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Os cinco tenistas mais «polémicos» da atualidade

Diogo Rodrigues · 4 min

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Foto: ATP Tour

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O ténis mundial no que à vertente masculina diz respeito tem visto nos últimos anos o surgimento de grandes fenómenos bem como assistido a grandes e saudáveis rivalidades. Contando igualmente com o aparecimento em cena de alguns tenistas que devido às suas atitudes dentro e fora do court, têm originado críticas, mas também, e por outros tantos adeptos manifestações de clamor, apoio e até incentivo para tais posturas. Pois bem, e com base nesses mesmos atletas elaboro um Top 5 dos que em minha opinião são os que atualmente considero mais irreverentes. Dizer que a ordem pela qual estarão dispostos não obedece obrigatoriamente a patamares hierárquicos.

Foto de Capa: ATP Tour

5. HOLGER RUNE

O dinamarquês de 19 anos e aos dias de hoje 27º melhor tenista mundial assume o estatuto de atleta mais jovem desta lista. Com um talento excecional para fazer um pouco de tudo num court é por vezes a sua mente que não lhe permite atuar frequentemente a um nível constante e de excelência como lhe vimos fazer no pretérito torneio de Roland Garros. A forma quase que arrogante e displicente como se mostra fora do court e na abordagem a determinados adversários/ encontros contribuem também para esta nomeação. Caso altere a sua atitude terá tudo para ser um atleta de futuro e candidato a vencer as competições mais importantes do panorama tenístico mundial.

4. NICK KYRGIOS

O jogador australiano de 27 anos, é porventura, o maior e melhor exemplo de como a sua personalidade não lhe permitiu até à data fazer melhor que  a 13ª posição mundial. Atualmente fora da elite dos 50 melhores do mundo, o grande destaque positivo da carreira surgiu ao atingir esta temporada a derradeira fase do torneio de Wimbledon, onde e, não obstante se ter apresentado mais focado, calmo e menos conflituoso acabou por protagonizar um dos episódios mais feios da época ao envolver-se em constantes provocações com Stefanos Tsitsipas. Desde insultos a adversários, juízes de cadeira, acesas trocas de palavras com espectadores /as, muitas são as rábulas que fazem com que Kyrgios nunca tenha confirmado o potencial que lhe é por todos reconhecido.

3. ALEXANDER BUBLIK

Nascido em Moscovo, mas naturalizado Cazaque a troco de uma generosa quantia monetária, é de longe o tenista mais credenciado do seu país. Com 25 anos e à semelhança de Kyrgios ninguém lhes pode negar o talento nato para a modalidade, só que, o psicológico já mais reflete a magia do seu ténis. Por essa razão nunca fez melhor do que o 30º posto ATP. Desde declarações em que confessa fazer de tudo para perder rapidamente em terra batida, passando por saídas repentinas e sem motivo aparente do court despedindo-se do árbitro e do adversário até servir por baixo apenas para desconcentrar o oponente. São mais que muitas as atitudes que deixam a desejar em Bublik que se encontra na 40ª posição do ranking somando apenas quatro títulos numa carreira que ameaça não passar de mediana, pois quando está para aí virado aplica um ténis belíssimo e que justifica plenamente o bilhete.

2. BENOÎT PAIRE

O peculiar gaulês de 33 anos, e que ao fim de quase uma década de permanência nos 100 melhores do mundo se viu daí afastado devido a uma péssima temporada, tendo  como melhor classificação o 18º posto, também é conhecido pelas constantes peripécias que marcam frequentemente as suas prestações. Com uma mão cheia de torneios embolsados entre a nata do desporto, deve apenas ao seu estado de espírito, que privilegia o espetáculo em detrimento da eficácia,  o facto de não possuir um palmarés mais recheado. Refira-se ainda que na pretérita edição do Millennium Estoril Open e após ser batido na primeira ronda seria autor do momento mais hilariante da semana terminando como veio ao mundo, algo que gerou um coro de incontáveis críticas e até , segundo consta, o levou a receber ameaças de morte.

1. FABIO FOGNINI

Para liderar esta tabela , escolhi, aquele que de entre estes  e apesar do temperamento típico de um bom italiano, é o que tem uma carreira mais consolidada e mais marcada pelo êxito, pois tem no curriculum um título Masters 1000 conquistado em Monte Carlo. À data com 33 anos, tem como melhor ranking o nono posto, na sequência da já referida melhor semana  da carreira. Atualmente 60ºATP, vai colecionando derrotas e mais derrotas na temporada vigente. Capaz de pontos de levantar qualquer estádio, mas também de atitudes que em pouco o dignificam, Fabio parece inúmeras vezes competir apenas por puro prazer e pouco importado com o desfecho das suas atuações.

Com todos os prós e contras a si associados, considero que fazem falta jogadores destes para captar maior atenção para a modalidade e para assim alimentarem ainda mais este espetáculo, embora dentro de certos e determinados limites .

Semanalmente o seu BNR continuará a contar o que de mais relevante vai acontecendo nos principais palcos do ténis mundial. Até lá já sabe, fique bem, sempre na melhor companhia.

Diogo Rodrigues

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