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Wimbledon 2022 #2 | Djoker cada vez mais perto de roubar a coroa a Federer

Filipe Torres · 6 min

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Pela quarta vez consecutiva, Novak Djokovic é o vencedor do Wimbledon, a prova mais importante da modalidade no Reino Unido. É o sétimo título do sérvio no torneio mais importante realizado na relva. Empatou o número de títulos de Pete Sampras na prova e está a apenas um título de igualar Roger Federer.

Antes de chegar ao título, Djokovic eliminou vários oponentes, incluindo Nick Kyrgios, o rebelde que jogou, pela primeira vez, a final de singulares de um Grand Slam.

Quanto às surpresas e desilusões, nada mudou em relação à primeira semana.

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NOVAK DJOKOVIC | APESAR DE JÁ SABER QUE IA DESCER PARA O SÉTIMO LUGAR, ELE QUERIA O SÉTIMO TÍTULO

Há umas semanas, Djokovic era o líder do ranking mundial. Na altura do torneio, o sérvio era o terceiro classificado. Após a conclusão do torneio, Djoker desce até ao sétimo lugar. Ora, tudo acontece devido ao fim do congelamento de pontos do torneio de 2019, cujo vencedor foi o sérvio, e a decisão da ATP de não atribuir pontos a nenhum tenista no torneio, por causa da proibição dos tenistas russos e bielorussos por parte do All England Club.

O caminho do sérvio até à final, tirando o jogo frente ao italiano Jannik Sinner, foi calmo. Na primeira ronda, o adversário era Soonwoo Kwon. O tenista sul-coreano até nem jogou mal e até chegou a roubar um set ao sérvio, mas Djokovic estava com a partida controlada. Soonwoo Kwon nunca esteve próximo de ter uma oportunidade de vencer o jogo.

Na segunda ronda, Thanasi Kokkinakis, o parceiro de Kyrgios nos torneios de duplas, foi o novo duelo de Djoker. O tenista australiano deu menos luta, perdeu sem vencer qualquer set e a partida durou pouco mais de duas horas.

Na terceira ronda, em teoria, o adversário era mais complicado: Miomir Kecmanovic. Todavia, o compatriota de Djokovic deu menos luta e perdeu em menos duas horas.

Nos oitavos-de-final, o adversário era Tim van Rijthoven. O tenista neerlandês foi uma grande surpresa. O jogo já foi falado no rescaldo da primeira semana.

Nos quartos-de-final, Djokovic teve o susto da sua vida frente a Jannik Sinner. O jovem tenista já tinha eliminado Stan Wawrinka, Isner e Alcaraz nas rondas anteriores. O prodígio de Itália venceu os primeiros dois sets e parecia que ia provocar a surpresa do torneio, mas Djoker conseguiu dar a reviravolta, naquele que foi um dos melhores jogos da prova. Sinner acabou por não aguentar com a pressão, uma pressão que um jogador experiente como Djokovic já está habituado.

Nas meias-finais, o sérvio defrontou o jogador da casa, Cameron Norrie. O tenista britânico fez, na mais recente edição do Wimbledon, o seu melhor desempenho em Grand Slams: foi a primeira vez que chegou às meias-finais. Após um excelente jogo frente a David Goffin, Norrie defrontou Djokovic na prova dos melhores quatro da prova. Apesar de Norrie ter o público ao seu lado e de ter vencido o primeiro set, o tenista de 26 anos nunca esteve próximo de vencer o jogo. Djokovic venceu em quatro sets e garantiu mais uma presença na final.

NICK KYRGIOS | O BAD BOY DO TÉNIS CUMPRIU, FINALMENTE, O POTENCIAL DE HÁ UNS ANOS

Quem diria? Há uns meses, Nick Kyrgios não praticava a modalidade e agora, devido ao desempenho nas últimas duas semanas, o tenista australiano pode finalmente dizer que já jogou uma final de singulares de um Grand Slam. O bad boy não perdeu o seu papel ao longo do torneio.

Na primeira ronda, Kyrgios esteve próximo de ser surpreendido por um jogador da casa, Paul Jubb. O tenista de apenas 22 anos recebeu um wildcard e quase acabou com aquela que foi uma das principais histórias do torneio!

Na segunda ronda, o adversário era um dos compatriotas de Djokovic, Filip Krajinovic. O tenista sérvio foi adversário mais acessível do que se pensava: o australiano venceu em menos uma hora e meia e o sérvio apenas venceu seis partidas.

Na terceira ronda, foi o duelo do torneio. Stefanos Tsitsipas e Kyrgios protagonizaram aquele que foi o jogo do torneio.

Na ronda dos 16 melhores, o adversário foi Brandon Nakashima. O tenista norte-americano foi um osso duro de roer para o australiano. A partida durou mais do que três horas e foi um excelente jogo para aqueles que não conheciam muito bem Nakashima, que mostrou que está pronto para voos mais altos.

Nos quartos-de-final, Cristian Garin era o adversário do bad boy. Garin, que é muito conhecido por ser um jogador bom na terra batida, chegou aos quartos-de-final de Wimbledon, algo que ainda não fez em Roland-Garros. O jogo foi muito bem disputado, apesar do chileno não ter vencido qualquer set.

Kyrgios ia jogar pela primeira vez numa meia-final de um singulares de um Grand Slam, mas Rafael Nadal não estava em condições. Foi um sentimento de agridoce para Kyrgios, mas a história estava feita.

A GRANDE FINAL

O público estava apoiando tanto Djokovic como Kyrgios, exceto quando o australiano começava a reclamar com as decisões da arbitragem e os comportamentos de certas pessoas do público.

O grande favorito do jogo era Djokovic, apesar do Kyrgios ter tido folga nas meias-finais e de o australiano ter vencido os dois jogos que tinham disputado anteriormente. O tenista sérvio já tinha vencido as últimas três edições da prova e estava numa excelente forma.

No primeiro set, Kyrgios entrou muito bem e mal deu hipótese ao antigo líder do ranking. O sérvio também não é o melhor jogador no primeiro set de uma partida, tem perdido vários sets ultimamente.

No segundo set, Djokovic voltou a ser o Djoker que todos nós conhecemos e voltou a fazer das suas. Kyrgios esteve próximo de quebrar o último serviço do sérvio (0-40), mas Djokovic estava com a cabeça no jogo e conseguiu vencer o serviço e o set. Foi a primeira vez que o sérvio quebrou o serviço ao australiano.

No terceiro set, Kyrgios estava com a cabeça mais fora do local e notou-se. Mais vezes irritado com as decisões do árbitro de cadeira – e tinha razões em muitos casos – e com o comportamento do público. Djokovic aproveitou e venceu o set novamente.

No quarto e último set da partida, Djokovic estava cada vez mais mentalizado que o 21.º Grand Slam estava próximo, enquanto que Kyrgios estava mentalizado que o jogo não estava fácil para os seus lados e que o árbitro de cadeira e o público não o ajudavam. Apesar disso, ambos estavam no seu melhor nos seus serviços e nenhum queria ser quebrado. O jogo acabou por ser decidido no tie-break, onde Djoker levou a melhor.

Com esta vitória, Djokovic vence o seu sétimo título em Wimbledon, o quarto consecutivo, e é o seu 21.º Grand Slam, o segundo tenista com mais GS, apenas atrás de Rafael Nadal (22). Foi a primeira final de Grand Slam para Kyrgios. Vamos ver se o australiano volta a estes palcos no futuro.

Filipe Torres

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