependerá muito da forma em que se apresentar o sérvio Novak Djokovic (depois de uma longa paragem pode ter em Monfils um osso duro de roer). Ultrapassando essa fase, Monfils poderá chegar longe na sua metade do quadro. Já Kokkinakis, que se encontra na mesma metade – a superior, de Rafa Nadal – joga em casa, e como já sabemos, ser australiano e jogar em Melbourne é já uma grande força para os craques da casa. Regressado daquela que foi uma lesão muito prolongada, o jovem australiano tem vindo a melhorar progressivamente e, apesar de ser apenas o 215º ATP, pode vir a revelar-se um dos darkhorses da prova. (Henrique Carrilho)

Fernando Verdasco – Apesar da sua grande inconsistência, o espanhol tem o hábito de causar dificuldades ou mesmo surpresas contra adversários mais cotadas dada a natureza “tudo ou nada” do seu jogo. Foi no Australian Open que Verdasco viveu os melhores momentos da sua carreira e o quadro sugere que existe a possibilidade de fazer outra grande campanha. Joga a primeira ronda contra Bautista Agut, que deverá estar cansado depois de jogar mais de cindo horas em dois dias para ganhar em Auckland, e os outros cabeças de série que poderá encontrar até aos quartos de final são Wawrinka (que não joga desde Wimbledon) e Thiem (sempre suspeito em piso duro). (Manuel Traquete)

Primeiro Tenista do Top 10 a Cair

Fonte: The Telegraph
Fonte: The Telegraph

Stan Wawrinka – Mais uma vez, as questões de ordem física estão na base desta aposta. Wawrinka ainda não disputou qualquer encontro em 2018, esteve seis meses parado devido a uma lesão no joelho esquerdo e, recentemente, debateu-se com uma lesão no ombro. Devendo jogar logo na terceira ronda frente aos sempres perigosos Roberto Bautista Agut ou Fernando Verdasco, não é crível que o suíço consiga, neste momento, ultrapassar qualquer destes potenciais adversários. (Francisco Sampaio)

Stan Wawrinka – O suíço adiou até ao último dia a decisão de arriscar ir a jogo em Melbourne ou não. Depois de se lesionar no joelho gravemente (necessitou de “ir à faca”), Stan “The Man” voltará agora ao mais alto nível competitivo depois de um interregno de seis meses – o último jogo disputado foi em Wimbledon, quando perdeu na primeira ronda frente a Medvedev. Estará a recuperação 100% completa? Será o suíço capaz de se apresentar a um nível competitivo? (Henrique Carrilho)

Jack Sock – O norte-americano teve um excelente fim de 2017 com um título em Paris Bercy e a meia-final atingida no ATP Finals, mas não pareceu estar em forma no primeiro torneio da temporada em Auckland e não tem um bom historial em torneios do Grand Slam (nunca atingiu sequer os quartos de final). (Manuel Traquete)

Foto de Capa: Facebook do Australian Open

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