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No ténis não é fácil fazer um balanço da temporada. O factor pessoal entra em grande escala em qualquer análise subjectiva de uma temporada tenística. Para evitar isso, adoptei o modelo mais simples e mais objectivo: olhar para o ranking e ver aquele/aquela que terminou o ano como n.º 1 mundial.

No ténis masculino, Novak Djokovic termina o ano de 2014 no topo do ranking mundial. O tenista sérvio venceu sete torneios ATP, mas apenas um grand slam, Wimbledon. Este é o terceiro ano consecutivo em que Novak Djokovic vence apenas um grand slam.

Em 2012 e 2013 venceu o Australian Open, enquanto este ano venceu Wimbledon, isto depois de em 2011 ter conquistado tudo menos o Roland Garros. Djokovic foi surpreendido apenas por Nishikori no US Open e por Wawrinka no Australian Open e em Roland Garros perdeu para Nadal na final.

De referir ainda que este ano o tenista sérvio não disputou um único evento ATP 250, o mais baixo do circuito mundial, numa estratégia que lhe permitiu focar-se nos eventos mais importantes – os Masters 1000 acabaram por ser determinantes.

No sector feminino, Serena Williams conquistou também ela sete eventos do circuito WTA, tendo, à semelhança de Djokvic, vencido apenas um torneio “major”, neste caso o US Open. Serena Williams disputou quase o mesmo número de torneios que Djokovic, embora com resultados menos positivos nos quatro grand slams.

Para além da vitória no US Open, sobre Caroline Wozniacki, numa final sem grande história, a tenista norte-americana foi eliminada frente a Alize Cornet na 3ª ronda em Wimbledon; na 2.ª ronda frente a Garbine Muguruza em Roland Garros e na 4.ª ronda frente a Ana Ivanovic no Australian Open.

Serena Williams valeu-se dos torneios disputados em território norte-americano, tendo feito uma excelente temporada pré-US Open. Aliás, dos torneios disputados nos Estados Unidos, Serena Williams só não venceu um, o que atesta a importância de encontros jogados “em casa”.

Mas, numa temporada em que Serena Williams e Novak Djokovic terminam como “campeões do mundo”, é importante também destacar a competitividade de Maria Sharapova e Ana Ivanovic, que voltaram a exibir-se ao mais alto nivel, ou ainda a confirmação de Eugenie Bouchard como figura de proa do ténis feminino.

No plano masculino, destaque ainda para Roger Federer que, aos 33 anos, subiu do 8.º para o 2.º lugar do ranking, ficando próximo de Djokovic, ou para a subida de Cilic, que passou de 37.º para 9.º depois de ter tido a carreira em suspenso devido ao doping.

Foto de Capa: Marianne Bevis

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