Os destaques da primeira semana do Australian Open

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OITAVOS-DE-FINAL

Chegado aos últimos 16 jogadores, no que toca aos favoritos, a principal dúvida era a condição física de Novak Djokovic. Depois de uma vitória muito suada frente a Fritz, Djokovic tinha pela frente um jogador com quem nunca tinha perdido, Milos Raonic.

Apesar de se tratar de um belíssimo jogador, dotado de um dos melhores serviços do mundo, a verdade é que, tendo em conta a lesão, este era exatamente o matchup que convinha a Djokovic. O canadiano é conhecido pelo seu serviço de direita, mas também pela muito fraca movimentação em court. Estes dois fatores combinados, fariam com que fosse expectável pontos de curta duração. O sérvio conseguiu superar-se uma vez mais e acabou por gerir o encontro de forma exímia, a partir do momento em que sofreu o break no segundo set poupou energias para os sets seguintes, o que foi fundamental para acabar por, em quatro sets, ultrapassar Raonic e marcar presença nos quartos-de-final. Esta vitória constituiu mais um feito histórico para o sérvio, foi a sua 300.ª vitória em quadros do Grand Slam.

Nadal continuou a fazer o seu percurso ainda sem grandes pedras no caminho, o que tem sido importante para tentar recuperar a 100% da sua lesão nas costas. Até agora, o espanhol venceu Djere, Mmoh, Norrie e Fognini sempre em parciais diretos.

Todo o Australian Open tem decorrido com poucas surpresas e a prova disso mesmo é que, chegando aos últimos oito jogadores, apenas dois dos oito primeiros cabeças de série não estão presentes nesta fase do torneio. Por outro lado, e apesar de existirem poucas surpresas e uma delas ter sido a não muito chocante vitória de Dimitrov sobre Thiem, sobretudo para quem viu o encontro e se apercebeu da capacidade física com que Thiem acabou o encontro, tivemos mais um russo a dar nas vistas, e de que forma.

Aslan Karatsev, um nome completamente desconhecido para a maior parte, está a fazer um torneio irrepreensível. Para chegar aos quartos, o russo, 114.º do ranking, teve de eliminar jogadores como Schwartzman e Aliassime. Este resultado já lhe fez garantir dois feitos históricos, há 25 anos que ninguém se estreava no QP de um Grand Slam chegando a esta fase e, na história do Open australiano, apenas três homens vindos da fase de qualificação chegaram aos quartos-de-final. Para além destes feitos históricos, Karatsev acumulou ainda muitos pontos, fundamentais para a ascensão no ranking e para evitar ter de passar pelas rondas de qualificação dos principais torneios. A chegada aos quartos-de-final vale-lhe, desde já, a meteórica ascensão de 60 postos no ranking, para ocupar a 64.ª posição, e, se vencer o próximo encontro, subirá para 42.º do ranking, algo inimaginável para o russo que, até ao início deste torneio, o ranking mais alto que tinha tido tinha sido ocupar a 111.ª posição do ranking ATP.

Este resultado, a juntar às, já expectáveis, presenças de Medvedev e Rublev nesta fase, fazem com que a Rússia seja a nação mais representada, com três dos últimos oito tenistas em prova.

Este é o alinhamento da prova, nesta fase de competição. Quem será que irá vencer o primeiro torneio do Grand Slam da época?

Foto de Capa: ATP Tour

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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