Publicidade

O melhor não ficou para o fim

Gonçalo Bernardo Oliveira · 2 min

O melhor não ficou para o fim
Foto: Open da Argentina

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Pedro Sousa defrontou, este domingo, Casper Ruud na final do ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina. Apesar das dores que sentiu durante a semana, o tenista português foi mesmo a jogo para defrontar o tenista norueguês. Antes de falar da final, vamos recordar o percurso de ambos os jogadores.

Percurso Pedro Sousa

Pedro Sousa beneficiou da lesão de Diego Schwartzman para avançar para a sua primeira final da carreira
Fonte: Open da Argentina

1.º Ronda: Pedro Sousa 2-1 Facundo Diaz Acosta

Oitavos de final: Pedro Sousa 2-0 Jozef Kovalik

Quartos de final: Pedro Sousa 2-0 Thiago Monteiro

Meia-Final: Pedro Sousa – Diego Schwartzman

Percurso Casper Ruud

Com apenas 21 anos, o tenista norueguês alcançou a sua segunda final
Fonte: Open da Argentina

1.º Ronda: Casper Ruud 2-0 Pablo Andujar Alba

Oitavos de final: Casper Ruud 2-0 Roberto Carballes Baena

Quartos de final: Casper Ruud 2-0 Dusan Lajovic

Meia-Final: Casper Ruud 2-1 Juan Londero

Final

O primeiro set da partida teve apenas um sentido. Casper Ruud não precisou de exibir o seu melhor ténis para obter os pontos necessários para vencer o set inicial da final. Pedro Sousa revelou algumas dificuldades no seu serviço e em manter a bola dentro dos limites do court. Obviamente que a dores sentidas durante a semana prejudicaram, e muito, o rendimento de Pedro Sousa. O tenista, de 31 anos, acabou por ver o seu adversário fechar o primeiro jogo com o parcial de 6-1.

No início do segundo set, aumentaram as dúvidas sobre o estado de Pedro Sousa e se este estaria em condições de prosseguir o encontro. O número dois nacional colocou essa questão de lado e reuniu as últimas forças que tinha para disputar a final e sair de cabeça erguida da Argentina. Quem gostou dessa atitude foi o público argentino que aplaudiu cada esforço de Pedro Sousa. Esta postura guerreira criou alguns problemas a Casper Ruud. O tenista, de 21 anos, passou por vários momentos de distração, ainda assim foi a tempo de acordar e fechar o resultado da partida, após um jogo de serviço concluído com sucesso.

Ponto que deu o título histórico ao norueguês Fonte: ATP World Tour

Casper Ruud somou, desta maneira, o seu primeiro título no circuito ATP. Já, Pedro Sousa terá que esperar por outra oportunidade. Ainda assim, o tenista português deixou uma grande imagem na Argentina e, certamente, não irá esquecer esta semana, assim como todos os portugueses que acompanharam com atenção mais um grande feito do ténis nacional.

Foto de Capa: Open da Argentina

artigo revisto por: Ana Ferreira

Gonçalo Bernardo Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.