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Desde os mais jovens aos mais velhos, alguns destes tenistas pareciam ser os próximos grandes nomes do desporto da bola amarela. Tiveram o seu auge, um ou dois anos (ou até uma vida inteira), mas depois não aconteceu mais nada para além disso.
Neste contexto, segue-se mais uma semana em que a redação de Ténis do Bola na Rede conta algumas retrospectivas deste ano de Ténis. Desta vez, falaremos sobre alguns nomes que possam ter desapontado o panorama da modalidade.
Como uma desilusão nunca vem só, escolhemos seis dos tenistas que, na nossa ótica, se encaixam neste patamar negativo à época de 2019.
NICK KYRGIOS

Fonte: Citi Open
Profissionalizado em 2013, o australiano de 24 anos deu esperanças de uma carreira de sucesso: desde o triunfo dos Grand Slam Júnior, até aos três títulos conquistados em 2016, que lhe deu acesso ao lugar mais alto da sua carreira – 13.ª posição – Kyrgios parecia ter chegado e surpreendido tudo e todos.
Caraterizado, durante a sua carreira, por algumas atitudes controversas e desnecessárias em campo, o australiano de descendência greco-malaia está, neste momento, em 30.º no ranking ATP, e, o melhor do seu ano foi apenas a conquista dos dois títulos ATP 500 – Washington e Acapulco. Nem numa final de Masters 1000 vimos este tenista este ano.
Para quem sempre deu expectativas de muito mais, 2019 não foi, certamente, o ano ideal para Kyrgios demonstrar todo o seu potencial.
CAROLINE WOZNIACKI

Fonte: Open da Austrália
No circuito WTA, Caroline Wozniacki passou longe da ribalta. Desde 2008 que a tenista dinamarquesa não acabava uma época sem um título, no entanto há uma primeira vez para tudo. Na única final que jogou, em Charleston, nos EUA, Carolina Wozniacki perdeu contra Madison Keys.
Quanto aos Grand Slams, a ex-número um mundial ficou pelo caminho nos 16avos de final do Open da Austrália, Wimbledon e US Open. Em Roland Garros, foi eliminada na primeira ronda.
No ano passado, Caroline Wozniacki terminou a temporada no terceiro lugar do ranking WTA. Um ano depois, é 37.º classificada, algo que já não acontece desde 2016.
Com o final da época, resta à tenista dinamarquesa refletir sobre o que correu mal e voltar em grande em 2020.
JACK SOCK

Fonte: ATP Tour
O americano de 27 anos conquistou, em oito finais, quatro títulos na sua carreira, que o posicionou como número oito do ranking ATP – mas não foi em 2019.
Quem diria que, depois de ter ganho o torneio mais importante da sua carreira – ATP Masters 1000 Paris – em 2017, nunca mais ouviríamos falar de Jack Sock.
Neste momento, o americano nem sequer está posicionado no ranking ATP. Tem jogado uns torneios de menor importância, mas nem nesses tem tido grandes resultados.
A esperança de voltar a ter um americano de renome no Ténis Mundial, certamente acabou com a falta de resultados de Jack Sock.
MARIA SHARAPOVA

Fonte: Open da Austrália
Quando se faz referência a Maria Sharapova, fala-se de mais de trinta títulos WTA e da liderança do ranking do circuito feminino. Todavia, essa mesma liderança já não é alcançada desde junho de 2012.
A carreira da tenista russa, de 32 anos, nem sempre foi um mar de rosas. Em 2016, foi suspensa por dois anos pela Federação Internacional de Ténis. No entanto, a pena foi reduzida para quinze meses.
Desde o seu regresso, Maria Sharapova apenas conquistou um título, confirmando que o seu melhor ténis está longe de ser alcançado.
No ano que está prestes a acabar, a tenista russa realizou, somente, quinze partidas. O Open da Austrália acabou por ser o torneio onde Maria Sharapova se destacou mais, tendo chegado aos oitavos de final. A partir daqui, só somou três vitórias. No US Open, realizou o seu último encontro da temporada. Diante de Serena Williams, sofreu uma pesada derrota que a afastou do torneio americano logo na primeira ronda.
A poucos meses do final da época, o azar voltou a bater à porta e uma lesão no ombro deu por terminada a temporada da russa.
As más prestações nos torneios que disputou, juntando às lesões que sofreu, fazem com que, no final de 2019, a tenista de 32 anos esteja na 131.ª posição do ranking WTA. Muito longe dos lugares áureos ocupados no passado.
BORNA CORIC

Fonte: ATP World Tour
O tenista croata, de 23 anos, teve uma época abaixo das expectativas. No ano passado, Borna Coric conquistou um título ATP, em Halle, na Alemanha. Porém o mesmo não se repetiu em 2019.
Ao longo da temporada, jogou apenas uma final, em São Petersburgo. Diante de Daniil Medvedev, Borna Coric sofreu uma derrota sem grande discussão.
Desta vez, a raça e a determinação que apresentou em épocas passadas ficaram ausentes dos courts. Com a qualidade que apresenta era expectável que chegasse mais longe em muitos dos torneios que disputou, no entanto tal não aconteceu.
Às más exibições, juntou-se uma queda do ranking ATP. As seis derrotas consecutivas que teve no final da temporada, contribuíram para descida até ao 28.º lugar. Por esta altura, em 2018, Borna Coric era 12.º classificado o que correspondeu à sua melhor classificação de sempre.
A falta de finais e de títulos a juntar a uma época inconstante, justificam o porquê de o jovem croata estar na nossa lista de desilusões do ano.
SLOANE STEPHENS

Fonte: Roland Garros
A tenista americana de 26 anos não esteve no seu melhor em 2019. Alocada no 25.º lugar do ranking WTA, não ganhou nenhum título, e apenas tem uma diferença de cinco no que toca à vantagem vitórias-derrotas.
No entanto, esta tenista era mais uma das promessas para a realização do “sonho americano”: o seu auge de carreira prevalece nos seis títulos que arrecadou, e com eles, o número três no ranking WTA.
Foto De Capa: Citi Open
Artigo de Angelina Barreiro e Gonçalo Bernardo Oliveira
Artigo revisto por Joana Mendes













