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Fim-de-semana de estreias no circuito ATP | Ténis

Diogo Rodrigues · 4 min

Fim-de-semana de estreias no circuito ATP | Ténis
Foto: Nordea Open

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Depois do adeus a mais uma edição do centenário e emblemático torneio de Wimbledon, foi sem tempo a perder que a caravana rumou a duas provas totalmente distintas; em comum, o facto de  pertencerem à categoria 250 do ATP Tour.

A temporada de relva findava com o tradicional e mítico evento de Newport nos EUA, local onde se situa o panteão da modalidade. Já a terra batida voltava para uma minissérie de provas disputadas no velho continente com a realização de um dos torneios mais queridos do ano, o de Bastad na Suécia.

Findadas essas competições, e visto que consagraram estreantes na galeria de campeões do circuito, neste artigo mostraremos  mais acerca dos seus percursos, bem como o que os levou ao triunfo na semana que agora findou e o que destes se poderá esperar.

Foto de Capa: Nordea Open

SEMANA DE SONHO COROADA COM INÉDITA ENTRADA NO TOP 30

No começo da semana, quando se iniciou o quadro principal do evento realizado na estância balnear sueca, Bastad, no elenco contávamos com nomes consagrados, como o do norueguês Casper Ruud, grande favorito a revalidar o título, Diego Schwartzman, um dos maiores especialistas no pó de tijolo, o super completo tenista de Gijón, Pablo Carreño Busta, ou o finalista de Monte Carlo, o malaguenho Alejandro Davidovich Fokina, responsável pela queda do vimaranense João Sousa, na primeira ronda. A verdade, e desafiando toda a lógica, é que quem saiu da Suécia com razões para festejar foram mesmo dois tenistas alvicelestes, no caso o detentor do nosso Millennium Estoril Open, Sebastian Baez, e Francisco Cerúndolo.

Pois bem, seria mesmo o jogador de 23 anos, e que havia cedido na final de Buenos Aires, na temporada transata, para o espanhol Pedro Martinez, a celebrar a primeira conquista no escalão maior do Ténis a nível mundial, ele que, entre outros, bateu nesta verdadeira odisseia em terras nórdicas: Pedro Sousa, Pablo Carreño Busta e Casper Ruud, imitando o feito do membro mais novo do clã, Juan Manuel, na época anterior, em Córdoba.

Com uma direita ultra agressiva, mas consistente, um serviço incrivelmente sólido e profundo, e uma sobriedade de fundo do court invejável para alguém tão jovem – enveredou pelo profissionalismo apenas em 2018 -, Francisco foi subindo sustentadamente na carreira. E poderá, a breve trecho, ser um atleta a disputar, sobretudo, mas não só, sob terra as provas mais importantes do calendário tenístico internacional.

AFINAL É POSSÍVEL TRIUNFAR COM UM TIPO DE TÉNIS DIGNO DO ANTIGAMENTE!

Talvez inspirado pela estreia, horas antes e do outro lado do globo, o franco-americano, de 26 anos, Maxime Cressy tentava, à terceira final em Newport l, onde o quadro, embora menos recheado de estrelas, tinha nomes de referência em superfícies relvadas como Jhon Isner, Jordan Thompson e claro o do grande favorito Félix Auger-Aliassime, somar a maior conquista de uma carreira profissional que contava apenas com um par de sucessos na II divisão da modalidade a nível global, os Challengers.

Sempre fiel às raízes do seu jogo, constantes serviços e incursões á rede, onde, na minha opinião, é a principal referência da atualidade, nesse capítulo de jogo cada vez menos usual aos dias de hoje, conseguiu superar o polémico, imprevisível e inconstante cazaque Alexander Bublik no encontro decisivo. Isto, recuperando de uma desvantagem de set e break. De salientar que Cressy, no início da temporada, se encontrava à margem do top 150 mundial, perdendo várias vezes de forma clara para tenistas como Nuno Borges, Pedro Sousa e Frederico Silva.

Com esta conquista entre a nata do desporto, ascenderá à 33.ª posição da hierarquia individual masculina. Já Cerúndolo entrará pela primeira vez nos 30 melhores tenistas mundiais, com a 30.ª posição da tabela a ser o seu poiso, pelo menos durante esta semana.

Escalonados para voltarem a atuar na presente semana nos torneios de Gstaad, em solos helvético e de Hamburgo, será que serão capazes de dar sequência a tais feitos? Ou não resistirão à fadiga física, mas sobretudo psicológica, inerentes a tamanha façanha?

Estes e outros nomes mostram bem que o Ténis é um desporto onde, semanalmente, surgem novos jogadores prontos a assumir papéis de destaque e que tornam a modalidade tão especial, excitante e em constante mudança.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Diogo Rodrigues

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