Portugal 4-0 Polónia: Fez-se história na Maia | Ténis, Taça Davis

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DO SONHO À REALIDADE EM MENOS DE UM ANO

A abrir o derradeiro dia de competição e com o sucesso tão perto, eis que Rui Machado apostava as fichas no conhecimento mútuo entre Nuno Borges e Francisco Cabral, portuense que também era novidade na Davis. Do outro lado da rede, contávamos com os igualmente rotinados Jan Zielinski e Szymon Walkow, num encontro em que e embora as forças fossem bastante equiparadas, acreditava levássemos alguma vantagem devido aos seis títulos Challengers conquistados pela nossa dupla.

Com os Portugueses, principalmente Cabral, a grande nível os serviços imperariam numa fase inicial até que os polacos se apoderaram do saque do maiato e desferindo golpe fatal adquiriam um break fundamental para o resultado da primeira partida, um 3-6 em 31 minutos.

Com a garra, tenacidade e crença que lhes é tão caraterística, os lusos quebrariam Zielinski logo de entrada. Quebra essa, que apesar das inúmeras ocasiões de break desperdiçadas pelos visitantes. se revelaria bastante para fechar por igual cifra a segunda partida. Com a pressão toda do seu lado, os forasteiros cederiam logo de entrada o seu serviço numa fase em que atuando como que de olhos fechados Borges e Cabral, empolgados pelo público, praticariam aí o melhor ténis de todo o encontro adiantando-se para 5-2, com dois breaks à maior.

Mesmo vacilando no serviço de Cabral, perdendo aí dois pontos de encontro, seria no saque de Borges e ao fim de cinco pontos de encontro e de pouco mais de duas horas que ficaria selada a eliminatória com um parcial final de 6-4 que dava a passagem a Portugal. No entanto, e segundo os regulamentos, ter-se-ia de disputar, obrigatoriamente, mais um duelo de singulares.

NADA MELHOR QUE FECHAR COM UM ESPETÁCULO DE MAGIA

Com as contas do apuramento consumadas e depois de uma homenagem que o colocou no panteão da fama do ténis nacional ao lado de nomes como: Fred Gil, Nuno Marques, João Sousa ou João Cunha e Silva (fruto de uma caminhada iniciada em 2007 na Geórgia em defesa da nossa bandeira) era hora do antigo Top 60 Mundial e agora 199.º ATP, Gastão Elias, ter pela frente Jan Zielinski (926.º ATP), que após o desgastante encontro de pares era novamente escolha.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com a confiança, a adrenalina e a motivação a nosso favor, o lourinhanense aplicando-as na perfeição e parecendo uma parede inquebrável colocou todo o seu melhor ténis em simultâneo. Algo que expôs ainda mais as já de si enormes fragilidades do tenista de leste, e em modo supersónico fechou a primeira partida por 6-1, pasmem-se em apenas dez minutos, set mais rápido que vi até hoje no circuito masculino!

Gastão não baixando o nível, apenas não repetiu o parcial dados os cerca de uma mão cheia de pontos de break por ele perdidos. Poderia ter corrido mal, mas tal não se verificou dada a gritante fragilidade do polaco. O encontro seria mesmo conquistado apenas ao fim de 48 minutos com um parcial final de 6-3.

Assim se escreveu uma página de glória no ténis português e se viveram dias já mais esquecidos, que certamente ficarão registados para a posteridade.

A Taça Davis regressa em Setembro deste ano, com Portugal a duas vitórias de marcar presença entre as 16 melhores seleções, que no começo de cada temporada jogam as finais do centenário torneio.

O BNR dá os parabéns a todos os membros do staff luso, desejando-lhes as maiores felicidades para as respetivas temporadas.

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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