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Reconhecidos pela criatividade, audácia e essencialmente imprevisibilidade das suas ações num court de Ténis, este top 3 está designado para relembrar os jogadores com maior capacidade de improvisar, criar e executar jogadas que não só deixaram todos nós entretidos como de «queixo no chão».
1.

Fonte: US Open
Roger Federer – Difícil dizer Ténis sem pensar em Federer. Reconhecido por muitos como o melhor de sempre, era imprescindível colocar o nome do suíço na lista. Com mais de 100 torneios ATP ganhos, incluindo 20 Grand Slams e uma série de recordes, como sendo o jogador que ficou por mais tempo como número um mundial (um total de 310 semanas compreendidas entre 2004 e 2018), Roger Federer é um dos melhores jogadores da história a pisar num court de Ténis.
A conjugar ao seu arsenal técnico elevadíssimo, o tenista de 38 anos caracteriza-se pela fineza com que atua e a inteligência que dispõe em cada lançamento. Federer domina em praticamente todos os aspetos do jogo (técnico, físico, mental e tático), conseguindo em qualquer zona do terreno ser perigoso e imprevisível.
Seja com uma esquerda letal, um serviço eficaz ou com um slice traiçoeiro, o suíço tem vários métodos de controlar a partida. Todavia, neste artigo estejamos também a referenciar um jogador imprevisível nas suas ações, um criativo e, nomeadamente, um mágico.
Com amortis inesperados, subidas ao court em resposta ao serviço oponente ou até com no look shots, o helvético é dos mais versáteis e criativos de todos os tempos, sendo que, para além de todo o requinte técnico que dispõe, é dos maiores conquistadores da modalidade.
2.

Fonte: Citi Open
Nick Kyrgios – Conhecido por estar envolvido em diversas polémicas fora de campo, dentro do mesmo não há dúvidas do talento que Nick Kyrgios representa para o Ténis mundial.
Com um excelente toque de bola e com magia disfarçada de alguma arrogância, a verdade é que no momento, o australiano é um dos mais capazes tecnicamente e não fosse algum conformismo e apatia em partidas de “menor interesse”, o australiano já estaria noutro patamar. O tenista ocupa o atual 40.º posto e a sua intrepidez em determinadas jogadas e a sua capacidade atlética permite-lhe movimentar de forma muito eficaz no court, conseguindo findar lances quando ninguém acredita.
Kyrgios tem um espírito que recorda Monfils, não só pelos truques e interpolações não planeadas (que se efetuam na maioria das ocasiões), como pela forma recreativa (por vezes) como vive o Ténis. Por vezes, ocasionalmente, o australiano parece que interioriza um espírito antagónico que faz lembrar McEnroe pelas mudanças repentinas de humor.
Em suma, Nick Kyrgios ainda vai a tempo de uma carreira repleta de sucesso, não só pelo seu arsenal técnico, como também pelas ferramentas físicas que acarreta e que lhe fazem criar inúmeras vezes momentos mágicos dentro do court.
3.
Dustin Brown: “My plan was to come & play good tennis. I didn’t think past 9pm tonight” #Wimbledon pic.twitter.com/uJTGFMhRNm
— Wimbledon (@Wimbledon) July 2, 2015
Dustin Brown – O nome menos reconhecido neste top 3 e o menos condecorado, no entanto, era complicado deixar de fora aquele que é e foi um dos melhores “malabaristas” do Ténis mundial.
Nascido em Hannover (Alemanha) com descendência jamaicana, o tenista de 35 anos não tem o jogo mais polido do circuito, contudo, é um entertainer puro, com um estilo de jogo que consiste em «tweeners», serviços de elevada potência e, por fim, respostas aleatórias a serviços, capazes de provocar desequilíbrio no adversário e obrigar ao mesmo a uma perda significativa de ritmo.
Mesmo estando muito longe dos patamares de Kyrgios ou Federer, Dustin já conquistou várias vezes o mundo do Ténis, pela forma como derrotou adversários ou pelos oponentes em si, que havia derrotado. Como é o caso que nos remete para o ano de 2015, na segunda ronda do Wimbledon diante Rafael Nadal, onde o “showman germânico” elevou o seu Ténis para um nível ímpar, demonstrando ser um dos mais criativos do Ténis mundial.
Aliás, quando se questiona um dos jogos mais estranhos e menos ortodoxos que o Ténis tem memória, este, vem sem dúvida ao pensamento. Num palco como é o Wimbledon, Brown havia derrotado o número um do Mundo (Rafael Nadal) por 3-1, com uma audácia fantástica, destabilizando mentalmente um dos melhores de sempre.
Infelizmente, nunca teve a consistência para chegar ao topo (carreira recheada de lesões), mas criatividade nunca faltou ao germânico. No jogo diante o espanhol, Brown executou 58 winners e imensas jogadas recheadas de imprevisibilidade, onde o amorti tornou-se num terrível presságio para Nadal.
Por fim, foi naturalmente difícil ter que optar entre três jogadores criativos de um circuito repleto de talento, principalmente deixando atletas como Gael Monfils de fora. Contudo, os tenistas escolhidos não oferecem dúvidas relativamente à criatividade inerente no seu Ténis.
Foto de Capa: ATP World Tour














