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Um ano marcante para a modalidade. Houve vários recordes e momentos marcantes que certamente ficarão na história do Ténis. E também houve jogos que merecem ser referenciados. Ao longo do ano, houve várias partidas de grande qualidade, apesar de nem todas terem tido a mesma importância.
Desde o Australian Open até ao US Open, eis algumas partidas que merecem ser apreciadas pelos fãs e não-fãs da modalidade.
US OPEN: CARLOS ALCARAZ – JANNIK SINNER
O tenista espanhol acabou a competição com o troféu da prova e o título de número 1 do ranking ATP, mas não foi um trajeto fácil. Apesar de ter derrotado Casper Ruud na final, o jogo da competição que merece ser referenciado neste artigo é o frente-a-frente com Jannik Sinner nos quartos-de-finais.
Cinco horas e dezoito minutos de puro talento. Um dos melhores dos últimos anos. Os adeptos que viram a partida no Arthur Ashe Stadium poderão contar aos seus filhos e netos que estavam no estádio. É impressionante como Alcaraz sobreviveu por pouco e acabou por conquistar a competição. Um duelo que deverá ser repetido nos próximos anos.
AUSTRALIAN OPEN: RAFAEL NADAL – DANIIL MEDVEDEV
Nadal! 2022 foi verdadeiramente o ano para os espanhóis na competição. Além de Carlos Alcaraz ter conquistado o US Open e finalizado o ano como o número um da modalidade, Rafael Nadal conquistou o seu 22.º Grand Slam no início do ano e se isolou como o tenista com mais Grand Slams até ao momento.
O último jogo da competição ficará na história. Cinco sets de puro entretenimento. Medvedev começou com o pé direito, mas acabou por não aumentar a pressão e perdeu a final após a grande reviravolta do tenista espanhol.
MASTERS 1000 MADRID: CARLOS ALCARAZ – NOVAK DJOKOVIC
Mais um grande jogo de Carlos Alcaraz na lista. Talvez o jogo que colocou as expectativas no topo para o jovem espanhol. Após ter derrotado Rafael Nadal nos quartos-de-finais da prova, o próximo adversário seria Novak Djokovic. Um back-to-back nada fácil na Terra Batida e onde ninguém havia conseguido sair vitorioso nos dois jogos, até chegarmos ao Masters 1000 de Madrid deste ano.
Djokovic começou com o pé direito, mas nunca teve o controle do jogo na mão. Aliás, nenhum dos dois chegou a ter. Foi um jogo muito combativo. Alcaraz acabou por vencer pouco depois de o relógio ter batido as três horas e trinta minutos de jogo. O atual número um do mundo acabou por derrotar Alexander Zverev na final.
MASTERS 1000 PARIS: NOVAK DJOKOVIC – HOLGER RUNE
A surpresa do ano. Quando muitos esperavam ver mais um Masters 1000 para o currículo de Djokovic, o jovem tenista da Dinamarca acabou por surpreender um dos melhores de sempre para vencer a segunda principal prova realizada em território francês.
Apesar de não ser um dos melhores jogos do ano dentro da quadra, foi um dos mais emotivos. O culminar de um grande torneio para um tenista de 19 anos que estará nos grandes palcos no futuro da modalidade. Rune vai lembrar este jogo com muito bom agrado.
LAVER CUP: RAFAEL NADAL E ROGER FEDERER – JACK SOCK E FRANCIS TIAFOE
Terminamos a lista com um jogo que marcou o ano, a retirada de Roger Federer. O lendário tenista suiço já havia anunciado que seria o último jogo a nível profissional da carreira, por isso, muitos adeptos queriam ver os últimos momentos de magia de Federer.
Apesar de não ter vencido o jogo, o jogo merece ser visto várias vezes. Não voltaremos a ver um tenista como Federer na modalidade, tal como tenistas como Novak Djokovic e Rafael Nadal. Acabar o jogo e o discurso de Federer sem chorar é um desafio difícil.











