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Miami Open: O “Deus” (do Ténis) deve estar louco

Francisco Sampaio · 3 min

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Cabeçalho modalidadesTerminado o Miami Open, segundo torneio ATP Masters 1000 da temporada, começam a desenhar-se algumas tendências prováveis para o que resta do presente ano tenístico. Assim, se na vertente feminina o equilíbrio e a (relativa) imprevisibilidade têm sido nota dominante, já na vertente masculina, há um suíço que, aparentemente renascido das cinzas, tem dominado por completo o circuito: Roger Federer.

Na vertente feminina, o destaque vai por completo para a vencedora do torneio: Johanna Konta. A britânica, que há menos de quatro anos não conseguia sequer ultrapassar o qualifying do Estoril Open, é hoje em dia reconhecida como uma das melhores tenistas do mundo. O serviço é a sua principal arma mas, o que mais se destaca em Konta, é a consistência global do seu jogo. A britânica atinge agora a sua melhor classificação de sempre no ranking WTA (7ª posição) e, mantendo-se o seu ritmo evolutivo, parece plausível que esta venha a figurar no top 3 mundial muito em breve.

Já Caroline Wozniacki, derrotada por Konta na final, vem confirmando a sua (re)ascensão, contabilizando já três grandes finais em 2017. Apesar de não ter ganho qualquer uma delas importa recordar que foi precisamente assim que a dinamarquesa conseguiu, em 2010, atingir o lugar cimeiro da hierarquia mundial sem que tenha vencido qualquer torneio do Grand Slam.

Como notas de destaque, há ainda a referir: pela positiva, Venus Williams, que aos 36 anos continua sistematicamente a atingir fases avançadas dos principais torneios; pela negativa, Angelique Kerber, que continua sem conseguir atingir o nível apresentado na temporada passada.

Johanna Konta
Fonte: Miami Open

Na vertente masculina, o destaque vai, por completo, para Roger Federer. Ainda que pela primeira vez apresentando alguns sinais de desgaste físico, especialmente nos encontros frente a Tomas Berdych e a Nick Kyrgios, o suíço foi mesmo assim superior a toda a concorrência e, com a sua pancada de esquerda a atingir um nível cada vez mais elevado, acabou por conquistar o terceiro grande torneio da temporada.

Não restam dúvidas: Federer foi rei e senhor da primeira passagem do circuito pelos pisos rápidos em 2017. O suíço deverá agora descansar até Roland-Garros para, posteriormente, procurar atacar em força a conquista do seu oitavo título, em Wimbledon.

Do Miami Open, destacam-se ainda os desempenhos de: Nick Kyrgios, que esta temporada parece estar mais estável emocionalmente e, como tal, capaz de elevar o seu ténis a um patamar nunca antes visto; Fabio Fognini, que tirou da cartola todo o talento que lhe é amplamente reconhecido e que foi capaz de o converter em resultados (tendência a manter ou apenas mais um “fogacho” típico do italiano?); e Rafael Nadal, que está também a atingir resultados que muitos julgariam já não ser possíveis, sendo apenas ofuscado neste início de temporada por um super-Federer, mas que poderá ter em Roland-Garros a oportunidade de vir a conquistar, novamente, um torneio do Grand Slam.

federer miami open
Fonte: Miami Open

Relativamente aos portugueses os desempenhos foram, como têm sido em 2017 nos principais torneios, bastante modestos. Se por um lado Gastão Elias saiu derrotado logo na primeira ronda por um Horacio Zeballos que, estando mais bem classificado no ranking ATP, apresenta claramente menos recursos técnicos do que o português, por outro lado João Sousa não foi além da segunda ronda do torneio após beneficiar de um bye na primeira ronda.

Frente a um Fabio Fognini a um nível que já não se via há algum tempo, o vimaranense obrigou o italiano a levar a decisão da partida a um terceiro set mas, no final, acabou vergado aos maiores recursos técnicos de Fognini.

Ponto final no Miami Open, os olhos estão agora postos no Clube Internacional de Foot-Ball (CIF) onde, no próximo fim de semana, Portugal disputará com a Ucrânia a segunda eliminatória da Taça Davis.

Foto de capa: Miami Open

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Francisco Sampaio

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