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Dongfeng Motor Wuhan Open: Caroline Garcia conquista o título mais importante da carreira

Francisco Sampaio · 2 min

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Tratava-se de um torneio WTA Premier 5 e contava no cartaz com nomes como os de Garbiñe Muguruza, Simona Halep, Karolina Pliskova, Caroline Wozniacki, Jelena Ostapenko, Petra Kvitova, Angelique Kerber ou Sloane Stephens. Portanto, o Dongfeng Motor Wuhan Open tinha todos os ingredientes para ser aquilo que não foi: um torneio de topo. Devido à sua calendarização, com os dias finais a chocar com aqueles que marcavam o início do China Open, ficou sempre a ideia de que as primeiras cabeças de série encararam o torneio como uma preparação para o WTA Premier Mandatory que se seguiria.

Pese embora a derrota na final, Barty eliminou três jogadoras do top 10 Fonte: Dongfeng Motor Wuhan Open
Pese embora a derrota na final, Barty eliminou três jogadoras do top 10
Fonte: Dongfeng Motor Wuhan Open

É assim difícil apontar as principais desilusões do torneio, tantas que estas foram (e poderão efetivamente considerar-se como desilusões, ou antes como exemplos de boa gestão do calendário desportivo?). Caroline Wozniacki, claramente fatigada após a recente conquista do Toray Pan Pacific Open, caiu logo na segunda ronda frente à surpreendente Maria Sakkari. Simona Halep, também na segunda ronda, foi “cilindrada” por Daria Kasatkina (6-2 e 6-1). Johanna Konta, a atravessar uma terrível série de resultados, também não passou da segunda ronda, tendo sido derrotado pela “finalista” Ashleigh Barty. A somar a estes exemplos há ainda os de Petra Kvitova, Sloane Stephens, Madison Keys ou Angelique Kerber, todas elas derrotadas logo na primeira ronda do Wuhan Open.

Com tão poucos motivos de interesse num torneio em que, entre as principais favoritas, apenas Garbiñe Muguruza, Karolina Pliskova e Jelena Ostapenko pareceram interessadas em competir até uma fase mais avançada do mesmo, foi sem surpresas que à final chegaram duas outsiders: Caroline Garcia e Ashleigh Barty. Assim, enquanto a francesa derrotou Kerber, Mchale, Cibulkova, Makarova e Sakkari na sua “caminhada” até à final, a australiana deixou pelo caminho Bellis, Konta, Radwanska, Pliskova e Ostapenko.

E foi precisamente no confronto entre as finalistas que o Dongfeng Motor Wuhan Open conheceu o seu momento mais emocionante. Durante 2h46m de breaks e contra breaks, e num encontro em que Barty até serviu por duas vezes para vencer a final, acabou por ser Caroline Garcia a levar a melhor num terceiro set em que denotou uma melhor condição física. E foi assim, com os parciais de 6-7(3), 7-6(4) e 6-2 que Garcia conquistou o título mais importante da sua carreira.

Caroline Garcia superiorizou-se a Barty no terceiro set Fonte: Dongfeng Motor Wuhan Open
Caroline Garcia superiorizou-se a Barty no terceiro set
Fonte: Dongfeng Motor Wuhan Open

Com esta vitória, a quarta da carreira em torneios WTA (após as conquistas em Bogotá [2014], Estrasburgo [2016] e Maiorca [2016]), Caroline Garcia atinge o seu melhor ranking de sempre (15º lugar). Para Ashleigh Barty a chegada à final do Dongfeng Motor Wuhan Open permite-lhe, igualmente, a subida para a 23ª posição do ranking WTA, igualmente a melhor classificação de sempre para a australiana. As emoções na China foram, por agora, menos intensas do que seria expectável, mas essa realidade promete mudar na próxima semana. Com o China Open já em curso, e os muitos pontos que neste existem em disputa, desta feita as melhores tenistas do mundo não irão seguramente jogar aquém das suas reais possibilidades.

Foto de Capa: Dongfeng Motor Wuhan Open

Francisco Sampaio

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