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A festa da terra batida aproxima-se do seu apogeu com a cidade de Paris a preparar-se para receber o quadro principal do segundo torneio do Grand Slam da temporada tenística. Roland-Garros é o palco ideal para que os atletas transponham para o court toda a agressividade do seu jogo e toda a sua capacidade de luta nas intermináveis trocas de bola que apenas o pó de tijolo proporciona aos amantes de ténis.
Chegado este importante momento da temporada a equipa do “Bola na Rede” uniu-se e apresenta as suas previsões, para as vertentes feminina e masculina, acerca de quem poderá sair vencedor do torneio, de quem serão os darkhorses, e de quem serão os primeiros tenistas do top 10 mundial a ser eliminados.
Vertente Feminina
Campeã
Svetlana Kuznetsova – Há dias atrás poucas dúvidas restariam de que Simona Halep era a principal candidata à vitória em Roland-Garros. Porém, após o anúncio da sua lesão, parece agora pouco provável que a romena esteja fisicamente apta para se impor às suas mais diretas adversárias. Perante a juventude de Svitolina e a tremenda inconsistência de Muguruza (a somar à recente lesão que a levou à desistência no Mutua Madrid Open), emerge agora Svetlana Kuznetsova (vencedora em Roland-Garros em 2009) como uma forte candidata à conquista do torneio. (Francisco Sampaio)
Garbiñe Muguruza – A espanhola defende este ano o título em Paris, e apesar de ser muito difícil determinar a favorita à vitória nesta edição de Roland-Garros, Muguruza pode ser uma séria candidata se chegar à segunda semana em boa forma. Até lá terá Francesca Schiavone pela frente logo na ronda inaugural, o que pode ser um duro teste para a espanhola. (Henrique Carrilho)
Garbiñe Muguzura – É um torneio bastante aberto este ano, ainda para mais sem Serena Williams. Muguruza defende o título em Paris e num quadro que prima pela igualdade e variedade de candidatos ao título terá uma excelente hipótese de o revalidar. (Manuel Traquete)

Darkhorse
Kristina Mladenovic – O sorteio não foi muito favorável a Mladenovic que, caso não ocorram surpresas, deverá ter que defrontar a atual campeã de Roland-Garros, Garbiñe Muguruza, logo na quarta ronda do torneio. Porém, face à inconsistência da espanhola e à excelente temporada de terra batida que a francesa tem vindo a realizar (à exceção de Roma), uma surpresa parece plausível e, daí em diante, tudo poderá acontecer. (Francisco Sampaio)
Eugenie Bouchard – A canadiana apenas figura nesta secção devido à sua classificação atual (52ª no ranking WTA) porque pelo ténis que sabe jogar, Bouchard deveria estar sempre entre as favoritas, seja qual for a prova em causa. Resta saber qual a condição física da canadiana, uma vez que foi obrigada a desistir esta semana em Nuremberga devido a uma lesão no tornozelo, e se isso a impedirá de competir ao mais alto nível. Para já, não anunciou oficialmente desistência do Grand Slam francês e irá ter pela frente na primeira ronda a japonesa Riza Ozaki. (Henrique Carrilho)
Eugenie Bouchard – Apesar do seu ranking baixo neste momento a canadiana já demonstrou várias vezes que tem capacidade para ir longe neste tipo de torneios. Em Paris terá uma óptima oportunidade para começar a subir de novo no ranking. (Manuel Traquete)
Primeira Tenista do Top 10 a Cair
Agnieszka Radwanska – Com tanta inconsistência entre as tenistas que se encontram no top 10 do ranking WTA e com as incertezas acerca das condições físicas de Simona Halep, esta é provavelmente a aposta mais difícil a fazer. Porém, Radwanska parece ser a tenista do top 10 mundial que reúne as piores condições à partida para Roland-Garros: tem vindo a realizar uma temporada pouco conseguida, não tem na terra batida a sua melhor superfície, não disputou os principais torneios em pó de tijolo anteriores ao Grand Slam francês, e logo nas primeiras rondas poderá ter que enfrentar tenistas como Naomi Osaka, Alizé Cornet ou Barbara Strycova. (Francisco Sampaio)
Angelique Kerber – A nova número 1 do ranking mundial chega desinspirada à Cidade Luz, depois de sucessivas derrotas quase humilhantes e por essa razão a estrela alemã deverá ser a grande desilusão da prova feminina. A sua primeira adversária será Ekaterina Makarova, que pode ser uma adversária demasiado complicada nesta altura da carreira para Angelique Kerber (Henrique Carrilho)
Angelique Kerber – A número um mundial tem tido imensas dificuldades em fazer jus a esse estatuto e a pressão vai estar mais elevada do que nunca em Roland-Garros. Uma derrota na primeiro semana não surpreenderia ninguém. (Manuel Traquete)
Vertente Masculina
Campeão
Rafael Nadal – O tenista espanhol encontra-se nesta temporada de regresso às grandes vitórias e, na sua superfície e no seu torneio favorito, difícil será apostar que este não é o principal candidato à conquista de “La Decima” em Roland-Garros, pintando assim mais um belo quadro na história da modalidade. A sua primeira grande dificuldade deverá surgir apenas na meia-final, na qual poderá defrontar Dominic Thiem (que recentemente o derrotou em Roma) ou um Novak Djokovic em crescendo de forma (pese embora ainda longe do seu melhor). (Francisco Sampaio)
Rafael Nadal – Arrisco-me a dizer que esta é a previsão menos original que alguma vez já fiz. Por tudo o que representa Rafa no pó de tijolo, por lutar este ano por “La Decima” Taça dos Mosqueteiros em Paris e pela magnífica forma que tem apresentado nesta época de terra batida, Rafa Nadal é obrigatoriamente o grande favorito à vitória do Grand Slam francês. Rafa irá estrear-se no court Philippe Chatrier frente a Benoit Paire que joga em casa e tem na sua metade do quadro jogadores como Dimitrov, Thiem, Raonic e Djokovic. (Henrique Carrilho)
Rafael Nadal – O espanhol conquistou os seus décimos títulos em Barcelona e Monte-Carlo este ano, e tem agora a possibilidade de fazer o mesmo em Roland-Garros. Apesar de não ser tão dominante como outrora, derrotar Nadal à melhor de 5 sets em Paris continua a ser a missão mais difícil neste desporto. Nadal parte como o alvo a abater para o torneio. (Manuel Traquete)

Darkhorse
Jo-Wilfried Tsonga – A jogar em casa o tenista francês, caso esteja nas melhores condições físicas (após uma lesão que o obrigou a desistir do Mutua Madrid Open) poderá atingir, no mínimo, os quartos de final em Roland-Garros. Até lá tem as difíceis tarefas de vencer Nick Kyrgios e Marin Cilic (pese embora este não seja um especialista em terra batida), mas tal parece possível para o já duas vezes semifinalista no torneio parisiense. (Francisco Sampaio)
Alexander Zverev / Dominic Thiem – Acredito que serão estes os grandes representantes da chamada ATP NextGen na 116ª edição de Roland-Garros. Ambos têm mostrado que estão confiantes com o seu ténis, têm feito bons resultados – Zverev entrou esta semana pela primeira vez no top 10 depois da vitória no Masters 1000 em Roma – mas acima de tudo isso, têm praticado um ténis que faz com que o mais frio dos espetadores aplauda de pé. Dominic Thiem ficou com Novak Djokovic e David Goffin no seu “quarto” do quadro, e na metade de Rafa Nadal. Já o alemão Zverev, 9º cabeça de série, ficou na mesma secção de Andy Murray o que não oferecerá dias muito tranquilos a nenhum jogador. (Henrique Carrilho)
Juan Martín del Potro – O argentino já provou várias vezes que no seu dia consegue derrotar qualquer jogador, mesmo após as inúmeras lesões e cirurgias. Olhando para o quadro, del Potro está em rota de colisão com um Andy Murray fora de forma na terceira ronda, pelo que não espantaria nada se fosse del Potro a chegar à segunda semana. (Manuel Traquete)
Primeiro Tenista do Top 10 a Cair
Alexander Zverev – O tenista alemão é, sem sombra de dúvidas, um prodígio e um provável futuro número 1 do ranking ATP. Porém, este não foi um sorteio feliz para Zverev. Se na primeira ronda terá que enfrentar Fernando Verdasco que, como é sabido, quando joga ao seu melhor nível é capaz de derrotar qualquer jogador, logo de seguida poderá ter que enfrentar Pablo Cuevas, especialista em terra batida e que tanto em Madrid como em Roma apenas foi eliminado por um super-Dominic Thiem. (Francisco Sampaio)
Andy Murray – O atual número 1 do ranking mundial chega a Paris com um registo recente desastroso para a posição que ocupa. A sua classificação pode levar os mais distraídos a criar expetativas acerca da sua prestação em Roland-Garros, mas que não é previsível que o escocês chegue longe este ano em solo parisiense. Murray teve azar no sorteio e é possível (supondo que o escocês vence as suas partidas) que para chegar à final, tenha de defrontar de forma consecutiva, começando na 3ª ronda, Juan Martin del Potro, Isner/Berdych, Alexander Zverev/Nishikori, Stan Wawrinka/Tsonga/Kyrgios/Cilic. O escocês não terá certamente vida facilitada este ano em Paris. (Henrique Carrilho)
Alexander Zverev – O jovem alemão chocou o mundo do ténis ao vencer em Roma, mas ainda está numa fase da sua carreira em que ser consistente é um grande desafio, como demonstrado pelas derrotas que havia sofrido nos torneios que antecederam Roma. O sorteio não foi nada simpático, com o sempre perigoso Verdasco à sua espera na primeira ronda. (Manuel Traquete)
Foto de Capa: Facebook Oficial de Roland Garros










