Última horaCristian Ferreira após FC Porto x Académico de Viseu: «Saímos tristes porque o jogo se desenrolou de uma forma que não esperávamos»
Publicidade

Mutua Madrid Open: Mais Terra Batida, Mais Rafael Nadal?

Francisco Sampaio · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesDia de final do Millennium Estoril Open é, igualmente, dia de início em pleno do quadro principal do Mutua Madrid Open, torneio do ATP Masters 1000 e WTA Premier Mandatory, um dos mais importantes da temporada tenística. Na terra batida de Madrid já se joga e já se conhecem alguns resultados (não muito positivos para Portugal).

Fonte: Facebook Oficial de João Sousa
Fonte: Facebook Oficial de João Sousa

Começando precisamente por aí, João Sousa foi “atropelado” por Fabio Fognini, na primeira ronda do torneio, por um duplo 6-4. O melhor tenista português de sempre continua o seu mau momento e, em apenas 1h08m e sem dispor de qualquer ponto de break, cedeu estrondosamente perante o italiano, atual número 29 do ranking ATP, que esteve sempre muito consistente no fundo do court e desequilibrou com a sua pancada de direita. Com esta derrota a vida não fica fácil para o “Conquistador” que, 19 meses depois, abandonará pela primeira vez o top 50 da hierarquia mundial e deverá agora procurar soluções para dar a volta à situação atual. A próxima paragem para o português é o Internazionali BNL d’Italia.

Na vertente feminina, sem Serena Williams, Victoria Azarenka e Agnieszka Radwanska, mas já com (a mal-amada) Maria Sharapova, o Mutua Madrid Open promete equilíbrio. Angelique Kerber, Dominika Cibulkova e Garbiñe Muguruza têm tido um início de época aquém das expetativas, Karolina Pliskova tem conseguido avançar nos principais torneios mas cede nos momentos de maior pressão, Simona Halep tem apresentado a inconsistência habitual. A somar a isso, logo na primeira ronda caíram Johanna Konta, Madison Keys, Elena Vesnina.

Fonte: Facebook Oficial de Garbiñe Muguruza
Fonte: Facebook Oficial de Garbiñe Muguruza

Tendo em conta estes dados, apesar de tudo, o principal favoritismo parece recair sobre Garbiñe Muguruza que, pela agressividade do seu ténis, apresenta caraterísticas que favorecem o seu desempenho em terra batida. Quanto a Maria Sharapova, apesar das qualidades que lhe são reconhecidas no pó de tijolo a tenista russa parece ainda em busca do meu melhor momento de forma, pelo que não é expectável que avance além da terceira ronda do torneio na qual, caso não existam surpresas, deverá defrontar a número 2 mundial, Angelique Kerber.

Finalmente, na vertente masculina, falar de terra batida será sempre sinónimo de falar de Rafael Nadal, sobretudo com o espanhol “a jogar em casa” e numa temporada em que se encontra de regresso às grandes finais e às vitórias. O caminho até à final não será fácil, já que até lá Nadal deverá ser capaz de enfrentar e vencer nomes como Nick Kyrgios, Milos Raonic ou Novak Djokovic. Contudo, “El Toro” parece mesmo imbatível em terra batida e, na ausência de Roger Federer, parte para o Mutua Madrid Open como grande favorito à conquista do torneio. Assim, na vertente masculina os principais motivos de interesse passarão mesmo por perceber até onde podem chegar Andy Murray e Novak Djokovic, que têm tido uma primeira metade de temporada aquém das expetativas e, no caso do sérvio, mesmo dececionante.

Fonte: Facebook Oficial de Rafa Nadal
Fonte: Facebook Oficial de Rafa Nadal

Estão lançados os dados para o Mutua Madrid Open, que antecede o Internazionali BNL d’Italia e serve de rampa de lançamento para Roland-Garros. Na vertente feminina Serena Williams deixou o caminho aberto para um consistente ataque à liderança da hierarquia mundial; na vertente masculina os dominadores do passado estão “de volta” e têm sido arrasadores até ao momento. As hostes animam-se, e o mundo do ténis aguarda ansiosamente pela chegada à terra batida da capital francesa!

Foto de Capa: Facebook Oficial do Mutua Madrid Open

 

 

Francisco Sampaio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.