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Os 10 jovens prontos a explodir no circuito ATP

Diogo Rodrigues · 7 min

Stefanos Tsitsipas
Foto: ATP Tour

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No desporto em geral, e no ténis em particular, temos assistido, nos tempos mais recentes, a uma tendência que era norma nos inícios da década de oitenta, isto é, verdadeiros fenómenos de precocidade, que desde cedo apresentam resultados bem acima do que se lhes seria pedido em tão tenra idade.

Tendo por base o estado atual do ténis e alguns desses fenómenos, neste artigo  elaboramos um Top 10 dos que em nossa opinião poderão dar bastante à modalidade nos próximos anos, fazendo, assim, com que a nova geração ombreie cada vez mais de perto com a “velha guarda”. Convém esclarecer que, nesta tabela, apenas incluímos tenistas até aos 23 anos, refira-se ainda que a ordem dos mesmos não reflete qualquer tipo de hierarquização.

Foto de capa: ATP Tour

10.

Dominic Stricker – O jovem helvético, de apenas 18 anos, é apontado no seu país como o “novo” Federer. Depois de ter “queimado” a etapa de júnior, optando por começar de imediato a atuar no circuito ITF World Tour – terceira divisão do ténis a nível mundial – e, posteriormente, na segunda categoria – os Chalangers -, sempre com resultados de destaque, foi na presente semana a maior surpresa do ATP 250 de Genebra ao capitular apenas nos quartos de final, deixando pelo caminho o croata Marim Cilic e o húngaro Márton Fucsovics. Terá apenas de melhorar a sua concentração, que deverá ser constante para almejar a nata do ténis mundial, pois talento não lhe falta!

9.

Jannik Sinner – Com apenas 19 anos, o ex-esquiador iniciou já bastante tarde para um praticante de topo mundial contando já com três troféus entre a elite. Com um jogo bastante ofensivo e intencional, mistura na perfeição o que muitos não conseguem: agressividade controlada, o aspeto tático, algo que me impressiona em alguém tão jovem, a construção, a régua e esquadro de cada ponto, e a sua linguagem corporal, que, quer o resultado esteja ou não de feição, se mantém praticamente inalterada.

Este jogador tem tudo para brilhar, tendo condições de o concretizar nas mais variadas superfícies! Com tantos atributos entende-se qual a razão de ser o mais jovem nos 20 primeiros da classificação individual masculina!

8.

Holger Rune – De todos os membros desta lista, será talvez aquele a gerar maiores reticências, no entanto parece ser um valor seguro. Com 19 anos o norueguês logrou conquistar na temporada anterior o ceptro júnior de Roland Garros, sem a cedência de qualquer partida. Poderá ser, no futuro, um dos melhores sob terra. Tem apenas como contrariedade o facto de, na sua primeira época, no circuito principal ainda não ter rubricado resultados de valia, contudo isso poderá mudar, quem sabe já neste ano.

7.

Lorenzo Musetti – Natural de Florença, o jovem de 19 anos que começou por impressionar nos escalões mais inferiores, daria o salto na edição de 2020 do Masters 1000 de Roma, batendo de forma consecutiva: Marim Cilic e Stan Wawrinka. Com um serviço muito competente e um jogo talhado para terra Musetti, é um daqueles que não engana, sendo que lhe prevejo um futuro bastante risonho. Não admirando o facto de, em breve, passar a figurar no Top 40 ou até melhor.

6.

Félix Auger-Aliassime – O tenista de 20 anos, natural do Canadá e que recentemente iniciou um “casamento”, ainda sem resultados, com Toni Nadal deu nas vistas ainda em 2018, fazendo de pronto resultados bem animadores, incluindo um título e duas presenças em finais. Tem no serviço, apesar de cometer várias duplas faltas, e na direita as suas principais armas com a inconsistência e a rapidez em querer resolver algumas situações a serem aspetos a melhorar. Será que Toni o ajudará na obtenção dessa consistência fundamental num atleta de topo?

5.

Carlos Alcaraz – O “novo Nadal”, assim apelidado pela imprensa espanhola, conta com somente 18 anos e é natural de Múrcia. Tendo como melhor prestação os oitavos de final na edição de 2019 do Masters 1000 de Madrid. Já na presente temporada, novamente na capital do país, voltaria a “cair”, desta feita na segunda ronda diante de Rafa, no dia em que atingiu a maioridade, data que não irá esquecer!

Atualmente a disputar o Chalanger 125 do ATP World Tour em Oeiras, onde joga as meias finais, podendo somar no Jamor pontos importantes para uma inédita entrada nos 100 primeiros da classificação mundial. Carlitos será, sem margem para quaisquer dúvidas, um dos predestinados desta nova geração.

4.

Denis Shapovalov – Mais um canadiano, este claramente mais adaptado às superfícies mais rápidas, apesar de ter sido no pó de tijolo que atingiu o seu primeiro título que data de 2019, obtido na capital sueca. Com 22 anos completados, Shapo, num bom dia, possui mais que armas para se bater com os melhores do mundo, isto apesar de militar nos 15 primeiros do ranking. O serviço e a direita são os principais predicados deste atleta. Dénis parece ter tudo para ser mais um grande campeão.

3.

Sebastian Korda – Ex-vencedor – enquanto júnior – do US Open e de Roland Garros. Sebastian, filho de Petr, antigo tenista, saltou para a ribalta com a obtenção da sua primeira final na temporada transata. Anotando 20 anos, é a única esperança, aos dias de hoje, do ténis masculino norte-americano. Talento, riqueza tática, capacidade de provocar desequilíbrios, e a consistência parecem ser fatores capazes de o conduzir ao sucesso!

2.

Casper Ruud – Mais um atleta que concretiza em pleno a frase “filho de peixe sabe nadar”! Dado que o pai e seu treinador é o antigo Top 50 Christian Ruud. No entanto, o nórdico já alcançou e bateu os registos do progenitor, entrando nos 20 mais a nível mundial, conquistando até aos dias de hoje três troféus individuais. Aos 22 anos, vem de três meias finais consecutivas em provas Masters 1000 sob terra batida, superfície na qual explana de forma sublime toda a riqueza do seu jogo. A consistência, o poder de colocação da sua primeira pancada e o equilíbrio patenteado de ambos os lados do court fazem dele candidato mais que óbvio a almejar o Grand Slam parisiense!

1.

Stefanos Tsisipas – O líder desta tabela é aquele que, não obstante os seus apenas 22 anos, conta já com um currículo bem recheado, dispensando apresentações. Natural de Atenas, contou desde sempre com o apoio técnico do seu pai, Apostolos, que ainda hoje é o seu grande pilar. A mãe, também uma ex-praticante, chegou às 50 melhores da tabela WTA. Com uma maturidade, um poder de jogo, uma capacidade física invejável e apetência para ser “grande” em todos os pisos, é o mais completo da nova vaga de tenistas, tendo potencial para brevemente “assaltar” a liderança do ranking mundial!

Veremos nas próximas semanas se surgem mais nomes para entusiasmar todos os fãs deste desporto! Até lá, já sabe, fique bem, fique na boa companhia do seu BnR!

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Rodrigues

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