Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Djokovic soube sobreviver para depois vencer
Novak Djokovic, que inicia 2017 na segunda posição da hierarquia mundial, teve de suar bastante para renovar o título no Qatar ExxonMobil Open. O sérvio teve um caminho relativamente tranquilo até às meias-finais. Contudo, um Fernando Verdasco bastante inspirado haveria de colocar o sérvio em grandes dificuldades. Djokovic chegou mesmo a salvar cinco match points.
Na final mais aguarda desta primeira semana de competição do circuito ATP, o número um mundial, Andy Murray, tentava dar continuidade ao extraordinário final de temporada que realizou em 2016. Por outro lado, Djokovic queria por fim ao jejum de títulos que durava desde julho do ano passado – o último título do sérvio foi no masters 1000 de Montreal.

Numa final com um nível bastante elevado, sobretudo se tivermos em conta que ainda estamos no início da temporada, Djokovic entrou melhor e, com toda a justiça, conquistaria o primeiro set por 6-4. No segundo parcial, a historia esteve perto de se repetir: o sérvio servia a 6-3 e 5-4 para fechar o encontro e chegou mesmo a estar a apenas um ponto da vitória. Todavia, Murray mostrou por que razão é número um mundial e assinaria três jogos consecutivos, fechando, desta forma, o segundo set por 7-5.
Na terceira e decisiva e partida, o sérvio apareceu algo desgastado fisicamente e tudo parecia indicar que Murray iria conquistar, pela terceira vez na sua carreira, o torneio de Doha – o escocês havia triunfado em Doha no ano de 2008 e 2009. No entanto, e quando o marcador estava em 3-2 desfavorável a Djokovic, Murray desperdiçou a oportunidade de quebrar o serviço do sérvio. No ténis, como no futebol, quem não marca, sofre. Logo no jogo seguinte, Djokovic haveria de conseguir fazer o break, que se viria a mostrar decisivo para o triunfo do sérvio.
No final do encontro, ambos os jogadores mostraram-se bastante satisfeitos com as suas prestações. O número dois mundial chegou mesmo a afirmar que “foi o melhor cenário que poderia imaginar para o começo de temporada.” No que a Murray diz respeito, considerou que foi um grande teste e que, apesar não ter ganho, apresentou um nível bastante bom.
Grigor Dimitrov e Bautista Agut começam 2017 com o pé direito
Nos outros dois torneios que decorrem nesta semana, Grigor Dimitrov, em Brisbane, e Bautista Agut, em Chennai, acabaram por conquistar os respetivos torneios.
No caso do búlgaro, e apesar de Dimitrov ser um jogador de créditos firmados, a conquista do torneio de Brisbane reveste-se de especial importância: é que o torneio australiano contava com jogadores como Milos Raonic, Stan Wawrinka, Kei Nishikori, Dominic Thiem e, ainda, Rafael Nadal. O sucesso de Dimitrov é ainda maior se tivermos em linha de conta que teve de derrotar três jogadores que figuram nos dez melhores jogadores do mundo: Dominic Thiem, nos quartos-de-final; Milos Raonic, nas meias-finais e, finalmente, Kei Nishikori no derradeiro encontro.

Fonte: ATP
Em Chennai, na Índia, Roberto Bautista Agut acabou por confirmar o favoritismo inicial. Em todo o torneio, o espanhol não teve de defrontar qualquer adversário que estivesse sequer nos vinte primeiros do ranking – o encontro mais difícil de Bautista Agut, pelo menos no que ao ranking diz respeito, foi frente a Benoit Paire, que ocupava o 47º lugar da hierarquia mundial.
Desta forma, e se tivermos em linha de conta que o principal favorito à conquista do torneio, Marin Cilic, saiu derrotado logo no encontro de estreia frente a Jozev Kovalic – o eslovaco bateu o português Gastão Elias na primeira ronda –, a vitória de Bautista Agut reveste-se de alguma naturalidade.
Roger Federer e Rafael Nadal: os campeões ressuscitam?
Um dos pontos de interesse a acompanhar nesta temporada de 2017 são, obviamente, os regressos à competição de Roger Federer e Rafael Nadal.

O suíço, que optou por participar na Hopman Cup, disputou seis encontros: três de singulares e três de pares. O saldo é bastante positivo, visto que venceu quatro e perdeu dois. Em singulares, o suíço foi derrotado pelo jovem alemão Alexander Zverev (7-6, 6-7 e 7-6) e venceu o francês Richard Gasquet (6-1 e 6-4) e o Britânico Dan Evans (6-3 e 6-4).
No que a Rafael Nadal diz respeito, o espanhol escolher iniciar a temporada no torneio de Brisbane. O espanhol, que acabaria por cair nos quartos-de-final frente a Milos Raonic pelos parciais de 4-6, 6-3 e 6-4, derrotou o ucraniano Dolgopolov e ainda o alemão Mischa Zverev.

Relativamente ao suíço e ao espanhol, já tive oportunidade de escrever neste mesmo espaço que não acredito que voltem aos seus tempos de ouro, mas poderão melhorar bastante relativamente à época passada. Se estes resultados o indicam? Penso que apenas o Australian Open conseguirá responder a essa questão.
Murray e Djokovic: a rivalidade que veio para ficar
Uma das conclusões que esta primeira semana nos permite tirar é que a rivalidade entre Murray e Djokovic veio para ficar. O sérvio e o escocês ainda estão, na minha opinião, um degrau acima de todos os outros. A temporada de 2017 será, desta forma, marcada por mais duelos entre os atuais números um e dois da hierarquia mundial.
Foto de capa: ATP
Artigo revisto por: Francisca Carvalho












