Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Destaques e Previsões do Quadro Feminino

Fonte: US Open
Maria Sharapova – Qual “cisne negro” num vestido cravejado de cristais Swarovski, a russa é talvez, até ao momento, a figura maior deste US Open. Para além de, contra todas as expetativas (sobretudo pelas recentes lesões que a têm atormentado), estar já na quarta ronda do torneio (usando um estilo de jogo “à Jelena Ostapenko”, de “mata ou morre”, entenda-se, de winner ou erro não forçado), Sharapova eliminou a número dois do ranking mundial, Simona Halep, logo na primeira ronda e, no final, a russa emocionou-se como nunca antes se havia visto em pleno Arthur Ashe Stadium.
Garbiñe Muguruza – A espanhola tem mantido a consistência que vinha apresentando nos torneios anteriormente disputados e, com o seu ténis agressivo e dominador, tem realizado um verdadeiro passeio na primeira semana do US Open (não perdeu ainda um único set). A manter-se o seu nível exibicional, Garbiñe Muguruza continua a afigurar-se como a grande favorita à conquista do torneio. O seu primeiro grande desafio será já na próxima ronda, frente a Petra Kvitova, mas caso vença fica a ideia de que apenas Elina Svitolina parece capaz de dar luta a Muguruza.
Angelique Kerber – É certa que também outras tenistas de grande qualidade (como Caroline Wozniacki, Svetlana Kuznetsova, Dominika Cibulkova ou Jelena Ostapenko), e algumas delas até tidas como fortes candidatas à conquista do US Open (como Simona Halep ou Johanna Konta) foram já eliminadas; porém, é incompreensível a temporada terrível que Angelique Kerber, recém-número um do ranking WTA, tem vindo a realizar. Desta vez o seu carrasco foi Naomi Osaka que, com aparente facilidade, “despachou” a alemã por 6-3 e 6-1. Para Kerber, é tempo de parar para refletir!
Destaques e Previsões do Quadro Masculino

Fonte: US Open
Roger Federer – Não têm sido dias fáceis aqueles que o suíço tem vivido em Nova Iorque. Depois de duas rondas disputadas em cinco sets, nas quais foram evidentes os problemas dorsais de Federer (pese embora este os negue), o suíço elevou o seu nível de jogo para derrotar Feliciano López por 6-3, 6-3 e 7-5 em 1h50m. Após duas maratonas iniciais de erros não forçados e de (quase) total inércia no court (o quinto set disputado frente a Mikhail Youzhny foi um dos mais sofríveis da presente temporada para qualquer amante de ténis!), Federer parece agora recolocar-se entre os favoritos à conquista do US Open, ainda que mais pelas várias ausências do torneio do que pela qualidade que este tem vindo a apresentar no seu ténis.

Fonte: US Open
Rafael Nadal – Ainda que não esteja a realizar um torneio de grande qualidade, sendo evidentes no seu jogo as debilidades que já havia apresentado nos anteriores torneios disputados em piso rápido, Rafael Nadal tem conseguido, quase sempre em quatro sets, ir vencendo os seus encontros. Ainda não teve que enfrentar nenhum adversário de grande valia e, a esse nível, o seu sorteio foi bem mais simpático do que o de Roger Federer (que tem ainda no seu [possível] caminho nomes como os Dominic Thiem ou Del Potro); como tal, o espanhol parece ser neste momento, a par do suíço, o grande favorito à conquista do US Open. Aguarda-se “Fedal” na meia-final!
Denis Shapovalov – Poder-se-ia, para finalizar, fazer um referência pela negativa às eliminações precoces de Alexander Zverev, Marin Cilic, Grigor Dimitrov ou Jo-Wilfried Tsonga. Porém, e como destas apenas a do alemão pode ser considerada como uma grande surpresa (dada a espantosa temporada que este tem vindo a realizar), opta-se por destacar, pela positiva, o jovem Denis Shapovalov. Com apenas 18 anos de idade, o “menino” sente-se bem entre os “grandes”. O seu ténis é ofensivo, intenso, em suma, entusiasmante. Está pela primeira vez na segunda semana de um torneio do Grand Slam e, numa segunda metade do quadro tão desfalcada de nomes sonantes, fica a ideia de que tudo poderá acontecer.
Foto de Capa: The Indian Express
Artigo revisto por: Francisca Carvalho








