Jogadores que Admiro #87 – Roger Federer

- Advertisement -

Cabeçalho modalidades

Terminada a temporada tenística de 2017 olhar para o ano em retrospetiva permite identificar um Rafael Nadal de regresso à sua melhor forma, entenda-se, menos fustigado por lesões mas, acima de tudo, permite perceber que há um suíço para o qual, aparentemente, não existem limites. No cartão de identidade de Roger Federer a data de nascimento parece ser um dado meramente ilustrativo, tal é a forma como ainda joga (ou será preferível dizer “como joga cada vez melhor”) o Maestro.

Descrever o que foi e continua a ser a carreira de Roger Federer é um exercício que não cabe num artigo. Este já ganhou (quase) tudo o que havia para ganhar e, diga-se, só lhe falta mesmo uma medalha de ouro olímpica em singulares (algo que, provavelmente, nunca virá a acontecer) para que se possa dizer, quando FedEx se retirar, que a sua carreira foi absolutamente perfeita.

A verdade é que depois de 19 títulos do Grand Slam, depois de ter sido número um do ranking ATP durante um total de 302 semanas (237 das quais consecutivas), e depois de ter vencido 1132 encontros e de ter perdido apenas 250 (81,91%), Roger Federer continua a ser o tenista mais acarinhado do circuito ATP. É-o, seguramente, pela qualidade que demonstra dentro de court mas também o é, indubitavelmente, pela classe e desportivismo que transpira fora de campo. Homem de causas nobres, apenas uma memória prodigiosa poderá conseguir encontrar um momento em que Federer tenha discutido com um árbitro, sido menos correto com um adepto ou tenha tido menos fair play para com um adversário.

Roger Federer é, para muitos, o melhor tenista de sempre Fonte: Facebook de Roger Federer
Roger Federer é, para muitos, o melhor tenista de sempre
Fonte: Facebook de Roger Federer

Desportivamente falando, o suíço é uma máquina de jogar ténis. Aliás, quando se compara, por exemplo, Federer e Nadal, existe sempre a tentação de fazer uma analogia com a rivalidade entre Messi e Cristiano Ronaldo. Federer é o Messi do ténis, é (supostamente) um predestinado enquanto Nadal é obra de muitas horas de trabalho. Puro erro! Ninguém nasce predisposto a jogar ténis como o suíço o faz. É certo que a sua elegância é notável e, certamente, não se aprende nos treinos, mas não foi um qualquer toque de Midas que o levou a executar próximo da perfeição uma tão grande variedade de serviços, a ter uma pancada de direita tão devastadora (em potência e em colocação) ou a ter aquele que é, seguramente, o melhor jogo de pés da história do ténis.

Assistir a um jogo de Roger Federer é admirar uma prática desportiva mas também é, em certa medida, um exercício cultural. Há ali poesia em movimento, qual Pablo Neruda do serviço-volley, qual William Shakespeare do amorti com side spin, qual Dante do passing shot de esquerda, qual Walt Whitman do SABR. Federer não é “apenas” um tenista; ele é o Deus do ténis.

O suíço terminará o ano 2017 como número dois do ranking mundial. O tempo luta agora contra ele, a capacidade física já não é a mesma de outrora mas, se há algo que Federer há já muito tempo ensinou aos adeptos de ténis é que, para ele, não existem impossíveis. Como tal, espera-se com muita expetativa pelo início da próxima temporada que, quem sabe, o poderá levar de regresso ao topo do ranking ATP. E se Federer assim o quiser (e fisicamente puder), restam poucas dúvidas de que o irá conseguir. Depois, poderá deixar a modalidade se assim o entender, mas a verdade é que (quase) ninguém quer que tal aconteça; para quem gosta de ténis, Federer é de sempre e para sempre.

Foto de Capa: Facebook do Australian Open

Francisco Sampaio
Francisco Sampaiohttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Mais um clube interessado em Rafael Obrador depois de ser apontado à La Liga

O Sassuolo está interessado na contratação de Rafael Obrador. O lateral espanhol também já foi associado ao Rayo Vallecano e à Real Sociedad.

Sporting interessado em médio espanhol que já foi alvo do Benfica neste mercado

O Sporting está interessado em Sergio Arribas, médio do Almería formado no Real Madrid, que já foi alvo do Benfica neste mercado.

Real Madrid acelera por Yan Diomandé: proposta pode chegar aos 140 milhões de euros

O Real Madrid apresentou uma proposta entre 130 e 140 milhões de euros, incluindo bónus, ao Leipzig por Yan Diomandé.

Conselho de Arbitragem divulga nomeações para a jornada inaugural da Primeira Liga

O Conselho de Arbitragem da FPF divulgou as equipas de arbitragem para os jogos da jornada inaugural da Primeira Liga.

PUB

Mais Artigos Populares

Marco Silva explica gestão dos centrais no Benfica: «Não há que esconder que podemos equacionar adaptar jogadores»

Marco Silva realizou a conferência de antevisão ao encontro entre Benfica e Hearts, referente à 3.ª pré-eliminatória da Europa League.

Marco Silva aborda ‘dossiê’ Schjelderup: «Todos veem como apostamos no jogo pelos corredores e isso demonstra que ele é fundamental»

Marco Silva realizou a conferência de antevisão ao encontro entre Benfica e Hearts, referente à 3.ª pré-eliminatória da Europa League.

Marco Silva revela as ausências do Benfica para o jogo diante do Hearts

Marco Silva realizou a conferência de antevisão ao encontro entre Benfica e Hearts, referente à 3.ª pré-eliminatória da Europa League.