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Os Momentos da Temporada Tenística em 2017

Redação BnR · 5 min

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Terminada a temporada 2017 nos circuitos ATP e WTA importa olhar em retrospetiva e identificar os momentos mais significativos do ano. Quem foi a/o melhor tenista? Quem foi a maior surpresa? Quem foi a desilusão do ano? Qual foi o momento mais marcante da temporada?

Num ano marcado, no circuito feminino, pelo equilíbrio e pela inconstância das atletas e, no circuito masculino, pelo regresso aos duelos “Fedal” do passado, a equipa de ténis do “Bola na Rede” juntou-se para realizar a sua análise ao ano que está agora próximo do seu final. E se em alguns pontos as opiniões se dividem, noutros a concordância é quase perfeita.

Tenista do Ano

Rafael Nadal é o único tenista que reuniu o consenso dos nossos redatores para Tenista do Ano Fonte: Facebook do Australian Open
Rafael Nadal é o único tenista que reuniu o consenso dos nossos redatores para tenista do ano
Fonte: Facebook do Australian Open

Rafael Nadal e Roger Federer – O suíço começou a temporada parecendo ter regressado 10 anos atrás no tempo, com uma qualidade de jogo como há muito já não se via. Venceu o Australian Open, poupou-se em terra batida, e surgiu novamente imbatível em Wimbledon. Já Rafa Nadal venceu “la decima” em Roland-Garros e, aproveitando as limitações físicas de Federer no US Open, conquistou também o Major nova-iorquino. Numa época de sonho para ambos, fica apenas a pairar no ar a questão: qual deles terá sido o melhor? (Francisco Sampaio)

Rafael Nadal e Roger Federer – Na impossibilidade de escolher um, os melhores do ano no circuito masculino foram, ex aequo, os inevitáveis Rafael Nadal e Roger Federer. Razões para esta distinção são, este ano, mais que muitas: entre ambos dividiram as vitórias nos quatro Grand Slams do ano e, depois de largos meses de paragem no fim da última época, terminaram o ano 2017 colados no topo da classificação mundial. Aos 31 e 36 anos de idade, Rafa e Roger (respetivamente) mostraram que velhos são os trapos e foram, de longe, os melhores deste ano. (Henrique Carrilho)

Rafael Nadal – O espanhol teve uma das melhores temporadas da sua carreira, com dois títulos do Grand Slam conquistados em Paris e Nova Iorque (mais quatro títulos para um total de seis conquistas e 10 finais), uma temporada de terra batida praticamente imaculada (apenas uma derrota, contra Dominic Thiem em Roma) e o lugar cimeiro do ranking mundial. Esteve também muito perto de conquistar um terceiro Grand Slam na Austrália, em janeiro. Federer também teve um ano memorável, mas esteve ausente durante toda a temporada de terra batida enquanto Nadal dominou do princípio ao fim da temporada. (Manuel Traquete)

Surpresa do Ano

Sloane Stephens teve um início de ano atribulado devido a uma lesão, mas acabou em glória Fonte: Facebook do US Open Tennis Championships
Sloane Stephens teve um início de ano atribulado mas conheceu a glória no US Open
Fonte: Facebook do US Open Tennis Championships

Sloane Stephens – O ténis é feito de estórias mágicas, e esta é uma delas. A norte-americana, de 24 anos de idade, seis semanas antes do US Open estava fora das 900 melhores do mundo, encontrava-se a recuperar de uma lesão e andava com a ajuda de canadianas. Chegada ao Major nova-iorquino e não sendo cabeça de série, conquistou o torneio. Indubitavelmente, uma estória para mais tarde recordar. (Francisco Sampaio)

Grigor Dimitrov – O “baby Fed”, que entretanto já conta com 26 anos, fez finalmente uma época minimamente consistente e exibindo-se múltiplas vezes a um alto nível (ficaram na retina o duelo titânico com Rafa Nadal na meia-final do Australian Open e as exibições no ATP World Tour Finals, que acabou por conquistar de forma notável). Esperemos para ver o que o búlgaro fará na próxima temporada, sabendo que a expetativa que recai sobre este talentoso atleta é elevada. (Henrique Carrilho)

Alexander Zverev – Poucos esperavam ver o jovem alemão alcançar tanto tão cedo na sua carreira. Apesar das performances para esquecer nos torneios do Grand Slam, Zverev ganhou dois Masters 1000, em Roma e Montreal, e acabou o ano como número quatro do mundo tendo obtido vitórias contra Novak Djokovic e Roger Federer ao longo do mesmo. Note-se que Zverev tinha acabado o ano 2016 como número 24 do ranking mundial. (Manuel Traquete)

Desilusão do Ano

Novak Djokovic e Andy Murray tiveram um ano atípico, longe daquilo a que nos habituaram Fonte: Sky Sports
Novak Djokovic e Andy Murray tiveram um ano atípico, longe daquilo a que nos habituaram
Fonte: Sky Sports

Andy Murray e Novak Djokovic – De um diz-se ter sido o pior número um de sempre do ranking ATP; de outro parecem restar apenas alguns fogachos ocasionais do ténis apresentado em 2015 e no início da temporada de 2016. Certo é que Andy Murray e Novak Djokovic tiveram uma temporada 2017 para esquecer, chegando mesmo ao seu final arredados da competição. Para bem do ténis, espera-se que melhores vias virão para ambos! (Francisco Sampaio)

Novak Djokovic – Muitas são as teorias acerca do mau desempenho recente da superestrela sérvia. À parte dessas, o que é um facto é que Djokovic atravessou bastantes dificuldades em 2017 e quererá certamente esquecer este ano o mais depressa possível. Novak Djokovic falhou no Australian Open, saindo derrotado na segunda ronda por Denis Istomin, em Indian Wells frente a Nick Kyrgios nos quartos de final e, na mesma ronda, no segundo Grand Slam, frente a Dominic Thiem. Depois de ter sido derrotado por Tomas Berdych nos quartos de final em Wimbledon, o sérvio anunciou que não disputaria mais nenhum encontro oficial até 2018 devido a dores no cotovelo. (Henrique Carrilho)

Nick Kyrgios – O australiano mostrou rasgos de genialidade aqui e ali, mas mais um ano passou sem que conseguisse sequer chegar ao top 10 do ranking mundial por uma semana que fosse ou ganhar um título importante. Boas vitórias foram sempre seguidas por desastrosas derrotas; nos quatro torneios do Grand Slam, Kyrgios ganhou apenas dois encontros em 2017. (Manuel Traquete)

Momento do Ano

A final "Fedal" foi, provavelmente, o momento alto da temporada tenística Fonte: ATP World Tour
A final “Fedal” foi, provavelmente, o momento alto da temporada tenística
Fonte: ATP World Tour

Final do Australian Open – No início de mais uma temporada que se esperava que viesse a ser dominada por Andy Murray e, eventualmente, Novak Djokovic, eis que Roger Federer e Rafael Nadal gritaram ao mundo que ainda estavam bem vivos para o ténis. Uma final “Fedal” é sempre um momento emocionante mas esta, em particular, pela qualidade dos cinco sets disputados e por ter sido tão inesperada, marca certamente a temporada 2017. (Francisco Sampaio)

10º Roland-Garros de Rafael Nadal – Foi um dos momentos mais emocionantes de que há memória na história do ténis. O mundo curvou-se mais uma vez perante o rei da terra batida quando, depois de inúmeras lesões graves que levaram muitos a dar como terminada a sua carreira, o maiorquino esmagou de forma inequívoca toda a concorrência para levar para casa aquele que é o troféu mais comum no seu palmarés: o de Roland-Garros. Pelo número e pelo simbolismo da vitória, este foi um dos momentos mais emocionantes e históricos da modalidade. (Henrique Carrilho)

Final do Australian Open – Não há momento maior no ténis do que uma final de Grand Slam entre Federer e Nadal, dois nomes que transcendem a modalidade, ainda para mais quando este ocorre de forma tão inesperada. Esse será o momento que ficará para a eternidade da temporada de 2017. (Manuel Traquete)

Foto de Capa: Facebook do Australian Open

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